<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962</id><updated>2012-02-11T04:26:43.139-02:00</updated><category term='Causos academicos'/><category term='Conjecturas metafísicas'/><category term='Escritos descompromissados'/><category term='Análises cotidianas'/><category term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Cocotidiano</title><subtitle type='html'>apontamentos, alusões, sínteses e narrativas rotineiras sobre o cocotidiano.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-228293482221593051</id><published>2012-02-11T04:15:00.003-02:00</published><updated>2012-02-11T04:26:43.152-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Substancialmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VIX_j7O7qcQ/TzYIKqAcHvI/AAAAAAAAAEM/X1C8Z1uGrCU/s1600/now%2Bkiss.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VIX_j7O7qcQ/TzYIKqAcHvI/AAAAAAAAAEM/X1C8Z1uGrCU/s320/now%2Bkiss.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707758556906528498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;(a leitura em ordem das notas, marcadas pelos asteriscos no texto, é fundamental para a compreensão do mesmo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Claudio acordou cedo e dirigiu-se instantaneamente ao banheiro. Coçou sua barba que estava por fazer, alias ela sempre estava por fazer e sempre coçava. Ele deu o que gostava de chamar de ''uma cagada substancial'' aquela em que o obreiro&lt;b&gt;&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; consegue por para fora tudo o que precisa, e melhor, não deixa muitos resquícios, o que torna a limpeza rápida e agradável (ou melhor, o mais perto de agradável que esta tarefa pode ser). Enquanto lavava as mãos ficou se encarando por um tempo no espelho, estava meio fora de forma com a barriga saliente, de samba-canção e uma camiseta cinza e desbotada, pensando na mesma merda de sempre (já que estamos falando disso): "Para onde estou levando minha vida? O que aconteceu com meus sonhos? por que eu não tenho coragem de sair desse emprego medíocre? ah é o emprego..." Estava um pouco atrasado, tinha tempo ou de tomar banho ou de tomar café, não os dois.  Priorizou o café&lt;b&gt;&lt;i&gt;** &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;que consistia em café em pão com ovo, seguido de mais café e bolachas&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;              Do outro lado da cidade Claudia começou seu dia de forma diferente. Acordou muito mais cedo que seu pseudo-homonimo-macho. Foi tomar banho, ela trajava um pijama ajeitadinho, poderíamos inclusive defini-lo como sexy. Ok, era um pijama sexy&lt;b&gt;&lt;i&gt;***&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Enquanto tomava banho considerou a temperatura da água, sua disposição naquela manha, o cheiro do sabonete, do shampoo, do condicionador, do creme pré-banho, do creme de banho, do creme pós-banho e todos os acessórios adicionais cujos nomes desconheço e pensou "que banho agradabilíssimo!" Alias, teria pensado caso soubesse usar corretamente o aumentativo de agradável, o que não era o caso, na verdade ela pensou algo do tipo "que banho show!". Sendo uma pessoa extremamente vaidosa como era demorou algum tempo no ritual do banho, fazendo todas as feitiçarias que as mulheres costumam fazer nesse processo, e isso que não era sequer o banho de sábado, estávamos em uma quarta-feira comum. Posteriormente abriu sua &lt;i&gt;necessaire, &lt;/i&gt;que do ponto de vista masculino continha tudo o que não é necessário (mas ok, tomemos o ponto de vista de um narrador neutro - como vocês percebem por ter chamado a garota de sexy no começo do parágrafo-&lt;b&gt;&lt;i&gt;****&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) e tomando um instrumento que não consegui identificar, mas que certamente era da família das pinças, passou a retirar pelos&lt;b&gt;&lt;i&gt;*****&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de seu corpo (ou rosto) até ficar perfeitamente simétrica, cada pelo tinha seu pelo´ (pelo linha).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                Claudia tomou seu café, alias refeição matinal porque não tomava café, pão integral com queijo do tipo cottage light, uma fruta ressecada e um iogurte natural sem gosto. Sentiu-se &lt;b&gt;&lt;i&gt;very healthy******. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Maquiou-se (não entrarei nos detalhes para não desperdiçar outro parágrafo da paciência do leitor) e foi ao trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                Não sei se mencionei que Claudio e Claudia trabalhavam no mesmo lugar, uma repartição publica grande. Foram apresentados certa vez no passado e conheciam-se de dar oi e tchau. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                A manhã estava agitada para uma quarta-feira. Não o suficiente para estragar o cafezinho que todo funcionário publico toma no horário do expediente para começar o dia. Nossos dois protagonistas se cruzaram no corredor enquanto iam resolver empecilhos burocráticos na papelada em que trabalhavam, trocaram um 'bom dia' e um sorrisinho. Claudia achava que o sorriso de Claudio, aqueles de canto de boca, e seu jeito 'descolado' ou 'descuidado' o conferiam um certo charme. E Claudio, como todos os homens da repartição, achava Claudia gostosa. Mas além disso achava ela uma pessoa intrigante, todo aquele cuidado com a beleza devia esconder uma pessoa de verdade&lt;b&gt;&lt;i&gt;*******&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; por quem, por alguma razão, Claudio se afeiçoava. Por hora é só, cada um foi trabalhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                Mais tarde, aquela tarde, Claudio fez uma cagada substancial não-literal com seu serviço, nesse ponto o leitor já deve ter notado que ele era um trabalhador relapso (por outro lado talvez seja redundância dizer isso de um funcionário publico).  Cagou tudo. E acabou prejudicando uma licitação importantíssima da qual Claudia era a encarregada. Fato é que ambos tiveram que sentar e conversar tentando arranjar uma solução que não ferisse a população (como se a licitação em questão em si não fosse uma atrocidade para com os contribuintes). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                Nossos heróis estavam numa sala pequena, sem janelas, cinza, com esses moveis brancos de escritório (de qualidade inferior diga-se de passagem, certamente algum figurão lucrou com a licitação dos moveis). Dada a importância da situação Claudio não ficou nervoso como ficaria numa conversa com alguém do sexo oposto. Ainda mais um ser gotoso do sexo oposto. Conversaram, ele logo assumiu a culpa e ficaram imaginando uma solução, pra que aquele egoísmo não destrua a licitaçãoooooo&lt;b&gt;&lt;i&gt;********&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Durante o papo conheceram-se um pouco, e riram em alguns momentos, Claudia gostou do jeito como Claudio levava a vida, que definiu posteriormente como 'meio &lt;b&gt;&lt;i&gt;away'. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;E ele gostou de toda a preocupação que ela tinha pelo trabalho, lembrava-o dele mesmo quando tinha entrado no serviço. Em determinado momento Claudio notou que ela estava sempre sorrindo e tocando o cabelo, foi a brecha para o velho Cláudio de Guerra entrar em ação e &lt;b&gt;&lt;i&gt;ask her out&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (o narrador esta dado a estrangeirismos hoje). Ela que estava meio cansada de &lt;b&gt;&lt;i&gt;haging out*********&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; com o mesmo estereótipo decidiu aceitar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;                Fato é que eles saíram depois do trabalho para um café. Como narrador imparcial que sou eu vós digo, caros leitores, que eles combinavam. De uma licitação que só podia dar merda sairá&lt;b&gt;&lt;i&gt;***********&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; um relacionamento de longa-duração (que pode ser visto como uma 'cagada substancial' ou uma salvação para duas vidas medíocres).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Aquele que obra, do verbo obrar. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;**&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Como qualquer homem em sã consciência faria. &lt;i&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;nota universal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;*** &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Quando digo pijama sexy imagino uma lingerie preta. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;****&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Nota-se um descuido do autor e/ou do narrador, afinal ele falou que o pijama era sexy não a garota, talvez na cabeça dele isto tenha ficado subentendido. &lt;span style="font-size: 8.0pt;line-height:115%"&gt;NE.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;***** &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Aparentemente pêlo e pélo (do verbo pelar) perderam os acentos com a nova reforma ortográfica da língua portuguesa, assim sendo distingue-se apenas &lt;u&gt;pelo&lt;/u&gt; contexto. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NT.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;****** very healthy &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;- pseudônimo de Vera Rolf - ex campeã olímpica em salto com vara modalidade vegetariana. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NT.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;******* &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Outro descuido do autor ao supor que toda mulher bonita e que dispende muito tempo cuidando da sua beleza tende a não ser uma pessoa de verdade, aqui teríamos que discutir a concepção de pessoa e questões metafísicas. Consideremos (por motivos de saco cheio) que o autor errou. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;********&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Ver música "Será" da banda Legião Urbana. &lt;span style="font-size:8.0pt; line-height:115%"&gt;NA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;********* ask her out&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; - convidá-la para sair (no contexto). &lt;b&gt;&lt;i&gt;haging out - &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;eufemismo para 'dar'. &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%"&gt;NT.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;********** &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Nota-se que ao longo do texto o autor/narrador comete diversos 'erros' em relação ao tempo verbal, perde-se a sequencia lógica ao confundir o pretérito perfeito com o imperfeito e até com o presente, por isso ate hoje ele não escreveu nenhum livro. Por hora deixemos tudo no passado.&lt;span style="font-size:8.0pt; line-height:115%"&gt; NE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;************ &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;É bom que vocês leiam estes asteriscos todos, porque me deu muito trabalho coloca-los em ordem e boa parte das piadas ( O LÚDICO) do texto esta  aqui, &lt;i&gt;módafôcas! &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt; line-height:115%"&gt;NA.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-228293482221593051?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/228293482221593051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=228293482221593051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/228293482221593051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/228293482221593051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2012/02/substancialmente.html' title='Substancialmente'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VIX_j7O7qcQ/TzYIKqAcHvI/AAAAAAAAAEM/X1C8Z1uGrCU/s72-c/now%2Bkiss.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1812686494643104121</id><published>2011-05-01T20:48:00.004-03:00</published><updated>2011-05-02T01:22:14.359-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Café da Manhã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-wmGxCEAL9wQ/Tb3xwDqdAVI/AAAAAAAAAEA/0QBpTWY2zJA/s1600/IMG_1783.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-wmGxCEAL9wQ/Tb3xwDqdAVI/AAAAAAAAAEA/0QBpTWY2zJA/s320/IMG_1783.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601899319438147922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O despertador do  celular tocou as dez para as oito. Era um bom horário, não muito cedo.  Ele se sentou na cama, desligou o alarme, e virou para o lado, deu um  beijo na testa dela e tentou acorda-la, mesmo sabendo que ela não  levantaria até ele levar o café. Mesmo assim ele gostava de beija-la e  olhar pra ela antes dela acordar. Levantou-se devagar e esfregou os  olhos enquanto ia ao banheiro. Foi a cozinha e começou a preparar o  café, pôs agua para ferver, colocou o pó no coador e começou a preparar  as torradas. Enquanto a agua fervia ele foi se trocar. Aproveitou para  olha-la dormindo novamente, ela era engraçada, ele deu um sorriso com o  canto da boca, estava se sentindo bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A  agua ferveu, ele passou o café, preparou as torradas, uma com manteiga e  uma com geleia para cada um, preparou o café dela na xicara lilás,  pouco leite e pouco açúcar, e levou o café para o quarto. Dessa vez ela  despertou, alias com um sorriso encantador, ela agradeceu deu um jeito  que ele não se importaria em ter que fazer aquilo a vida toda. Ela pegou  a xicara com as duas mãos, e ele adorava o jeito que ela fazia isso!  Tomaram café juntos, sentados na cama, conversando pouco, mas rindo  bastante, estavam felizes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela  se levantou e quis tomar um banho rápido, já estavam atrasados. Ele  guardou as coisas na cozinha, e olhou pela janela enquanto esperava, dia  cinzento, mas pelo menos não estava frio. Depois disso ele foi ao  banheiro e ficou olhando para ela enquanto ela secava o cabelo, ela  fazia caretas pelo espelho e ele entrou no jogo. Riram mais um pouco.  Ela terminou a maquiagem, pouca coisa, e ele gostava do seu jeito de se  maquiar, não precisava de muito pra ficar bonita, alias, não precisava  de nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estavam  prontos, hora de ir. Agora ele estava com um nó na garganta, e ela  sabia. Abraçaram-se demoradamente. Os cabelos dela eram longos e ainda  estavam molhados embaixo, ele adorava isso, sentia seus braços irem  molhando vagarosamente. Quando o abraço parecia estar se acabando ambos  apertaram mais forte e ficaram ali sentindo um ao outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Afastaram-se  e ficaram apenas de mãos dadas e se olhando por um tempo, em seguida  ela foi andando, meu Deus como ele adorava o jeito que ela andava! Ele a  observou por um bom tempo, ela olhou pra trás e sorriu, sorriso lindo  aquele!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1812686494643104121?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1812686494643104121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1812686494643104121' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1812686494643104121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1812686494643104121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2011/05/cafe-da-manha.html' title='Café da Manhã'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wmGxCEAL9wQ/Tb3xwDqdAVI/AAAAAAAAAEA/0QBpTWY2zJA/s72-c/IMG_1783.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-5227488773314027147</id><published>2011-04-28T11:40:00.009-03:00</published><updated>2011-04-28T11:52:49.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Salsicha enlatada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;E&lt;/span&gt;les eram um grupo de jovens da Igreja Luterana em viagem pelo Brasil. Na verdade, formavam um coral de música gospel, e por isso estavam na cidade – uma porção de apresentações aqui e ali.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Tudo muito corriqueiro não fosse o detalhe de serem norte-americanos.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Fala aqui, convida ali, cobra um favorzinho de lá, e puft: os americanos visitariam a nossa universidade. Mais especificamente, a nossa turma de Língua Inglesa é que seria a agraciada.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Tudo didaticamente orientado, claro, pela professora; seria uma aula interativa para que treinássemos conversação com os &lt;i&gt;nativos&lt;/i&gt; e coisa e tal.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;O primeiro nó veio aí: &lt;i&gt;nativos&lt;/i&gt;. Até hoje só ouvi essa palavra com um velado tom pejorativo. Os índios brasileiros são &lt;i&gt;nativos&lt;/i&gt;, alguma cultura tribal africana é feita por &lt;i&gt;nativos&lt;/i&gt;, aqueles povos sem-fim da Melanésia são &lt;i&gt;nativos&lt;/i&gt; .  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Mas os &lt;i&gt;yankees, &lt;/i&gt;eles, logo eles, são em algum ponto &lt;i&gt;nativos? &lt;/i&gt;Enfim, o primeiro de outros nós antropológicos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;O segundo nó, não meu, veio com a fantasia em cima de nossos vizinhos distantes. As garotas suspiraram em imaginações que iam longe. Devaneios sobre a harmonia e beleza nórdica.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Seriam do tipo Zac Efron para os moderninhos, ou à la George Clooney para os clássicos – para redimir eventuais suspeitas sobre minhas preferências, cito que precisei pesquisar como se escreve Zac Efron já que não fazia parte do meu universo simbólico-cognitivo.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Quando os americanos chegaram, as garotas notaram, desapontadas, que são gente como a gente. Não fosse o idioma, passariam despercebidos na fila do supermercado.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Mas o terceiro nó, o grande, dado notavelmente em mim, foi durante a dita conversação com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nativo&lt;/span&gt;. A dinâmica era em pequenos grupos; um americano por grupo, fazendo perguntas diretas para os alunos. Em inglês, obviamente. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Lá pelas tantas, ele me pergunta meu estilo musical preferido. Eu, tirando da ponta da língua, digo cheio de mim que adoro o rock dos anos 60. O &lt;i&gt;nativo&lt;/i&gt; norte-americano exclamou animado – &lt;i&gt;Oh, yeah! – &lt;/i&gt;e disse adorar também o rock dos anos 60.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Em segundos veio o clique. E fiquei deprimido. Céus, como sou colonizado! Quando falei do rock dos anos 60, a comunicação teve completo sucesso sem que eu precisasse dizer &lt;i&gt;qual&lt;/i&gt; era o rock da década de 60. Estava dado que só existia um, e o &lt;i&gt;yankee&lt;/i&gt; entendeu ser o &lt;i&gt;seu&lt;/i&gt; rock dos anos 60.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Foi, de fato, como se só existisse um rock-dos-anos-60: o estadunidense. Pior: na minha cabeça uma potencial distinção nem sequer chegou a insinuar-se. &lt;i&gt;Na minha cabeça, &lt;/i&gt;quando disse o que disse, o rock anos 60 era um só, e em completa sintonia com a cabeça do norte-americano. Sinonímia de aculturado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;O fato de eu ser brasileiro, e cá ter tido um rock na década de 60, passou longe de ter qualquer relevância quando eu disse gostar do rock anos 60.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Não sou do tipo purista que propala neuróticas acusações contra as misturas e influências culturais, porém, fiquei com um incômodo eco.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Colonizado&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, dito bem baixinho, suave, mas grafado em itálico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, repetido na consciência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NfPKXnAzH7Q/Tbl89lvFTBI/AAAAAAAAAJY/jp_tpJjrsFE/s1600/salsicha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NfPKXnAzH7Q/Tbl89lvFTBI/AAAAAAAAAJY/jp_tpJjrsFE/s200/salsicha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600645009155378194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Ou, como diria minha professora de Português: "Não se iluda! Você é uma salsicha enlatada!"&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;O sentido da frase é confuso, polissêmico, cheio da verve marxista da dita professora, mas sinto que deve aplicar-se a esse caso.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-5227488773314027147?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/5227488773314027147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=5227488773314027147' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5227488773314027147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5227488773314027147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2011/04/salsicha-enlatada.html' title='Salsicha enlatada'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NfPKXnAzH7Q/Tbl89lvFTBI/AAAAAAAAAJY/jp_tpJjrsFE/s72-c/salsicha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-90131048457178758</id><published>2011-03-30T15:05:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T15:06:05.971-03:00</updated><title type='text'>A Internet,  O Ser Humano e o Copo de Leite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blogtecnologia.net/fotos/2008/09/tv-plasma-lg-32pc5rv.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://www.blogtecnologia.net/fotos/2008/09/tv-plasma-lg-32pc5rv.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     Um dia desses (alias noite) estava no computador de madrugada, olhando sites de relacionamento e fazendo algumas reflexões sobre isso. Fantástico não? O novo vício é passar horas diante de um computador conhecendo pessoas que você não conhece, e mesmo assim, as vezes conhece melhor do que as pessoas com quem você mora. Pensei na evolução da comunicação, como isto afetas relacionamentos e tudo mais. Pois bem, já era tarde, a casa em silêncio, resolvi desligar o computador e tomar um copo de leite antes de dormir (atire a primeira pedra quem não tem este costume). Enquanto desligava o computador e saia do quarto reparei em quão forte brilham as luzes do computador, essas que informam que ele esta ligado ou que o num lock e caps lock estão ligados. Surpreendi-me, é realmente uma luz muito forte.  E aí começaram os questionamentos existenciais: ”Uau, como o homem foi capaz de inventar isso? E o computador? Como aparecem imagens num monitor, as vezes mais bem definidas que a própria vida real (é que estou com um monitor novo bem bacana)?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com algum esforço mental alcancei a cozinha, como sempre a caixa de leite estava vazia na geladeira, amaldiçoei a caixa, a geladeira e tudo mais, e fui pegar outra caixa na dispensa. Se tem uma coisa que pode te fazer pirar com raciocínios inconsistentes de madrugada é uma caixa dessas de leite UHT pasteurizado! Realmente, quem teve a ideia de tratar o leite desta forma e fazer uma caixa dessas é um gênio, ou um capitalista aproveitador das superstições humanas quanto a sujeira de fazendas e coisa e tal. Peguei uma tesoura para abrir o leite, ah a tesoura! Que instrumento incrível! Se não me falha a memória das poucas e ótimas aulas de arqueologia que tive no curso de ciências sociais (nem a consulta a Wikipédia), o metal começou a ser trabalhado e utilizado a cerca de 7000 mil anos atrás, e revolucionou o mundo (de outro modo como abririam caixas de leite?). Posterior a chamada idade da pedra, e anterior a invenção da escrita, a idade do metal consolidou o péssimo hábito sedentário dos homens, e assim a agricultura evoluiu, as cidades evoluíram e os homens continuaram se matando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uEIw0X3LPHw/S9wO2V9IALI/AAAAAAAAAFc/8x9je25WSP8/s1600/13_mvg_copo-de-leite.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 360px; height: 460px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uEIw0X3LPHw/S9wO2V9IALI/AAAAAAAAAFc/8x9je25WSP8/s1600/13_mvg_copo-de-leite.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Peguei o copo, e mais um momento de reflexão, coisa fantástica o vidro não! Dizem que é só esquentar a areia que vira vidro, fato é que se eu fosse abandonado numa floresta (o que provavelmente vai acontecer se eu não parar de escrever textos como esse) eu jamais conseguiria forjar um copo de vidro, nem um pedaço de metal pra virar uma tesoura, muito menos um plástico ou um led de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De qualquer forma coloquei o leite semi-desnatado (boiolice, eu sei) no copo e bebi-o. Muito bom, enquanto bebia me ocorreu a ironia: ser humano ultra moderno, mexendo num computador, trajando roupas específicas para o ato de dormir, utilizando os mais mirabolantes aparatos que a humanidade descobriu, enfim, fazendo de tudo para se diferenciar de um animal bebendo o leite (o alimento mais elementar) de uma vaca! Um distante parente bovino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Resumindo: Utilizando a internet, invenção mor da humanidade, utilizando todo o conforto disponível, utilizando pijama xadrez, mesmo assim a verdade é uma só: somos todos animais! Não somos melhores nem que as vacas, afinal, destruímos florestas e florestas, e assim destruímos o próprio mundo, para criar pasto (e ainda tem uns infelizes que vão para o interior e pensam “Ah a natureza!”). Destruímos nosso planeta para dar abrigo as vacas, nos iludindo achando que estamos no controle por no fim poder beber do seu leite! Fato é que os bezerrinhos também bebem leite e não pagam nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que surpreende ainda mais é que com tudo que o ser humano conseguiu manipular a partir da natureza, a humanidade não vai nada bem! Você leitor pode até estar bem lendo em seu PC enquanto outra janela está aberta com seus sites de relacionamento, mas uma grande parcela da população sente fome. Acho que isso é meio inconcebível para nós, passar fome de verdade. Outra parte está envolvida em guerras, gente morrendo por causa de petróleo, religião, territórios e tudo mais. E toda a riqueza do mundo acaba mal distribuída (sim, usando um marxismo barato, afinal já  era de madrugada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso porque eu quis um copo de leite! Ainda bem que não comi bolacha aquela noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-90131048457178758?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/90131048457178758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=90131048457178758' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/90131048457178758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/90131048457178758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2011/03/internet-o-ser-humano-e-o-copo-de-leite.html' title='A Internet,  O Ser Humano e o Copo de Leite'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uEIw0X3LPHw/S9wO2V9IALI/AAAAAAAAAFc/8x9je25WSP8/s72-c/13_mvg_copo-de-leite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3723603163159566587</id><published>2010-12-08T00:27:00.002-02:00</published><updated>2010-12-08T00:31:43.284-02:00</updated><title type='text'>Lugar de gente feliz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/TP7tw83R0RI/AAAAAAAAAi4/ehnuPK6mAYI/s1600/escrava.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/TP7tw83R0RI/AAAAAAAAAi4/ehnuPK6mAYI/s320/escrava.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548133216194515218" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje fui a um minimercado comprar algumas coisinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parêntese: esse minimercado está longe de ser o armazém de bairro de outrora e muito longe de ser uma grande rede de supermercados, como o Pão de Açúcar. E há uma regra diferente que rege os mercados nesse mundo pós-moderno. Antes era: normalmente cresce, raramente quebra. Agora é: raramente é comprado por um maior, normalmente quebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. O Pão de Açúcar só quebraria no século XVI, quando era feito pra isso: moída a cana, colocava-se o caldo dentro de uma forma de barro com esse nome. Que sorte: o pão de açúcar descansava por 45 dias, diferentemente dos escravos. Depoimento do padre jesuíta Fernão Cardim, naquele século: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cada engenho é uma máquina e fábrica incrível. Em cada um, de ordinário há seis, oito ou mais brancos e, ao menos, 60 escravos, que se requerem para o serviço. Os trapiches,engenhos que moem a cana com bois, requerem 60 bois, os quais moem de doze em doze, revezados: começa-se de ordinário a tarefa à meia noite e acaba-se no dia seguinte às três ou quatro horas depois do meio dia. Em cada tarefa se deita 60 a 70 formas de açúcar branco e mascavo. Cada forma tem mais de meia arroba. Os serventes andam correndo, &lt;/em&gt;e por isso morrem muitos escravos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que interessa: comprei feijão, alface, beterraba, couve, refri, tomate, cheiro-verde e pão. O que interessa nesse momento é o pão. Aliás, o pão já interessava faz tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça, quer me ver seis pães?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito doce, respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querer ver, não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentil, continuei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então me sirva sem ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soou nada gentil. Ela dissimulou, mas não gostou. Nem eu gostaria, creio. Piada sem sal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de servidão ainda parece ser um completo tabu para o senso comum. Em nossa sociedade, ele se encaixa entre dois discursos distantes (idealmente) e próximos (historicamente), paradoxalmente: o discurso religioso e o discurso escravocrata. O discurso religioso lamentavelmente não costuma sair das casas de Cristo. Logo, o que resta para a sociedade secular é o secular conceito de servir como algo pejorativo, humilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça abaixou a cabeça. Não me olhou mais nos olhos. Tudo o que vi foi uma toca de proteção e um avental, feitos de um algodão maranhense grosseiro, atrás de um tabuleiro repleto de pães de açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvida de mercado: não quebra porque é comprado ou é comprado porque não quebra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3723603163159566587?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3723603163159566587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3723603163159566587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3723603163159566587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3723603163159566587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/12/lugar-de-gente-feliz.html' title='Lugar de gente feliz'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/TP7tw83R0RI/AAAAAAAAAi4/ehnuPK6mAYI/s72-c/escrava.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4562995484037708528</id><published>2010-12-01T13:46:00.006-02:00</published><updated>2010-12-01T13:54:16.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>A bolha e o visco</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Q&lt;/span&gt;uando fiquei sabendo daquele ataque a alguns jovens na Avenida Paulista, algo com prováveis motivações homofóbicas, fiquei pensando na coisa toda, principalmente nessa aversão dos héteros&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;contra os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;homos&lt;/i&gt;. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E o mais próximo que cheguei de uma conclusão, com certa ironia, foi de que todo hétero conta, lá no fundo, receber uma cantada dos &lt;i&gt;homos. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Não apenas uma cantada; dão como evidente que se o outro é &lt;/span&gt;&lt;i&gt;homo, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ele certamente, necessariamente, e inevitavelmente, irá cair matando com indiretas, olhares e xavecos em cima de todo hétero. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;E o perverso da hist&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ória é que quem cai matando, agora literalmente, são alguns héteros, com lâmpadas e pontapés. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mais: se o &lt;span style="font-style: normal;"&gt;homo eventualmente deixar claro que não tem interesse nenhum, o hétero vai ficar &lt;/span&gt;algum tanto ressentido pela expectativa frustrada!  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Generalizações são complicadas, como sempre, mas creio que isso tem certa validade genérica.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Parece ser algo ensinado – escola? família? -, não sei. Mas o teste para tirar a prova é simples. Pergunte a um homem hétero o que ele acha de ter amigos gays. 'Ah, nada contra, desde que não venha com viadagem pro meu lado!'. Bingo. É um pressuposto que, sendo você hétero, e sendo o outro homo, potencial&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/TPZuvUiMltI/AAAAAAAAAI4/_usf9SpZm3g/s1600/bolha.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 184px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/TPZuvUiMltI/AAAAAAAAAI4/_usf9SpZm3g/s320/bolha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545741750398392018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mente, quase naturalmente, ele vai 'ir de viadagem' para seu lado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Nós héteros, com maior ou menor vergonha, já demos essa resposta um dia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vaidade masculina ou uma paranoia institucionalizada?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Lendo sobre o tal ataque aos jovens na Avenida Paulista percebi que podemos até nos revoltar. Aliás, a indignação nessas horas deve vir. Porém, não dá para dizer coisas do tipo nossa, que estranho isso acontecer. Ou então defender a tese de que é inexplicável esse tipo de violência, quase caída dum céu nebuloso.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É algo excessivamente comum, previsível e explicável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não tanto pelos motivos – que por serem culturais não são menos fugidios -, mas sim pelos sintomas. Eles se manifestam no dia a dia, sutis ou não. Bomba relógio prestes a explodir. E parece que a lógica dessa violência tem a ver com uma ideia de pureza particularmente desenvolvida na cabeça de alguns homens.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sim, pois o que alguns héteros cultivam, ainda, é um ideal de pureza. Ele é do tipo de uma bolha de ar num raio de alguns metros em torno desse homem, e a pureza neste espaço tem de ser mantida. Caso não seja, tem-se um problema. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Trata-se de uma pureza heterossexual. O límpido e translúcido é formado por tudo aquilo que representa, ou contém, a dobradinha homem + mulher. É o puro. Mas tudo que igualmente possa representar ou conter a dobradinha homem + homem é simplesmente sujo, repugnante. Talvez viscoso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E digo viscoso não a toa. É um termo completo neste caso. Simboliza o que é incerto, fluido, pegajoso, aquilo que uma vez que se entre em contato com, não se sabe se esse contato será interrompido. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/TPZuX7ho1lI/AAAAAAAAAIo/c750HWGFqGo/s1600/blob3.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/TPZuX7ho1lI/AAAAAAAAAIo/c750HWGFqGo/s200/blob3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545741348548171346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E se o treco grudar de vez? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Acho ser uma boa metáfora para explicar a desconfiança violenta de alguns héteros contra os homos. Que nada viscoso ultrapasse a barreira de segurança...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Meu professor faria graça e diria, sei não, tem cheiro de desejo mal resolvido.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Se tem, não sei. Só sei que poucas são as violências que se justificam. E a do tipo homofóbica certamente não é uma delas.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Se os rótulos em si já tem um quê de estúpidos, agredir por conta deles é o que?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4562995484037708528?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4562995484037708528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4562995484037708528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4562995484037708528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4562995484037708528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/12/bolha-e-o-visco.html' title='A bolha e o visco'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/TPZuvUiMltI/AAAAAAAAAI4/_usf9SpZm3g/s72-c/bolha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-906205434779541076</id><published>2010-11-13T22:12:00.007-02:00</published><updated>2010-11-13T22:38:15.099-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>As Ciências Sociais (  me formei \0/    ...      e agora?  o_0  )</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rGyB1prY6WI/SSOPf5JFCII/AAAAAAAAAdQ/PcBjE9RD8iU/s400/scream_munch.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 313px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rGyB1prY6WI/SSOPf5JFCII/AAAAAAAAAdQ/PcBjE9RD8iU/s400/scream_munch.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="--"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4 anos e meio depois do fatídico rito de passagem do vestibular, eu me formei em ciências sociais! Não, isso não faz de mim um socialista (apesar de assim eu me definir política-ideologicamente) mas sim um cientista social, ou um sociólogo, como queiram. “Que legal, o quê que você faz?” No momento desempregado, e sim, provavelmente em algum momento da vida eu terei que dar aulas, mas agora já estou até gostando da idéia. Pois bem, a idéia deste texto não era falar das coisas práticas da conclusão de um curso de graduação, mas sim de alguns momentos pelos quais passei e coisas que eu senti (afinal isto ainda é um blog).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em primeiro lugar, não importa o quanto te avisem que é um curso extremamente teórico e que exige muita leitura, você nunca está suficientemente preparado! Chegou em determinados momentos a ter cerca de 200 páginas de leitura por semana, e não era aquela leitura agradável do tipo Fernando Sabino, Arthur Conan Doyle ou Jonathan Swift, mas leituras complexas, e mais, fichamentos, trabalhos, participação em sala (blergh), seminários...A monografia então foi pior, sim foi pior do que todos dizem que é! O pior ainda porque quando eu estava escrevendo-a estava trabalhando, num desses empregos normais de 8 horas por dia e salário de fome no fim do mês, e tinha aula a noite, e monografia de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois bem, sobrevivemos! Olhando em retrospecto há quem diga (né César) que eu tive mais sorte do que juízo, porque neste jeito manso de ser muitas vezes levei as coisas com a barriga e mesmo assim tirei ótimas notas, das duas uma, ou eu tinha uma grande imaginação sociológica ou boa parte das matérias e professores eram picaretas (prefiro acreditar na segunda opção).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Agora o que realmente nos atormente neste curso, o que nos desmotiva e impede de lutar a boa batalha são a dúvidas existenciais que ele te apresenta, e que você invariavelmente interioriza. Não sei se é possível descrever o que é cansaço mental, mas é algo que, diferente do cansaço físico, não passa após uma boa noite de sono. Alias, muitas vezes perdemos o sono nos debruçando sobre as questões mais variadas, repensando conceitos que tínhamos como certo tentando achar uma solução, definir a teoria mais plausível para acreditar. Afinal o nosso instrumento de trabalho são as palavras, e há autores que usam as mesma palavras para dizer coisas diametralmente opostas e não há como apenas aprender sem definir acreditar em uma ou outra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu gostava de ficar olhando pela janela do nono andar (ou do sexto mesmo) da reitoria, da UFPR ver as pessoas pequenas lá embaixo e ficar conjecturando alguma teoria que fizesse sentido que desse conta de explicar a religião, a ciência, o amor, a paixão, o ódio, a evolução (não me surpreende que as pessoas me considerem tão confuso, dado meuinconstante estado mental). É difícil ser cristão/protestante (evangélico, para alguns) militante e entrar num curso desses, é estranho ter que questionar o tempo inteiro sua fé, suas tradições, seus ritos, e olhá-lo como mais um rito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas nem tudo foi tão nebuloso assim, afinal foi nesse tempo que conheci, me apaixonei e comecei a namorar minha queridíssima Anna Lídia (cujo blog está na lista dos relacionados) e passamos ótimos momentos juntos, ainda passamos só que agora, graças a distancia, só por webcam (felizmente a cada dia que passa a gente fica mais perto de se reencontrar, o que certamente renderá um texto pra este blog). Conheci pessoas incríveis (certo Carlos, Aline, César, Taute) com que fiz amizade, alias dois deles até toparam fazer um blog comigo e de repente desapareceram dele. Infelizmente, ou felizmente pra eles, apenas o César concluiu o curso também, alias me dando muita força (no sentido da praxis - trabalhos, provas, seminários) pra continuar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enfim, é realmente estranho estar formado, a gente fica com uma sensação que não aprendeu nada, mas no fim tenho pra mim que a coisa mais importante que aprendi nesse curso é conferir o mesmo status a todo o tipo de discurso. É muito bom desconstruir a legitimidade da ciência (até mesmo das ciências sociais) como discurso hegemônico capaz de explicar tudo e todos, e perceber que cada pessoa constrói uma visão de mundo única e tão capaz de explicar sua realidade quanto um tratado de milhares de páginas que nunca será aberto. É interessante ser capaz de entender razões econômicas, egoístas que perpassam todo o tipo de acontecimento. E muito mais desafiador é procurar algo que seja feito com alma (mesmo que essa seja uma construção de um discurso moderno ocidental e individualista) no meio de tudo isto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim durante a colação de grau fizemos o juramento de nos importarmos sempre em nosso trabalho com a questão social, e realmente acredito que nada no mundo faz sentido se não nos importarmos com os outros antes de pensarmos em nós. Afinal a própria Biblia afirma, ironicamente no livro de Tiago (1:27), "Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os orfãos e as viúvas em suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Amém...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-906205434779541076?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/906205434779541076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=906205434779541076' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/906205434779541076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/906205434779541076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/11/as-ciencias-sociais.html' title='As Ciências Sociais (  me formei \0/    ...      e agora?  o_0  )'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rGyB1prY6WI/SSOPf5JFCII/AAAAAAAAAdQ/PcBjE9RD8iU/s72-c/scream_munch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-6235654632440775516</id><published>2010-10-12T21:44:00.007-03:00</published><updated>2010-10-12T22:22:57.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.freewebs.com/pensionatosauer/photos/Curitiba/top-08-chuva-na-xv-18-04-041.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 408px; height: 305px;" src="http://www.freewebs.com/pensionatosauer/photos/Curitiba/top-08-chuva-na-xv-18-04-041.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava eu a voltar para casa, num dia daqueles bem devagar. Começou um chuva que já era anunciada pelo céu cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caia devagar, eu conseguia contar os pingos que me acertavam -1...2...3,4,5...- eram daqueles pingos grossos que parecem explodir quando caem no chão. Passei a reparar nas pessoas, lentamente retiravam os guarda-chuvas da mochila, as sombrinhas das bolsas, ou simplesmente colocavam o casaco na cabeça. Os comerciantes tiravam as placas de propaganda da rua, tiravam as caixas de som das entradas das farmácias, lojas de roupa, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã tornavasse silenciosa, as filas dos bancos moviam-se lentamente para baixo das marquises. A frequencia dos pingos aumentava rapidamente, logo sentia a água fria escorrendo pelo meu cabelo, a blusa ficando encharcada, preferi não ir para baixo das marquises, estavam lotadas, e de qualquer forma seria um desrespeito para com a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei no meio da calçada, pensando com os meu botões "Ah se a chuva pudesse lavar essa  falsidade, lavar a minha hipocrisia! Ah se essa calçada me levasse pra outro lugar!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-6235654632440775516?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/6235654632440775516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=6235654632440775516' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/6235654632440775516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/6235654632440775516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/10/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-410543418590789112</id><published>2010-06-22T00:11:00.003-03:00</published><updated>2010-06-22T00:15:04.522-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>o Funk e o Funk</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thefunkstore.com/VinylLps/March2005/Lp-JamesBrownSexMachine2Lp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 350px; height: 350px;" src="http://www.thefunkstore.com/VinylLps/March2005/Lp-JamesBrownSexMachine2Lp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns dos leitores deste bom e velho blog subversivo e comunista bem sabem que meu sonho, e o que faço a maior parte do tempo é tocar guitarra. Isso dado, há uma série de implicações, por exemplo, leio diversas revistas de guitarra. Relendo uma edição ultrapassadérrima de março de 2007 de uma das grandes publicações nacionais de guitarra vejo uma interessante reportagem sobre o funk. Sim, aquele funk de James Brown (Deus o tenha).&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No fim da reportagem há uma critica duríssima à comparação existente entre o funk carioca e o funk ‘original’ de James Brown (até rima)! Pois bem, o escritor desta reportagem literalmente “desce o sarrafo” no ‘funk’ carioca, ou ao menos no fato de chamar o funk do morro de funk, assim como seu antecessor rico. Argumenta o rapaz, que isso é uma afronta ao estilo original por dois motivos principais: as letras pobres, e a música (harmonia, melodia) pobre.&lt;br /&gt;Após ler isto me pus a pensar naquela música da James Brown:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Get up, (get on up)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Get up, (get on up)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stay on the scene, (get on up), like a sex machine, (get on up)”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; O leitor deve concordar comigo que não há nada de muito construtivo/ profundo/ subjetivo/ introspectivo nessa música. Ao contrario, o objetivo é claro, fazer o ouvinte se chacoalhar (se é que ainda existe esta palavra) e a letra é obviamente de uma conotação sexual. Não vejo problema nisso. Alias como sociólogo (ou antropólogo) vejo estas manifestações culturais como um fato que tem um objetivo e uma causa. James Brown e toda a industria por trás dele, bem como os seus antecessores que lhe influenciaram, conseguiram chegar onde chegaram pois havia uma demanda por este tipo de música, havia espaço. Também se olharmos a musica pelo seu viés técnico não veremos nada de difícil ou complexo em sua construção: poucos acordes que se repetem por toda a canção, e um ritmo marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora voltemos ao morro. Pelo que me lembro o funk era criticado por não ter uma música complexa e por suas letras de conotação sexual. No que ele difere mesmo do seu primo rico? Porque insistimos em louvar uma manifestação cultural estrangeira, bem localizada no ‘main-stream’ da indústria musical que tem por característica as mesmas marcas do estilo mais demonizado pelos ‘intelectuais’ do Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Algum tempo atrás li uma frase de um famoso produtor musical e ótimo guitarrista de jazz que afirmava ter criticado por muito tempo as musicas ditas ‘do povão’, mas com o tempo percebeu que se shows deste estilo conseguem levar mais de cem mil pessoas a um estádio é porque há algo ali que agrada outros seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se de fato o objetivo dos bailes funks é o sexo, as músicas de James Brown parecem funcionar na mesma lógica (não é a toa que volte-e-meia as festas de casamento tocam músicas como esta em questão e ‘YMCA’ do Village People).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Volto a indagar então o por quê do preconceito? Não digo que devemos admirar, chegar em casa e escutar este tipo de música, afinal cada um ouve o que gosta (ou o que a sociedade te fez gostar - só pra provocar um pouquinho os que se acham indivíduos descolados de um contexto sócio-cultural-)  mas afirmo que este tipo de critica já é pessimamente construída é mostra o quanto prezamos por tudo o que é importado, pasteurizado e dado como bom pelas grandes meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em defesa do autor, ele afirma que de fato há vários músicos de qualidade que saíram da favela e de morros e cita alguns, ironicamente estes citados são pessoas que foram absorvidas pela industria musical brasileira. Mas ele falha de modo decisivo ao não perceber que há um contingente imenso da população que tem nesses funks elementos constitutivos do seu dia-a-dia, e que as musicas ou os bailes de fato transmitem  alguma coisa para elas (nem que seja esperma – brincadeira, perco a linha de raciocínio mas não perco a piada). Seu caráter independente e tecnicamente tosco serve apenas para mostrar a o quão heróico e socialmente necessário e o funk, afinal ele não precisou ser produzido em estúdios caríssimos nem pasteurizado pelas mixagem que igualam todas as musicas para se tornar um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o nome pegou é por que semelhança há. Faço minhas as palavras deMichael Moore ao presidente Bush, para o autor desta reportagem “Shame on you F.S., shame on you”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-410543418590789112?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/410543418590789112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=410543418590789112' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/410543418590789112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/410543418590789112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/06/o-funk-e-o-funk.html' title='o Funk e o Funk'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3994384909348550757</id><published>2010-05-03T11:41:00.005-03:00</published><updated>2010-05-03T12:03:25.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Apontamentos antropológicos: o agroboy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;elas contingências da vida - e certamente por algo relacionado às periódicas visitas a meus pais numa cidade interioranamente bucólica - acabei tendo várias oportunidades para observar antropologicamente uma complexa, dinâmica e complicada figura cultural chamada &lt;/span&gt;&lt;i  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;agroboy.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p face="trebuchet ms" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Bem, e o que é o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt;? Para quem não está familiarizado com o cenário de pastos no horizonte, carroças que cruzam a cidade puxadas com força animal e quero-queros audíveis no fim de uma tarde,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;digamos que se o &lt;i style=""&gt;playboy&lt;/i&gt; é o filhinho de um papai médico, advogado ou empresário, o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; é o filhinho de um papai agricultor muito bem sucedido. Aqui pros lados do Norte do Paraná, ele é a típica prole da terra vermelha com a soja. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="trebuchet ms" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="trebuchet ms" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; é aquele sujeito que não quer o carrinho arredondado europeu, quer a camionete barulhenta das pradarias norte-americanas – é, bem aquela que corre ao lado de cavalos selvagens. Não se veste como a juventude utópica das novelas da Globo, mas sim como um &lt;i style=""&gt;cowboy&lt;/i&gt; saído diretamente de algum &lt;i style=""&gt;saloon&lt;/i&gt; que não existe senão enquanto representação de uma vontade coletiva; o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; usa as calças apertada&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S97jRxFNiZI/AAAAAAAAAIY/XE_TrmFoJBA/s1600/agroboy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S97jRxFNiZI/AAAAAAAAAIY/XE_TrmFoJBA/s320/agroboy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467056892046838162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s feito embalagem de café, cinto com uma fivela do tamanho da tampa de margarina, e suas camisas sempre deixam à mostra o peito – com ou sem cabelo... vale notar essa variável. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="trebuchet ms" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;(Alias, procurando uma foto para este texto, descobri que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agroboy&lt;/span&gt; já esta sendo incorporado como um 'novo movimento cultural mundial'. Acredite se puder.)&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A verdade é, e realidade foi, que fiquei arrependido por um ingresso já pago para um tal de &lt;i style=""&gt;Batidão Universitário&lt;/i&gt; – as vezes o bom senso da gente sofre umas recaídas  e nos mete em cada situação... – e só por isso saiu a analise aqui transcrita. Como uma luz no fim do túnel, as capengas aulas de antropologia ofereceram um alento contra meu desespero. E tudo se encaixava para isso uma vez que o estranhamento - visual, auditivo e social - foi completo durante o tal do &lt;i style=""&gt;Batidão&lt;/i&gt;, e pude então ver o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; e logo em seu &lt;i style=""&gt;habitat&lt;/i&gt; social típico: uma festa de música sertaneja regada a álcool. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas, oras bolas, de onde surgiu o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt;? E essa bizonhice – com o perdão da subjetividade exposta – chamada &lt;i style=""&gt;Batidão Universitário?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A cultura enquanto um quadro amplo nos lembra a máxima de Lavoisier: nada se perde, tudo se transforma. Assim, o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; é como o ponto intermediário da passagem do mundo rural ao mundo urbano. Ele incorpora as novidades mas sem abrir mão de certos resíduos e reminiscências. Ele é o &lt;i style=""&gt;mix&lt;/i&gt; pós-moderno da cultura de massas, consumismo, ensino superior, urbanidade e agropecuária. Cultura é mesmo um treco multiforme - ou seria, nesse caso, disforme?.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;(Para quem se perguntou por que do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Universitário, &lt;/span&gt;vale lembrar&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; que tudo que carrega essa palavra passa as ser extremamente legítimo. Forró, funk, sertanejo ou sabe-se-la-mais-o-que, são coisas aceitas desde que venham com o universitário como adjetivo condicionante, e sem ele, seriam coisas bregas, toscas, sem noção, etecétara e tal)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Olhando para o &lt;i style=""&gt;agroboy&lt;/i&gt; como essa figura &lt;i style=""&gt;mixada&lt;/i&gt;, entendemos também o &lt;i style=""&gt;Batidão Universitário&lt;/i&gt; posto que o segundo só existe por causa do primeiro – enquanto origem e enquanto destino da demanda satisfeita – e também é um &lt;i style=""&gt;mix&lt;/i&gt; surreal. Pois no &lt;i style=""&gt;Batidão – &lt;/i&gt;aquelas longas, tortuosas, lentas e sofridas 4 horas de trabalho de campo – a viola e a cerveja se fundem com as batidas eletrônicas e o &lt;i style=""&gt;ecstasy&lt;/i&gt;. É a mistura (in)sensata de duas vontades: a de não largar o osso da tradição do campo, mas incorporando o que é moda na cidade. Em miúdos: mistura de música sertaneja intercalada com batidas eletrônicas – sim, isso existe, e gera a curiosa figura de um &lt;i style=""&gt;comboy&lt;/i&gt; que escarra no chão displicentemente e, em seguida, está se requebrando todo num &lt;i style=""&gt;tunts-tunts­ &lt;/i&gt;frenético, fazendo parte inclusive daquela multidão enchapelada que compartilha de um frisson quase ritualístico.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Enfim... depois de tão pífia análise, encerro o tormento do leitor com a lembrança do texto em que o Thiago certa vez aqui postou discutindo para que servia Ciências Sociais e concluindo serem elas um belo &lt;i style=""&gt;hobby.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Eu assino embaixo e emendo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hobby&lt;/span&gt; principalmente para situações adversas como um evento suspeitíssimo chamado &lt;i style=""&gt;Batidão Universitário&lt;/i&gt; tomado por &lt;i style=""&gt;agroboys&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3994384909348550757?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3994384909348550757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3994384909348550757' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3994384909348550757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3994384909348550757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/05/apontamentos-antropologicos-o-agroboy.html' title='Apontamentos antropológicos: o agroboy'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S97jRxFNiZI/AAAAAAAAAIY/XE_TrmFoJBA/s72-c/agroboy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3783701602760006165</id><published>2010-04-18T23:52:00.003-03:00</published><updated>2010-04-18T23:54:05.628-03:00</updated><title type='text'>Ou isto ou aquilo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/S8vFf9TdECI/AAAAAAAAAdI/jduJGifhCWw/s1600/dialetica.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/S8vFf9TdECI/AAAAAAAAAdI/jduJGifhCWw/s320/dialetica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461676125939634210" /&gt;&lt;/a&gt;Vejam que coisa: por mais que o pensamento social tente aos poucos se desfazer do olhar dicotômico que marcou os séculos XIX e XX (creio que a dialética seja o maior exemplo disso), em mim esse viés persiste. Em mim e numa carrada de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o 0 e o 1 existem infinitos valores. No entanto, o fato é que, a nível de síntese teórica, tende-se mais ao 0 ou ao 1. Ou minhas estruturas psíquicas são anacrônicas, ou a realidade é de fato dialética. Ou ambos, sinteticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que logo no primeiro semestre em que entrei em Ciências Sociais tivemos uma matéria chamada História das Revoluções. Ou algo assim. Lembro que o nome da professora era Judithe e que ela tinha idade para ser minha avó. Naquele semestre, lemos com ela apenas Revolução Francesa e Revolução Industrial. Por quê? Porque ela (embora cansada, ainda marxista) entendia que a primeira era responsável pela revolução ideológica que o mundo vive até os dias atuais, e a segunda pela revolução tecnológica que nos acompanha igualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ambas as revoluções serem fatos cujas gêneses remontem estruturalmente a fenômenos comuns, e embora as dicotomias sejam cada vez mais evitadas, como eu havia comentado, essa divisão epistemológica é analiticamente sensata. É preciso recortar o olhar, para otimizá-lo. É preciso até mesmo desenhar caricaturas, para melhor encontrar as características e causas determinantes do objeto de pesquisa. Como um primo meu me ensinou, “para arrumar um cubo mágico é necessário desarrumá-lo a partir de uma ordem prestabelecida e funcional”. Ou seja, a dicotomia é um logaritmo válido, na medida em que provisório, metodológico, distante da realidade factual. Ou resseja, ela não responde pelo mundo vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos mais a fundo, todo o processo de aprendizagem e síntese que fazemos da realidade é organicamente metodológica. Afinal, a criança aprende sem saber que aprende, e aprende. Os animais aprendem sem saber que aprendem, e aprendem. Os povos ditos primitivos aprendem mesmo sem ter um sistema de formação de conhecimento formal, e aprendem. (Parêntese: se você não gosta da comparação entre criança, selvagem e animal, por mais razão que você tenha, isso não vem ao caso no momento. Logo, contenha-se). Sendo assim, nosso olhar perante a realidade – nossos julgamentos, nossos valores, nossos discursos, toda a mediação que fazemos entre o mundo pensado e o mundo vivido – passa por uma espécie de sistema orgânico de assimilação. Algo como um sistema operacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pode ser que a tendência ao olhar dicotômico provenha justamente desse sistema natural e intrínseco, pelo qual não respondemos conscientemente. Por um lado, isso nos une à realidade, na medida em que nós próprios somos parte dela, dentre causas e efeitos, motivações e manifestações – deixamos de ser o protagonista e somos parte integrante do Todo. Por outro, nos afasta da realidade, na medida em que todo esse “sistema operacional” é virtualmente condicionado pelos determinantes culturais, definitivamente operantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabamos com uma dicotomia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3783701602760006165?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3783701602760006165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3783701602760006165' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3783701602760006165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3783701602760006165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/04/ou-isto-ou-aquilo.html' title='Ou isto ou aquilo'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/S8vFf9TdECI/AAAAAAAAAdI/jduJGifhCWw/s72-c/dialetica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8108808661529353963</id><published>2010-04-02T18:12:00.003-03:00</published><updated>2010-04-02T18:24:17.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Luís e a Vida Positiva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://5.media.tumblr.com/fkUiVc1Tvqqp7lxqjFfWqALbo1_400.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://5.media.tumblr.com/fkUiVc1Tvqqp7lxqjFfWqALbo1_400.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;        Luis acordou cedo e bem disposto, na noite anterior havia decidido a não deixar mais nada lhe aborrecer, e que evitaria ficar bravo ou com raiva. Ele havia visto num programa de televisão as benesses que uma vida ‘positiva’ poderia lhe trazer, assim pesquisou na grande rede e freqüentou um ciclo de palestras duma instituição cujo emblema e o nome misturava filosofia, misticismo e biologia. Na noite anterior ele havia se formado num simpósio de dez semanas, com certificado e tudo, assinado por um parapsicólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Preparou seu café, evitou colocar o açúcar, também havia aprendido como a alimentação saudável pode mudar o movimento do cosmos e fazer a manutenção da vida ‘positiva’. Comeu uma broa integral com queijo branco, qualquer pessoa em sã consciência acharia aquilo horrível, ele adorou. Fez a barba e se perfumou, sabia o quanto a boa apresentação é positiva para a percepção que as pessoas fazem de si. Tomou o ônibus um pouco mais cedo do que o de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo que entrou no ônibus, teve sua primeira prova de paciência, o ônibus estava lotado. Respirou fundo, e fez como lhe ensinaram, pensou em um lugar bonito, voltou a concepção holística do universo entendeu todos os presentes ali como seus irmãos, procurou se colocar numa situação de empatia, e entender que todos ali tinham suas preocupações, e que se estavam ali provavelmente havia algo que os unia. Uma convergência de contextos, que gerou uma conjectura própria, com suas regras específicas e ele aceitava o papel de ser um cavaleiro numa cruzada para impor os princípios de respeito e amor naquele local. Assim, foi entrando no ônibus, pedindo licença e tentando ser o mais educado possível. Apesar de seus esforços só conseguia com que as pessoas bufassem quando ocorriam encontrões. Aos trancos e barrancos chegou até a cobradora. Como um bom representante da ‘filosofia da vida positiva’ havia deixado o dinheiro separado, em moedas, para facilitar o troco. Exatamente no momento em que pegou as moedas nas mãos o ônibus freou bruscamente, as moedas espalharam-se por todo o ônibus, pisoteadas por todos. Não havia a menor possibilidade de sequer pensar em junta-las. Uma raiva lhe subiu, mas ele conseguiu se controlar e evitou o xingão que estava prestes a bradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Respirou fundo, pensou em um lugar bonito, pegou a carteira. Deu bom dia a cobradora, ela olhou-o com desprezou e balbuciou qualquer coisa, o que só o fez aumentar a raiva. Só tinha uma nota de 50 reais na carteira, deu-a para a cobradora, ela retornou 20 reais de troco, ele ficou esperando o restante, ela apontou para a plaquinha na janela que dizia “Troco Máximo 20 reais”. Ou seja, pagou trinta reais numa viagem de 30 minutos. Pensou em reclamar, mas sabia que aquilo não cabia a quem queria levar uma vida positiva. Pagou, pensou em um lugar bonito, o número de arvores deste lugar diminuía em seus pensamentos, e os animais do lugar estavam ficando de mau humor também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou mais adentro no ônibus, as pessoas bufavam, mas não havia como passar sem empurrar, além do que todos o olhavam com desprezo por ter pago trinta reais na viagem. De repente ouve-se um barulho na parte da frente do ônibus, parecia que uma pessoa havia caído. Logo chegou a noticia, uma senhora velhinha tropeçou em uma série de moedas de cinco centavos, que um engomadinho havia derrubado! Todos a sua volta o olharam feio. Um deles perguntou “Pra que tanta moeda cara? Você ta loco?”. Luis corou. Tentou pensar num lugar bonito, mas sua floresta florida estava tornando-se um cerrado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois uma outra senhora apertou a campainha para descer muito perto do ponto e o motorista deu outra freada brusca. Acontece que a senhora não conseguiu se segurar nas barras, e para não cair segurou o Luís, tão forte que ele sentiu carne ser arrancada pelos seus arranhões. Todos em volta deram sorrisos de satisfação, parecia alguma forma de vingança pela velha do parágrafo anterior. Tentou pensar em um lugar bonito, mas a única coisa que vinha a sua cabeça era um descampado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Desceu em seu ponto, suas costas doíam e incomodavam. Uma pessoa na rua lhe falou que sua camisa estava suja de sangue. Ele olhou no vidro de uma loja, de fato estava. O pior é que ele tinha uma reunião importantíssima no primeiro horário. Correu para tentar comprar uma camisa em uma loja, comprou e fez um curativo rápido, assim que saiu da loja e foi atravessar a rua um carro passou por uma poça e expirrou lama nele. Ele estava na quadra do trabalho, e cerca de trinta minutos atrasado para a reunião com os maiores acionistas da empresa. Decidiu entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tão sujo (naquele ponto o curativo das costas já havia rasgado) que o segurança não o reconheceu e tentou impedi-lo de entrar, ele não tinha tempo de explicar, e era o único com treinamento em English Bussines Aplication, portanto o único que poderia dirigir a reunião,entrou correndo. O segurança foi atrás, mesmo assim chegou no elevador antes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em seu andar, e entrou correndo na seção, todos olhavam aquilo assustados, ninguém o reconheceu, nem mesmo as menininhas que tentavam seduzi-lo para subir na empresa. Entrou na sala de reuniões dizendo para si mesmo “pense num lugar bonito, pense num lugar bonito...”. Mesmo assim, só pensava no caos, na fumaça na lotação, na ausência da paz, barulhos corriam em sua cabeça, e flashes de luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu chefe o reconheceu, mandou-o se acalmar, disse que não era necessário entrar na sala, pois o funcionário novo já estava fazendo a ponte e dirigindo a reunião, disse para ele não se preocupar e tentar ver o lado “positivo” de tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tentou pensar em um lugar bonito, só viu a imagem da explosão nuclear em sua cabeça, quando viu sua boca abriu automaticamente e gritou “positivo o c***!” derrubou seu chefe com uma bordoada (ele foi quem foi com ele para as reuniões da filosofia da vida positiva) e estava encima do funcionário novo (também adepto) enchendo-o de porrada. O segurança chegou e tentou para-lo, Luis jogou-o por cima dos ombros, e começou a gritar a bater contra o próprio peito, numa cena digna de King Kong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A policia foi acionada, e como era uma empresa rica, chegou rápido. Levaram Luis que estava em estado catatônico num canto após ter posto em nocaute o diretor, o funcionário novo, a equipe de sete acionistas da empresa e mais alguns curiosos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       A polícia fez algumas perguntas ao pessoal, todos diziam que foram coisas horríveis que aconteceram, a volta à barbárie, uma encenação dos instintos mais primitivos, assustadores e prazerosos (uma mulher disse isso) do ser humano. O pobre Luis foi encaminhado a um Centro de Recuperação PsicoTerapeuticoAntropoSocial, e logo morreu de desgosto. Ele foi para um lugar bonito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8108808661529353963?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8108808661529353963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8108808661529353963' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8108808661529353963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8108808661529353963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/04/luis-e-vida-positiva.html' title='Luís e a Vida Positiva'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-512131143223654934</id><published>2010-03-04T14:04:00.004-03:00</published><updated>2010-03-04T14:11:11.426-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Seria uma piada?</title><content type='html'>Precisei de uma identidade nova – a de papel e plastico, não a moral e metafísica.  E o que já prometia ser minimamente demorado – a fila no Instituto de Identificação do Paraná ia bem longa – conseguiu demorar ainda mais, pois um funcionário veio dar a terrível noticía: o sistema caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “sistema”, ou então o grande Sistema.  Seja com letra maíscula ou com as aspas neuróticas, ele tinha caído e ia atrasar a coisa toda. Sentado na cadeira de espera, suspirei e fiquei a olhar o povo a minha volta. Foi curioso que depois que o tal funcionário deu o aviso, todos os outros foram até ele. Reunião de última hora para solucionar o problema do Sistema? Que nada. Começaram a ter uma conversa muito da animada, tão animada que logo tudo era risos e dancinhas festivas. Deviam estar rolando uma piada muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí ele perguntou pra mim, ”Ah, então vai ser rapidinho,né?”. Hahahaha, rapidinho! Hahaha.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S4_ojRi2jcI/AAAAAAAAAGI/85JJnkIDKCs/s1600-h/felix.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 246px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S4_ojRi2jcI/AAAAAAAAAGI/85JJnkIDKCs/s320/felix.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444826167216868802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já que todos os atendentes, dos 8 guichês, riam horrores, deve ter sido mais ou menos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se eu estava lá, só estava por causa de outra piada: a primeira semana de aulas da UFPR. Essa piada, aliás, que a gente cansa de tomar conhecimento todo início de semestre, mas sempre acaba indo, acordando cedo, se apressando todo para não chegar atrasado e causar uma má impressão ao professor; em suma, faz tudo que um veterano sabe que não precisa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre uma piada que ninguém entende direito. Eu pelo menos não entendo nada e tô sempre lá só pra perceber que nem aluno nem professor vão dar as caras. Assim como não entendi aquela rodinha dos funcionários do Instituto de Identificação tão animada. E por não entender a gente acaba ficando - como dizem no interior - de varde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, vai ver o Carlos e o Thiago, agora também funcionários públicos, metidos nas engrenagens institucionais, sovados pela máquina burocratica, rodados nas rotinas dum servidor, entendam essas piadas. Talvez também riam com elas enquanto os outros ficam lá, sentados, com compromissos desmarcados, com um tempo que não depende mais deles, ficando cada vez mais rabugentos, cada vez mais cegos diante de algumas limitações reais que não dependem de modo algum da boa vontade do funcionário público risonho em questão - justamente por que ele é todo risonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso tudo uns se emputessem com direito e legitimidade, e outros só por puro tédio – como eu timidamente assumo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-512131143223654934?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/512131143223654934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=512131143223654934' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/512131143223654934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/512131143223654934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/03/uma-piada.html' title='Seria uma piada?'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/S4_ojRi2jcI/AAAAAAAAAGI/85JJnkIDKCs/s72-c/felix.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-5863231291790196336</id><published>2010-02-18T22:00:00.002-02:00</published><updated>2010-02-18T22:09:12.428-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><title type='text'>Os três porquinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://katemckeon.com/wp-content/uploads/2009/09/ThreePigs-02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 541px; height: 397px;" src="http://katemckeon.com/wp-content/uploads/2009/09/ThreePigs-02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;onhece os aclamados três porquinhos das Ciências Sociais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não são Durkheim, Marx e Weber. Nesse caso, estaríamos mais para a abelhinha, a galinha e o cachorro. Abelhinha, porque vive numa colmeia muito doce e regular fazendo cera em solidariedade aos seus coleguinhas de trabalho para uma rainha que ninguém questiona. Galinha, porque, além de transar com a empregada, teve uma vida de combate às raposas – mesmo que suas próprias companheiras tenham demonstrado apreciar um ovo como ninguém. E, enfim, cachorro porque eu gosto de cachorro e gosto do Weber, que era muito camarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a massa se questiona: se não eles, quem? E eu respondo: o mais famoso triunvirato da ciência social é composto, sem tirar nem por (afinal, em caso contrário seria uma senhora viadagem) pelos eminentes Carlos, César e Thiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Partindo dessa constatação, questionar-se-á mesoclisticamente: e o que estudam os pupilos em seu nicho de academia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carlos não estuda. Quando muito, produz a mais chata das literaturas. Em razão disso, há de consagrar-se comandante-em-chefe do sexto andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O César estuda relações de gênero pelo viés da pedagogia sexológica a partir da etnografia do coito. É o próprio Piaget do século XXI. Tanto é assim que seus escritos são muito usados no sétimo andar desde que ele se tornou um feminista-alfa (ou machinista, que me lembra maquinista, que me remete a questões demasiado particulares). Também como Piaget, que era um moluscólogo, a motivação dos seus estudos é fundamentada na biologia. Para quem não sabe, o César é digno de protagonizar a novela Rei do Porco: ele cria suínos dos mais variados tamanhos, cores e formatos com o único intuito de fazê-los verdadeiros quenianos. Dada a semelhança entre homens e porcos, encontrou uma área de pesquisa. Além dessas semelhanças, César mantém outras conexões com Piaget – Piaget não parece nome de dono de ateliê? –, mas são pouco científicas e por essa razão não serão mencionadas nesse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thiago estuda bastante, mas não fará uso de toda a carga de leitura que acumula na cachola. Por quê? Porque ele é um guitarrista de renome, e o bom senso reza que todo aquele que pode se afastar das ciências sociais o faça com a maior brevidade possível, em nome da saúde mental da espécie. Para Thiago, a ciência social brasileira carece de um guitarrista e ilustrador nas horas vagas – contribuição que, todos concordamos, revolucionará a práxis científica a partir dos estudos que dele decorrerem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora três porquinhos não seja uma definição perfeita, não encontrei outra melhor. Apesar de o Carlos ter sofrido uma metamorfose e deixado o casulo formado pelo ranço acadêmico, a metáfora da borboleta é demasiado homorientada para ser estabelecida. Apesar de o César por os porquinhos pra correr, chamá-lo de lobo é uma inverdade porque os lobos vivem em matilha. E, apesar de o Thiago ser nutrido pela música e ter o ócio como desejo absoluto, ele não combina com a cigarra porque trabalha em serviço público e, se achar que o termo cigarra é ofensivo, ele pode me processar e me por na cadeia por trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Os três porquinhos não são de todo mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-5863231291790196336?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/5863231291790196336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=5863231291790196336' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5863231291790196336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5863231291790196336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/02/c-onhece-os-aclamados-tres-porquinhos.html' title='Os três porquinhos'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7293834502800919430</id><published>2010-01-17T22:31:00.002-02:00</published><updated>2010-01-17T22:35:23.632-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><title type='text'>E o Tamanho do Seu Funeral?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.fotosdeacidentes.com.br/wp-content/uploads/2009/04/acidente-princesa-diana5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 370px; height: 278px;" src="http://www.fotosdeacidentes.com.br/wp-content/uploads/2009/04/acidente-princesa-diana5.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Vim, depois da catástrofe natural ocorrida no Haiti, a ficar sabendo da existência de uma senhora, que parecia mui simpática e que realizou notáveis trabalhos em prol da humanidade, Zilda Arns. O que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas que declararam tristeza pelo seu falecimento. Coincidentemente assisti ontem um trecho do filme ‘A Rainha” com cenas mostrando as infindáveis homenagens dedicadas a princesa Dayana em ocasião de seu falecimento. O que será este sentimento que cria laços tão fortes entre algumas pessoas ilustres e o resto de nos mortais? Não quero entrar no mérito do merecimento ou não dessas homenagens, ao contrario só quero pensar nos outros, que morrem de verdade, e nunca são lembrados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Todo dia quando vou ao serviço veja uma cena se repetindo, um senhor de meia idade dormindo (dependendo do horário acordando) na calçada, em frente de uma loja de peças automotivas, numa das principais avenidas da nossa cinzenta Curitiba. O que me chamou a atenção nesse senhor, e que o diferenciou dos tantos que vemos dormindo nas ruas, foi o fato de ele ter uma cama improvisada, uma espuma fina por baixo, cobertas minimamente limpas, travesseiro e etc. A cama sempre é feita no mesmo lugar, alguns dias eu vejo ele dobrando as cobertas e ajeitando-as precisamente dentro daqueles plásticos onde vem embaladas as cobertas. Já tentei bolar muitas hipóteses para a vida deste homem, teria ele abandonado a família? Perdeu tudo em jogo, bebida, similares? Sei lá. Fato é que descobri (por meio da observação não participante) que ele trabalha na tal loja de autopeças, toma café ali por perto, acho que ele não deve se deslocar longas distâncias. Provavelmente quando ele falecer, não haverá milhares de flores e cartões em seu tumulo, talvez apenas os colegas do serviço dizendo que ele era um cara legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em outra ocasião um homem alcoolizado sentou ao meu lado no ônibus, após me cumprimentar ele começou a dizer como o Brasil é foda (no bom sentido). Que o povo brasileiro é bom, e me narrou um história (muito interessante não fosse o fato dele ter contato no mínimo 6 vezes). A historia era sobre uma criança que estava se afogando numa praia de Florianópolis quando um surfista brasileiro, veja bem, um brasileiro nadou até ela pegou a prancha num braço e a criança no outro e nadou até a praia (não me pergunte como ele nadou com as duas mãos ocupadas). Ele tentou cumprimentar outra pessoa que estava no ônibus, e este não quis lhe dar a mão, o beldo acusou-o de não ser brasileiro “provavelmente alemão, ou italiano” concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nenhuma das pessoas dessas minhas duas historias chegarão a ter um enterro de príncipe, provavelmente não haverá milhares chorando pela sua morte. O que não os torna pessoas menos interessantes, ou profundas do que a Zilma e Ladi Day. Claro que não passaram por todo o processo midiático de endeusamento, não que essas senhoras não tivessem seu mérito, mas se os outros dois tem méritos também jamais ficaremos sabendo. O Brasil é foda, no mal sentido, alias o Brasil não, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Elias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7293834502800919430?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7293834502800919430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7293834502800919430' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7293834502800919430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7293834502800919430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2010/01/e-o-tamanho-do-seu-funeral.html' title='E o Tamanho do Seu Funeral?'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-604410760425688190</id><published>2009-10-28T14:32:00.007-02:00</published><updated>2009-10-28T15:54:16.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Assim é uma cidade do interior</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;J&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;á antecipo o pedido de desculpas pelo texto; mesmo estando uma semana de molho na casa dos pais, coçando a barriga para não coçar outra coisa,  escrever pode ser algo torturoso. E neste caso, resultado das pressões editoriais(leia-se, o Carlos estava me cobrando), não podia dar coisa muito boa. Mas vá lá, é quase verão, quase fim de ano, e o Brasil é quase um quase-bom país. Então dá para agüentar certas coisas. Imagino que cada um pode escrever melhor do que entende, vive e sente; sendo assim, lá vai - é tempo para um segundo pedido de desculpas, desta vez por tamanha subjetividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto escrevo isso, o sol ali fora doura a vizinhança: as casas vizinhas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, os caras que pintam o muro, as árvores grandes, a rua estreita. O vento é fresco e traz o canto dos passarinhos – uns pardais amarronzados e uns mais coloridos que faço a mínima idéia do que sejam; volta e meia as crianças passam correndo de bicicleta rindo, e depois passa um sorveteiro e sua buzina clássica que o anuncia. Mais cedo passou o verdureiro com a carroça puxada por um cavalo, sovado e cansado, e mais tarde, caindo a noite, passará uma legião de velhos caminhando para a igreja que fica umas ruas adiante. E assim a cidade do interior cruza o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde também, antes de anoitecer, é hora de ir no parque; depois da seis, do fim do expediente as pessoas saem dos seus trabalhos e vão bater perna na pista que circunscreve o lago do parque municipal. As crianças vão de motoca – sim, isso ainda existe -, os adolescentes com perfume – sempre é hora de &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SuiEHNSmBCI/AAAAAAAAAGA/bYjker30t9Y/s1600-h/campomourao3si.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SuiEHNSmBCI/AAAAAAAAAGA/bYjker30t9Y/s320/campomourao3si.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397709412765140002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;paquerar por aqui – e os adultos com roupas de exercício mas que escondam as barrigas de cerveja e carne – que se repete todo final de semana, só muda a casa do ‘compadre’. E se não é o parque, são as ruas comuns mesmo; com o final da tarde os alunos das escolas passeiam para lá e para cá tomando sorvete e atualizando as fofocas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aí todo dia é dia de feira. As melhores são as de terça e sexta-feira. São aquelas que aparecem mais feirantes e mais pessoas; no início da feira, que começa pelas cinco da tarde, vão as pessoas que querem comprar legumes, frutas e verduras; também tem café moído na hora, pão caseiro de todo tipo e tanto tipo de farinha que é preciso de um intérprete para saber qual é qual. Aí, quando a noite vem caindo, a feira é tomada pelos mais novos; comem coxinhas, pastéis, tapiocas, espetinhos de carne e de queijo, bebem sucos naturais, garapa – com abacaxi, limão ou pura, vai do gosto -, matam o tempo até ficar tarde demais e as barracas começarem então a se fechar. E assim se diverte a cidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na ruas as pessoas encaram, olham, cumprimentam. Quem chega de fora é notado e estranha tamanha invasão ocular – deve ter nome melhor para as insistentes olhadas, mas fiquemos com invasão ocular que até sofistica esse texto simplório. Na feira, no parque e na igreja – o que resume bem a vida social curta, mas nem por isso simples, da cidade do interior -, todo mundo já nota quem é daqui e quem é de fora, pois quem é de fora ta sempre fingindo que não conhece ninguém e que não existe situação própria para soltar um ‘boa tarde!’ senão em uma situação formal. Velhos ou jovens, as pessoas realmente cumprimentam; basta fazer o mesmo trajeto, cruzar nem que seja a mesma esquina ou caminhar na mesma hora, e vai estar aí uma situação boa para um cumprimento cordial. E é assim que as pessoas funcionam no interior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É um universo peculiar, único, que cada cidadezinha do interior do Paraná apresenta e é. Nada resume, nem quando falamos com respeito e menos ainda quando se fala com desprezo. Cidades do interior são o que são, e, ah, são muito! Aí chega um pseudo-curitibano e pseudo-cientista social tirando uns dias de folga, caindo sem pára-quedas numa cidade assim – ‘a modo’ de visitar seus pais, diriam os nativos daqui -, e fica todo bobo. Mas a bobice é perdoada; por mais que seja bom estar numa cidade grande que corra independente de você, indiferente a você, e livre de você, acordar e ver que o horizonte não é tomado por prédios é uma coisa que dá um conforto; sabe-se que andando uns poucos quilômetros tanto ao norte, ao sul, a leste ou a oeste, a cidade acaba, os rostos se repetem, e a vida parece um pouco, um pouquinho só mas já o suficiente, mais colorida do que nas grandes capitais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O vento cessou um pouco, os caras que pintavam o portão deram um tempo; o sol ta muito forte. As crianças do vizinho agora se reúnem embaixo de uma árvore, e do outro lado da rua a babá cuida de uma menininha de no máximo 4 anos que brinca com uma boneca. O sorveteiro vem voltando, ao longe já da pra escutar novamente a buzina; os pardais fazem a festa no monte de areia que ta posto na construção inacabada ali na esquina, e também é possível escutar uns quero-queros que voam por perto. Mais ao longe, quase que raramente, escuto uma moto que cruza a cidade; estando só a 5 minutos do centro, parece até que aqui não há carro. Ah, assim é uma cidade do interior. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-604410760425688190?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/604410760425688190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=604410760425688190' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/604410760425688190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/604410760425688190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/10/assim-e-uma-cidade-do-interior.html' title='Assim é uma cidade do interior'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SuiEHNSmBCI/AAAAAAAAAGA/bYjker30t9Y/s72-c/campomourao3si.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4748821318708644899</id><published>2009-10-06T16:34:00.006-03:00</published><updated>2009-10-06T16:46:18.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><title type='text'>Outras breves questões acerca do mundo laboratório</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;Homenagens rendidas por temas baratos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m nossa última publicação – &lt;a href="http://cocotidiano.blogspot.com/2009/09/algumas-breves-consideracoes-acerca-do.html"&gt;Algumas Breves Considerações Acerca do Mundo Laborativo &lt;/a&gt;–, o Thiago [com insuspeitado cheiro de Anna] arranhou o ponto fundamental da mais alta antropologia já produzida, que procuramos retomar neste precioso texto que vos prende a atenção: aquilo que diferencia os homens. Segue o excerto que conclui o artigo anterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;“Creio que a maioria se misturaria com as pessoas, usaria seu incrivel&lt;br /&gt;instrumental político para ascender na carreira, daria mostras de sua&lt;br /&gt;inteligencia e potencial, mas eu, tímido, sem muita afeição pelos seres humanos,&lt;br /&gt;que nunca gostei de política, e preferi estudar a sociologia interacionista,&lt;br /&gt;fico lá tirando xerox, carimbando papel, e analisando as relações sociais,&lt;br /&gt;tranformando quatro anos de faculdade de ciências sociais em um belo&lt;br /&gt;passatempo...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;Primeiramente, cabe lembrar que a tradição antropológica bestruturalista já respondeu em parte à questão fundamental: apenas os grupos humanos são capazes de produzir cultura. Se essa cultura nasce dum biguebengue epistemológico ou se ela se deu gradativamente, dos primatas aos promíscuos, cabe aos neurocientistas do Fantástico responderem. O fato, porém, é que a partir dessa produção é que o ser humano se torna ser humano. É o que o diferencia como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é superficial considerar o homem cultural como um produto antropológico acabado. O circo é nômade por excelência. Faz-se necessário questionarmos que homem é esse; que cultura é essa; que conhecimentos e valores são esses. Se não podemos considerar mais ou menos complexos e evoluídos um grupo em detrimento de outro, a razão quantitativo-visual promove uma reflexão que reside entre a curiosidade mórbida e o interesse empático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferenças são essas? – insistimos. Proponho que respondamos pelo excerto retirado do texto do Thiago, a quem não chamo pelo sobrenome de Elias, para evitar ambigüidades, ou de Anna, para não empecilhar os direitos autorais. Seguindo no trem azul, depreende-se do trecho extraído que há sobretudo duas esferas que permeiam as posturas que se pode assumir em comunidade: uma &lt;em&gt;político-cênica&lt;/em&gt;, evidenciada pelo ser de contatos ou relações que protagoniza sua sociabilidade ao nível da linguagem interpessoal; e uma &lt;em&gt;psicológico-sinestésica&lt;/em&gt;, caracterizada pela interiorização do ser, pelos monólogos ou diálogos silenciosos, pelo nível da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que diferencia manifestações culturais em termos subjetivos. Trata-se de fenômenos psicológicos, social e culturalmente determinados, cuja motivação subsidia as reflexões acima propostas [que homem é esse; que cultura é essa].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SsudA_qAJXI/AAAAAAAAAPY/0AfgZN09C7A/s1600-h/238633.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389574019492095346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SsudA_qAJXI/AAAAAAAAAPY/0AfgZN09C7A/s320/238633.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não é difícil identificar, aliás, em que lado desta dicotomia nos filiamos. Observemos o Thiago, novamente. A postura de espectador perante o mundo adulto-sério é complementada compreensivelmente por participação ativa nas esferas que exigem essa profundidade subjetiva: escrita, música, religião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complementar, a dicotomia fecha-se com o César, colaborador-alfa deste blogue. O César é um racionalista por natureza. Se o Thiago gosta de café preto, o César logo acrescentaria que o Thiago &lt;em&gt;pensa&lt;/em&gt; que gosta. Isso não faz do César má pessoa; apenas o torna pouco afeito a visitas em ateliês, por exemplo. Aliás, sua afeição tão superficial à arte pode comprometer seu apreço por este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, este trabalho antropológico de fôlego, qualitativamente inédito, não tem por objetivo central narrar a forma cativante como determinado grupo social casa, come, defeca, transa, sobe em árvores ou descasca abacaxis – mesmo porque etnografia urbana é deveras perigoso nas capitais. Ainda assim, esperamos que a contribuição que vos prende os olhos seja inscrita nos anais da mais alta produção artística a ser vendida em bancas e revistarias, em conformidade com a vocação antropológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4748821318708644899?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4748821318708644899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4748821318708644899' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4748821318708644899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4748821318708644899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/10/outras-breves-questoes-acerca-do-mundo.html' title='Outras breves questões acerca do mundo laboratório'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SsudA_qAJXI/AAAAAAAAAPY/0AfgZN09C7A/s72-c/238633.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7807082480144071630</id><published>2009-09-28T19:46:00.004-03:00</published><updated>2009-09-28T20:15:12.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><title type='text'>Algumas Breves Considerações Acerca do Mundo Laborativo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_X6kkcybsZLQ/Sl88EtbOlzI/AAAAAAAAG_o/Pigh3cnCnxI/s400/cavera%2520computador.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 390px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_X6kkcybsZLQ/Sl88EtbOlzI/AAAAAAAAG_o/Pigh3cnCnxI/s400/cavera%2520computador.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Queridos e queridas leitores desse pequeno espaço subversivo online. Nem me arriscarei mais a pedir desculpas pela demora nas atualizações, haja visto que as únicas mensagens ciberneticas que os outros idealizadores desse blog (Ave Cesar e Carlos) são quanto a minha demora. Pois bem, atualizemo-nos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vinte e um anos completados no ano da Graça de 2009. Até então jamais havia trabalhado, sempre que conto isso logo emendo dizendo que fazia estágio na Universidade, o que não é mentira, mas é uma (com o perdão da expressão) puta cara-de-pau, já que o estágio era de 1 semestre (4 meses na UFPR) num jornal chapa branca, com a incrível carga horária de 4 horas SEMANAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto os leitores estão curiosos querendo saber o que eu fazia da vida até então. Não fazia muita coisa, a única coisa que me rendia algum pouco dinheiro, eram as aulas de violão e guitarra que eu ministrava à pessoas mas vagabundas que eu. Mesmo com tanto tempo ocioso, a matéria da faculdade (a leitura) nunca estava em dia, e eu me sentia extremamente fatigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, passei em um concurso público para a prefeitura de uma cidade da região metropolitana de Curitiba. Cerca de 1 hora pra ir, mais 1 hora para voltar, e a Universidade a noite (alguns dias da semana, eu certamente morreria se tentasse uma grade completa a noite, essa atitude me rendeu meio semestre a mais na faculdade). Chegamos aqui ao ponto em foco desta noite:o mundo do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extremamente Estranho, excetuando o fato de todos execrarem a minha demora em dar estarte à vida laborativa, ainda tive de me adaptar a um tipo de relação social muito diferente das das instituições de ensino, e das famliares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No "serviço" há um pressuposto de que todos se gostam, coisa que agora com mais de tres meses de trabalho já caiu por terra faz tempo. É o tipo de relação mais hipócrita que já conhecia, mais hipócrita até do que de algumas igrejas, todos dão bom dia e sorriem, e na primeira oportunidade (CREU) pegam o cargo do coleguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim tanto fede quanto caatinga, entrei lá apenas pelo dinheiro (sim, não podia mais dar uma de pseudo-comunista, sem falar que preciso da grana para comprar armas para a revolução armada) não pretendo seguir carreira por lá nem nada, aliás preferia vender instrumentos musicais. Mas é triste ver que em uma prefeitura com cerca de 2000 funcionários, já temos uma pequena amostra das corruptelas e desonestidades que vão se ampliando  a medida que incha a máquina estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que um sociólogo faz numa hora dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que a maioria se misturaria com as pessoas, usaria seu incrivel instrumental político para ascender na carreira, daria mostras de sua inteligencia e potencial, mas eu, tímido, sem muita afeição pelos seres humanos, que nunca gostei de política, e preferi estudar a sociologia interacionista, fico lá tirando xerox, carimbando papel, e analisando as relações sociais, tranformando quatro anos de faculdade de ciências sociais em um belo passatempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7807082480144071630?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7807082480144071630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7807082480144071630' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7807082480144071630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7807082480144071630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/09/algumas-breves-consideracoes-acerca-do.html' title='Algumas Breves Considerações Acerca do Mundo Laborativo'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X6kkcybsZLQ/Sl88EtbOlzI/AAAAAAAAG_o/Pigh3cnCnxI/s72-c/cavera%2520computador.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-705786383447986453</id><published>2009-08-28T12:59:00.007-03:00</published><updated>2009-08-28T13:23:43.689-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Crônica do xerox perdido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Spf_m6W84dI/AAAAAAAAAFg/c_eYJk7RufA/s1600-h/xerox.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 319px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Spf_m6W84dI/AAAAAAAAAFg/c_eYJk7RufA/s320/xerox.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375045724255609298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);font-size:180%;" &gt;P&lt;/span&gt;ara quem não teve a oportunidade de conhecer o xerox da Reitoria da UFPR, vai uma pequena descrição. Situado entre um estacionamento e o falecido Mercadorama da rua Amintas de Barros, é uma salinha para dentro de um paredão. Espaço pequeno e modesto, tem um balcão que divide o lado de quem pede as coisas do lado de quem atende pelas coisas pedidas, sendo que o primeiro é uma parte apertada e a segunda é uma parte um pouco menos apertada. Em suma, de um lado alunos e do outro funcionários e as pastas. Sim, as pastas, essas coisas onde os professores lotam de coisas para serem lidas – motivo, afinal, pelo qual vão os alunos até o xerox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poupar o leitor de entediosa descrição pormenorizada do sistema operacional do xerox e sua participação no lucrativo submundo da educação universitária, bem como economizar nas adjetivações subjetivas, completo a introdução apenas a título de maior entendimento dizendo que a coisa se processa de modo simples: o aluno informa ao funcionário o número da pasta, o funcionário traz a pasta, o aluno analisa o que quer copiar, e assim também o pede ao funcionário. Mui simples, não fosse horário do rush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, rush, atropelo, engavetamento de pessoas no xerox. Geralmente no intervalo dos períodos, almoço e janta. E lá estava eu, a espera do meu lugar ao balcão, tentando fazer minhas cópias. Pela espera ser longa, me entreguei a observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha frente havia um grupo de risonhas pedagogas – que com o perdão da observação, só fazem rir -, um casal alternativo, uns professores e seus pupilos, e alguns alunos indistintos quanto ao curso, estilo ou status maior. Seja como for, minha vez de ser atendido ainda ia  longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento esqueci o que ia pedir, até que as risonhas pedagogas entre relinchadas – não por ofensa animal, apenas semelhança sonora – comentaram qualquer coisa sobre política educacional. Um estalo sugerido veio na cabeça: Marx!. Sim, um texto sobre teoria marxista era o meu objetivo. Não que eu goste, mas são ossos do ofício acadêmico. 'Marxismo induz a preguiça mental', não sei quem disse isso não sei quando, mas pareceu música aos meus ouvidos e culpei ele por toda minha preguiça presente e futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedagogas se vão, é a vez do casal alternativo alcançar o balcão. Por alternativo é difícil lançar um conceito, pois no setor acadêmico de humanas o alternativo é o comum e o comum é alternativo. Seja como for, de vista e fuxicos anteriores sabia eu se tratar de um casal todo 'ista'. Marxista, leninista, anarquista, comunista, socialista, ou um outro 'ista' qualquer de afinidades revolucionárias de cor esquerda; confesso que pouco sei sobre esses 'istas', mas não me importo pois quem se diz 'ista' geralmente também não sabe muito e cai em contradição. Acharia bonito a troca de carícias entre os dois não fosse o eco do bravejar, deles, sobre as instituições machistas, controladoras e opressivas de nossa sociedade capitalista – cruzes!. Mas fato é que até os istas precisam de um amor para chamar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se vão, e agora  dois professores e seus alunos são as bolas da vez. Intelectualidade instituída formalmente via organização social, em suma, ser professor, tem duas prerrogativas: uma é ser frustrado nos relacionamentos afetivos, e a outra é ter público &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad aeternum&lt;/span&gt;  para rir de suas piadas. Deduzo por simples observação empírica: professores raros são os que usam anéis de noivado ou casamento, e raros são aqueles que diante de uma piada boba não tenha seu Bira do Jô Soares de prontidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, foram embora também, os professores à frente e os pupilos pendurados atrás rindo tanto quanto as pedagogas. Quase alcançando o balcão só espero a massa de alunos indistintos pegarem o que querem e irem embora. Como estou quase na ponta da fila, muita gente se aglomera atrás. Se eu fosse gaúcho uma piada caberia, mas como não sou, nada cabe – o que dá pano para outra piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos indistintos vão embora, chego até ao balcão. Pasta 495, por favor. O funcionário com a vontade que merecidamente não tem, olha lenta e vagarosamente a prateleira de pastas. Nada. Busca na outra prateleira. Nada. Resolve checar se por a caso a pasta 495 não estaria jogada por cima, sinal de que a pouco alguém a tinha usado. Aí ele a achou; pousada numa parte do balcão distante de onde eu estava, estava a pasta 495. O funcionário, repito que com a vontade que merecidamente não tem, aponta para ela e dá os ombros. Te vira, imagino que ele tenha dito em pensamento. Por sorte, um outro funcionário, esse sim deveras prestativo, me alcançou a pasta 495. Cabia até uma música de fundo no melhor estilo Rocky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vento bateu, e trouxe um perfume. Morango, cereja, amoras. Talvez, não sei. Devia ser de alguma frutinha vermelha simpática tamanho era o prazer olfativo causado. Do meu lado chega uma mulher. Não dava 30 anos para ela. Pele alva, rosto com umas sardas cheias de graça, cabelo liso e preto. Olhos não vi, pois como sabe o leitor, em Curitiba é atentado ao pudor encarar nos olhos alguém tão próximo quanto ela estava de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro bom era dela, mas emulava alguma frutinha vermelha muito da simpática. A mulher carregava algumas partituras; ignorante que sou em música, só pude notar a beleza que é uma página cheia daquelas notas musicais em longas linhas que se sucedem por todo o espaço em branco. No canto superior direit&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SpgBe-sErKI/AAAAAAAAAFo/iEE1z4ggIYM/s1600-h/nota-musical1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SpgBe-sErKI/AAAAAAAAAFo/iEE1z4ggIYM/s320/nota-musical1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375047787002244258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o, um nome de italiano; imagino que o autor. No centro, também no alto, um nome que não recordo, pois minha atenção ficou toda numa frase logo abaixo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moderato Affettuoso&lt;/span&gt;. Não sei o que é, mas é um treco bonito de se ler quando eu nariz é tomado por um perfume de frutinhas vermelhas simpáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto para meu mundo e dou a devida atenção à cópia que preciso fazer. Procuro entre as folhas grampeadas da pasta 495, mas nada. Ou o material ainda não chegou, ou algum aluno roubou – outra tragicômica picardia do mundo acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido  tudo mui simples e esse texto acabaria no quarto parágrafo, não fosse o horário do rush.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-705786383447986453?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/705786383447986453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=705786383447986453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/705786383447986453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/705786383447986453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/08/cronica-do-xerox-perdido.html' title='Crônica do xerox perdido'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Spf_m6W84dI/AAAAAAAAAFg/c_eYJk7RufA/s72-c/xerox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-6121548358475858485</id><published>2009-08-19T12:00:00.002-03:00</published><updated>2009-08-19T12:03:08.678-03:00</updated><title type='text'>Peças que a vida nos prega</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SowUEgFrfyI/AAAAAAAAAO4/BOGaEUP4aU8/s1600-h/DSC05631.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371690523111948066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SowUEgFrfyI/AAAAAAAAAO4/BOGaEUP4aU8/s320/DSC05631.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Boa notícia: após o crítico período de ócio salutar causado por um agente virótico produzido pela ala neomaltuziana da indústria biofarmacêutica [e após o clamor desesperado de pais e/ou responsáveis], os colégios deste planeta voltaram à ativa. Que alegria! Uma leva pandêmica de nanosseres cuja safra data da última década desafiou o luto de um ano recomendado pela ONU em virtude do falecimento de Michael Jackson e desde esta segunda-feira, 17/08/09, renlouquece inspetores de todo o globo.&lt;br /&gt;As aulas na Universidade onde estou matriculado e eventualmente estudo só voltam no dia 24. E eu, bom irmão que sou, decidi buscar meu adorável calo consangüíneo que atende por Vitória na saída do colégio. Cheguei cedo e sentei num murinho em frente ao colégio, conforme recomendam a prudência e a preguiça. Garoava um pouco. Fazia algum frio. Vadiava brisa. O dia cheirava a normal. E, estando a admirar as calças de uma moça simpática que passava do outro lado da rua, para um carro em minha frente. O motorista me pergunta:&lt;br /&gt;– Sabe onde tem uma autelétrica que recondicione alternador?&lt;br /&gt;Fingi pensar. Franzi a testa. Fiz cara de quem não conhece a região e me desculpei.&lt;br /&gt;– Por aqui eu não sei, cara. Fico te devendo.&lt;br /&gt;Me senti um piá de prédio. Afinal, sou um piá de prédio. E o que é que um piá de prédio vai saber sobre conserto de carro? A geração toddynho foi criada pra ter um carro e ouvir tuche num posto sábado à noite. Nunca ouvi falar de propaganda de problemas autelétricos. E minha formação acadêmica maneja palavras, não porcas e parafusos. Comunicação não dá conta dessas coisas excessivamente tangíveis. Não sei o que um alternador alterna nem sabia que ele era condicionado.&lt;br /&gt;Aliás, adendo: embora o nome do curso que faço na Universidade seja Comunicação Institucional, alunos e professores anulam este adjetivo. Todos sabemos que o Comandante Chávez vai mandar no mundo, expandir o Mar Vermelho, elevar a &lt;em&gt;boina per capita&lt;/em&gt; e rir do Mercado. Logo, fazemos Comunicação &lt;em&gt;lato sensu&lt;/em&gt; [porque alguém terá que se dizer democrático e achar o Bolivar broder, de preferência em rede nacional]. Na real mesmo, trata-se de um laboratório para o Discurso Bolivariano.&lt;br /&gt;Nisso saiu minha irmã em meio a uma manada de filhotes. O que eu tava fazendo ali, que eu levasse a mala dela, a aula foi boa, a de português melhor, tinha a professora grávida faltou de novo, pegou um livro na biblioteca...&lt;br /&gt;E nada como a ladainha infantil para blindar o ouvido, centrar a mente, resgatar o adendo e nos remeter a pensamentos metafísicos: eu havia me comunicado com alguém de outra espécie! Por necessidade de sobrevida da tecnologia – em última análise, humana – eu fui interpelado por um primo, duma espécie próxima, e consegui me comunicar com razoável sucesso! Muito bem: eu fiz contato com um legítimo &lt;em&gt;homo graxeirus&lt;/em&gt;. Em carne e osso. Que fantástico. Que exótico. Pensei de imediato no blogue: vou registrar esse momento histórico e o cocotidiano aparecerá na wikipédia. Vamos bombar no “Hoje” do Live Messenger. E mais. Daqui a cem anos, nas Universidades [então Universidades Nacionalistas Independentes de Formação Bolivariana], a juventude engajada e revolucionária estudará fósseis de capitalistas em escalas antropométricas e lerá este relato etnográfico de vanguarda que vos penetra durante uma aula de paleontologia bolivariana. Então o camarada professor falará de alguns grupos humanos extintos ao longo do séxulo XXI, sumidos junto à tecnologia de fetiche: &lt;em&gt;o homo graxeirus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;o homo consumus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;o homo egoicus&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;Chegando à esquina, o senso de cuidado para atravessar a rua estourou a bolha hipotético-imaginativa-pseudofilosófica-semionírica. Minha irmã ainda estava ligada. Falava de uma briga entre coleguinhas. Bons tempos esses em que a gente brigava por mesquinharias sem valor de troca...&lt;br /&gt;E paramos antes do meio-fio, frente à faixa de pedestre. Primeiro a máquina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-6121548358475858485?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/6121548358475858485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=6121548358475858485' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/6121548358475858485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/6121548358475858485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/08/pecas-que-vida-nos-prega.html' title='Peças que a vida nos prega'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SowUEgFrfyI/AAAAAAAAAO4/BOGaEUP4aU8/s72-c/DSC05631.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3327386056839999739</id><published>2009-08-11T21:33:00.004-03:00</published><updated>2009-08-11T21:45:56.456-03:00</updated><title type='text'>Ciência pura, comportamento sexual nem tanto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.mindfully.org/Health/2005/In-Vitro-Fertilization14nov05b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 350px; height: 263px;" src="http://www.mindfully.org/Health/2005/In-Vitro-Fertilization14nov05b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os leitores devem saber, descobriu-se que o comportamento sexual dos indivíduos da espécie humana são determinados por um alelo em um cromossomo de certo gen. A comunidade científica mundial esteve em festa nos últimos dias, finalmente as ciências exatas puderam demonstrar suas teorias e rechaçar de vez a idéia de que o meio social influencie os comportamentos sexuais humanos (e das cachorras também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Divulgou-se na revista científica anglo-saxonica “The Truth”* que os hetero-orientados caracterizam-se pela presença do agente químico “metil-certil” no gen especifico da reprodução, enquanto os homo-orientados caracterizam-se pelo “dil-metil”, os bissexuais pelo “bucetil-metil” e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns grandes intelectuais deram seu parecer sobre a nova descoberta: O antropólogo Levyu-Tudo (um ícone do pensamento estruturalizante-estruturador) afirmou que cada agrupamento social produz uma verdade que define padrões pré-estabelecidos de linguagem, que por sua vez acabam em dar em nada, bem como em tudo, produzindo assim a sociedade atual-contemporanea-apocalitpica-pos-moderna. Ao termino de sua entrevista vários dos repórteres ali presentes converteram-se ao dadaísmo epistemológico, rasgaram as roupas e foram morar no mato, com o grupo indígena mantido pela USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O sociólogo Roberto Henrique Justus, em uma analise mui esclarecedora ponderou que nada se cria na vida, muito menos filho boiola. E que se há um grande culpado nessa história toda é a demonização de algum estilo de vida que deu-se ao longo da história por medo do desconhecido. Dentre os principais vilões da história o sociólogo citou a igreja católica, o vaticano, o papa, a Disney, a ditadura militar, os opositores da ditadura militar, os judeus, os turcos, e o PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do outro lado o biólogo alemão, homo-orientado, Chucrutz Sanchez, defendeu a descoberta como um pequeno passo para um homem, mas um sapato de salto para os outros, explicando que agora poder-se-á** produzir fetos e similares in vitro, possibilitando que os mais tímidos também tenham sua chance de repassar seus gens para as próximas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O tão esperado posicionamento do papa deu-se ontem pela manhã. Ele retomou vários pontos da história para reafirmar a infabilidade papal, e concluiu em sete idiomas diferentes: “tudo isso é uma incógnita! A vida, ah a vida, ninguém sabe nada da vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enfim nota-se claramente como não há consenso entre os diferentes setores da sociedade, mas todos voltaram a discutir a velha oposição individuo x sociedade, instinto x costume, cultura x palmeiras. Essa notícia serve apenas para demonstrar como uma descoberta pode reabrir velhas feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em nota de última hora, foi demonstrado que os pedófilos tem um desvio no gen IN-fantil-comil, e que não podem fazer para suprimir esse comportamento. Com isso militantes dos PSDB (Pedófilos Simpatizantes De Bebes) sairam as ruas pedindo a soltura dos presos por esse crime. O papa não quis comentar, mas vários padres aplaudiram de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;* Periódico científico europeu, titulo traduzido como ”A verdade, pura e simples e absoluta”&lt;br /&gt;**Perdão pela mesoclise, parece-me errada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3327386056839999739?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3327386056839999739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3327386056839999739' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3327386056839999739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3327386056839999739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/08/ciencia-pura-comportamento-sexual-nem.html' title='Ciência pura, comportamento sexual nem tanto'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-12543455013411781</id><published>2009-07-04T12:45:00.011-03:00</published><updated>2009-07-05T11:02:19.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Às vencedoras, os caquis!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Sk96EM6HaFI/AAAAAAAAAFY/YhiFIu4odG0/s1600-h/415553340_26e0982c38.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Sk96EM6HaFI/AAAAAAAAAFY/YhiFIu4odG0/s320/415553340_26e0982c38.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354632694569855058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="on" style="display: block;" id="formatbar_Add_Video" title="Adicionar vídeo" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="addVideo();" onmousedown="CheckFormatting(event);;ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Adicionar vídeo" class="gl_video" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);font-size:180%;" &gt;O&lt;/span&gt; cartaz branco e de letras grossas vermelhas anunciava a promoção do dia: Caqui. Não sei se era barato ou não o preço em questão, mas se formava um pequeno alvoroço agitado em torno da bancada da dita fruta, e notavelmente composto por senhoras idosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimulado pela vontade de comer caqui, fui chegando perto do burburinho. Dentre aquela dúzia de senhoras, todas de costas para mim e entertidas com a caça aos bons caquis, havia um pequeno espaço. Assim como quem não quer nada, enfiei-me de lado tanto quanto o espaço permitia, preocupado em não esbarrar nas frágeis idosas, só o suficiente para que meu braço alcançasse as frutas. E aí eu vi: se de fora parecia agitado, de dentro estava ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram incontáveis as mãos sobre as frutas; em um movimento frenético, elas apalpavam tantas quanto podiam e logo, como num malabares, arremessavam para dentro do saco que a mão livre sustentava; eram mãos enrugadas, com unhas em tom perolado-velho, mas incrivelmente ágeis! Algumas senhoras, espertas e corporativas, formavam duplas: uma escolhia usando ambas as mãos, enquanto a outra segurava o saco plástico feito uma cesta de basquete. Repito que era incrível a velocidade com que elas faziam todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, lento e leso na arte de escolher-ensacar frutas, logo me vi atordoado. Levei alguns arranhões das unhas peroladas-velhas , mas eram tantas as mãos que sequer pude achar a culpada(sacana oportunista!). Perdido por um instante, sem saber se recolhia minha mão cada vez com mais arranhões vindos daquela orgia de dedos e unhas, uma das senhoras me deu um baita chega pra lá com seus potentes quadris. Eu, que estava de lado, fui arremessado feito saco de batatas para cima de outra senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bobo com aquele ato, eu já me preparava para reassumir posição e pegar tantos caquis fosse possível - era questão de honra agora! Contudo, havia cerca de dez senhoras dificultando a coisa toda. E para piorar, àquela pobre idosa para a qual fui arremessado após o chega pra la, ficou enraivecida e me deu uma puta ombrada no meio das costas! Poxa vida! Como diz o Arnaldo, a regra é clara: chegou no corpo do outro jogador, mas não foi ombro a ombro, é falta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do segundo sacode, o instinto de preservação da espécie falou mais alto: Danem-se os caquis, eu vou é sair daqui. Me afastei tanto quanto pude daquela selvagem busca pelos caquis promocionais, e de longe assisti um bando de senhoras disputando entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas podem ter enganado a todos. Aquelas roupas no melhor estilo 'roupinha de vovó', cabelos grisalhos, e óculos de grau certamente despistaram os outros clientes, mas não a mim, detentor de um apurado olhar sociológico. Na certa era a divisão feminina do time curitibano de Rugby da terceira idade. Não há dúvidas. No mínimo sairiam dali direto para a academia, parando no meio do caminho numa dessas lojas de suplemento alimentar. Pois nunca vi umas senhoras tão porretas quanto àquelas. Quanto a mim, tal como os pequenos animais da savana africana, esperei os leões se servirem para depois pegar os restos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-12543455013411781?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/12543455013411781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=12543455013411781' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/12543455013411781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/12543455013411781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/07/as-vencedoras-os-caquis.html' title='Às vencedoras, os caquis!'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/Sk96EM6HaFI/AAAAAAAAAFY/YhiFIu4odG0/s72-c/415553340_26e0982c38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8021677712994662959</id><published>2009-06-12T02:18:00.004-03:00</published><updated>2009-06-12T02:26:30.117-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Os pupilos do senhor reitor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SjHlu0J2Z-I/AAAAAAAAANQ/kcxfA_zdSHc/s1600-h/ciencia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346306825102190562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SjHlu0J2Z-I/AAAAAAAAANQ/kcxfA_zdSHc/s400/ciencia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;omo sabem – afinal, quem lê nossa bodega na certa o faz por proximidade pessoal, e não por hedonismo literário –, estive matriculado em Ciências Sociais na UFPR de 2006 até a metade de 2008. Tinha aulas nos prédios da Reitoria e fazia laboratório sobre a sociabilidade urbana no pátio entre os prédios durante as idas e vindas regadas a cafeína.&lt;br /&gt;Confesso que não fui o mais aplicado dos acadêmicos. Nem o segundo melhor. Sequer o terceiro. O que tem seu lado bom: o último serei o primeiro. Mas, além desse recurso retórico, e não obstante eu fuja do estereótipo bicho-grilo-maconheiro-com-tempo-de-ler-teóricos-anacrônicos-e-ver-a-banda-passar-no-pátio-da-reitoria e não conheça com profundidade muitas respostas a algumas questões que eu mesmo nutro, tive algum aprendizado que não sai de mim não sai de mim não sai. Assim como quem ouve Chico Buarque e Tom Jobim não apenas aprende a cantá-los, mas conhece Chico Buarque e Tom Jobim – ganha consistência.&lt;br /&gt;Senão as amizades singulares que me sustentam generosamente nos caminhos que escolhi, mesmo que distantes desse pátio, a melhor parte desses poucos anos em que fiz Ciências Sociais são algumas certezas que trago comigo. O acesso ao pensamento científico-formal trouxe alguns nortes que eu não encontraria no círculo doméstico, religioso ou profissional. São portas específicas.&lt;br /&gt;Entre elas, o fato de eu olhar criticamente para tudo e todos. Olhos de julgamento analítico. Olhos ora compreensivos, ora rotulantes. Algo pouco cristão, é verdade, mas desvendar(-se) exige uma coragem, um distanciamento e uma doação perene – mais que dez por cento dos esforços, mais que um horário marcado com o êxtase do encontro íntimo. O filem acadêmico não dá conta de todas as demandas do ser humano, mas abre-nos os olhos para algumas maravilhas e alguns horrores da sua manifestação.&lt;br /&gt;Não se trata de divinizar a Ciência. Afinal, como ilustração, há teorias que sustentam a superioridade de uma etnia perante as demais. A questão é outra, quase oposta: se há na Ciência um ranço positivista de culto à razão (ou a sofismas), há também uma dimensão de liberdade. Um espectro lúdico ronda os bastidores da Ciência; um espírito onírico, de quem não dá conta e sequer reconhece, existe por ela.&lt;br /&gt;Não precisamos ir longe. A arte ama a Ciência. O pensamento científico ainda representa, em alguns aspectos, a libertação de uma criatura subjugada pelo seu Criador – ela toma as rédeas do mundo do saber e torna-se produtor de conhecimento. A arte é justamente a licença poética que a Ciência precisa para ser plena.&lt;br /&gt;Em termos objetivos, julgo que a Ciência seja um fenômeno inédito na história da humanidade. Num recorte milenar, nenhum outro advento gerou tamanho impacto no direcionamento da História. Afinal, é graças à Ciência que o fogo hoje é vendido praticamente em caixinhas e uma parte considerável da humanidade dispõe de meios de transporte impensáveis há alguns séculos. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SjHmqWoHA1I/AAAAAAAAANg/fjd14Zidzv0/s1600-h/patio+reitoria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346307847968195410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SjHmqWoHA1I/AAAAAAAAANg/fjd14Zidzv0/s320/patio+reitoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E o bojo ideológico parece-me ainda mais pontual. Onde pulsa a Ciência? Na academia, é claro! É lá que residem os matizes de humanismo que a Ciência gera por resíduo, por antítese, por resistência, por capricho. É lá que se afirma quem é mais importante. É lá que o ator social veste-se autenticamente e usa as cores que lhe convém com liberdade. É lá que o homem científico sente-se em casa. É lá que pulsam as regras do jogo dessa Ciência passional. É lá que o homem é inteiro. &lt;div&gt;Quem diria: o pátio da Reitoria faz bem para a auto-estima da humanidade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8021677712994662959?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8021677712994662959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8021677712994662959' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8021677712994662959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8021677712994662959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/06/os-pupilos-do-senhor-reitor.html' title='Os pupilos do senhor reitor'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SjHlu0J2Z-I/AAAAAAAAANQ/kcxfA_zdSHc/s72-c/ciencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1041762272908916428</id><published>2009-05-31T10:31:00.006-03:00</published><updated>2009-05-31T10:41:15.535-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Domingo dá poesia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SiKG2vmdqAI/AAAAAAAAAE4/DA_nu5zUBrc/s1600-h/Poesia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341980383063681026" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 266px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SiKG2vmdqAI/AAAAAAAAAE4/DA_nu5zUBrc/s320/Poesia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);font-size:180%;" &gt;S&lt;/span&gt;im, dá sim. E nem é por que logo nele, no dia do descanso, uma seqüência de sabe-se lá quantos dias de tempo nublado e úmido se encerrou. Aqueles dias tipicamente curitibanos, dizem orgulhosamente os curitibanos; dias que são o terror de quem precisa lavar roupa em casa e depende de um solzinho qualquer para que as roupas sequem. Mas quando isso acaba, e as roupas podem ser secas no varal, não é motivo suficiente para dizer que um domingo pela manhã tem graça. Numa padaria qualquer, sempre tem alguém discutindo que não precisamos achar uma causa científica, teórica, ou mesmo prática para as coisas; as vezes basta sentir. É o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt;. E é por isso que domingo de manhã pode ter toda uma graça, talvez um encantamento, quando se anda pelas ruas de Curitiba – e noutros lugares também!, seu curitibano boboca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      No elevador, um casal até ignora aquele vizinho de apartamento que também acordou cedo. Mas isso não é frieza, antipatia, nem qualquer outra coisa que aqui adjetivamos, repito e insisto, orgulhosamente como curitibana. Certamente aquele casal tinha suas pupilas dilatadas, sintoma de quem tem no coração o coração de outra pessoa, e vice-versa. No elevador o ar era um misto de três aromas: o halito de café fresco que vinha do casal, o perfume doce dela, e o sorriso bobo dele – sorriso também tem aroma, basta querer perceber. Pela despedida a noite foi longa, mas ainda assim incrivelmente curta para quem tem que se despedir num domingo pela manhã. Poesia de fim triste, mas só é triste por que antes foi feliz, e ta aí a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Já no mercado, assobiando conforme a música ambiente, um idoso escolhia os produtos na prateleira. A touca que usava era daquelas que possuem cobertor para as orelhas que a gente só vê na TV e em pessoas que viram surgir a TV. Aquele senhor, com uma lata de conserva nas mãos, pegava sua lupa no bolso do acinzentado casaco e olhava preço, data de validade e descrição do produto. Ele perdia o foco, mas não o assobio. As mãos tremiam um pouco dados os anos vividos, mas eram esses mesmos anos que lhe davam a sutileza de curtir o ritmo da música ambiente e deixar qualquer espectador curioso; estava frio, não eram nem 8 horas da manhã, ele era velho, mas nada disso parecia ser verdade, ou se fosse, então era compensado por um segredo que só ele sabia. Talvez tivesse descoberto o tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; bem a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Fora dali, ao lado da fila de taxis – laranjados e pretos aqui na capital paranaense -, o contraste ficava por conta de uma rosa vermelha. Estava abandonada sobre um pequeno detalhe da arquitetura do prédio que lhe dava suporte; estava muito nova, muito vermelha, e muito bem alinhada para ter sido jogada ao acaso. É piegas, brega, um dramalhão falar de rosas vermelhas, mas elas existem e esta em específico estava lá. Cada um pode dar uma versão diferente, uma explicação da flor ali jogada; perto dos taxis, pode ter significado alguma despedida dolorosa de onde só a rosa restou, mas como já tivemos uma despedida nesse texto, passo a bola e deixo cada um imaginar o que fazia uma rosa - de botão semi-aberto tal qual nas fotos q&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SiKG7g0kZHI/AAAAAAAAAFA/lPD7f3h-foE/s1600-h/esquecer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341980464995656818" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 253px; height: 320px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SiKG7g0kZHI/AAAAAAAAAFA/lPD7f3h-foE/s320/esquecer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ue acompanham poemas - no centro de uma capital que tem a alcunha de ser impessoal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Eu poderia prolongar as linhas sobre uma porção de coisas possíveis de serem invocadas ao se falar de uma manhã de domingo em Curitiba. Poderia citar todo um caos urbanosfeito por skinheads, homofobia, deputados que estão nem aí, e mendigos acumulados debaixo das marquises; toda uma esquizofrenia da cidade de Curitiba que quem não é curitibano acredita que aqui não existe – e alguns muitos curitibanos também. Só que preferi falar de algumas outras coisas que também não dispensam nossa ajudinha para serem salvas, que precisam ser lembradas para não serem esquecidas – óbvio assim -, inclusive a graça bem poética que acorda, enquanto muitos dormem, num domingo pela manhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1041762272908916428?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1041762272908916428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1041762272908916428' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1041762272908916428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1041762272908916428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/05/domingo-da-poesia.html' title='Domingo dá poesia'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SiKG2vmdqAI/AAAAAAAAAE4/DA_nu5zUBrc/s72-c/Poesia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-9039003702389602455</id><published>2009-05-01T15:28:00.001-03:00</published><updated>2009-05-01T15:31:59.500-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>contribuição para uma (ou duas) sociologia(s) do(s) meio(s) de transporte, e pelos parênteses.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vF7lWlg8iIQ/SaraWYAx_XI/AAAAAAAAKUw/KGTyKosOdZk/s400/%C3%B4nibus+lotado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vF7lWlg8iIQ/SaraWYAx_XI/AAAAAAAAKUw/KGTyKosOdZk/s400/%C3%B4nibus+lotado.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo aqui apresentar alguma teoria que dê conta de explicar o funcionamento das representações e práticas acerca dos meios de transporte, muito pelo contrário, quero desconstruir, afinal isso sempre foi mais fácil que construir qualquer coisa (os pós-modernos que o digam). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cidade tem um modo de transporte característico, o Rio tem (ou tinha) os trens, São Paulo os mêtros (e os metro-sexuais), e Curitiba os ônibus. Como sou um garoto assaz provinciano me focarei nestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar uma critica, ou duas, a dois grande intelectuais, que em suas correntes de pensamento esqueceram de analisar coisas simples como o meio de transporte, o que EU faço aqui para VOCÊ leitor. O grande e venerável Marx afirma que tudo o que é sólido se desmancha no ar, obviamente ele disse isso ignorando a realidade dos ônibus de Curitiba e dos meios de transporte em geral no Brasil (ver foto acima). Digo isso porque qualquer um que já esteve num desses transportes sabe que o cheiro do braço do vizinho não desmancha no ar, aliás deve ate desmanchar o próprio ar (02) e substituir por moléculas de suor (CC).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro intelectual que quero criticar só para criticar é Bauman. Grande sociólogo primo distante do Batman (outro teórico da sociedade). Bauman em algumas de suas obras discorre por intermináveis paginas sobre a fluidez das relações sociais nas sociedades modernas, ou contemporâneas. Tivesse ele pego um ônibus alguma vez na vida saberia que não há nada de fluído em um meio de transporte moderno. Alias, há quase que um bloco monolítico (Kubrick que o diga) constituído de uma massa de pessoas, onde já não há mais indivíduos mas o coletivo. O coletivo pelo coletivo, a volta a barbárie, os instintos animais do homem (e das mulheres) em sua forma menos civilizada, a luta pela sobrevivência. Como haveria fluidez num bloco onde desaparece o indivíduo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita essas criticas encerro o texto. Que é um saco pegar ônibus de manha é. Que em todo lugar os meios de transportes estão super-lotados e ultra-poluentes estão. Mas que nada é melhor do que poder fazer uma analise sucinta e jocosa dessa realidade não é (ou é).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-9039003702389602455?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/9039003702389602455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=9039003702389602455' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9039003702389602455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9039003702389602455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/05/contribuicao-para-uma-ou-duas.html' title='contribuição para uma (ou duas) sociologia(s) do(s) meio(s) de transporte, e pelos parênteses.'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vF7lWlg8iIQ/SaraWYAx_XI/AAAAAAAAKUw/KGTyKosOdZk/s72-c/%C3%B4nibus+lotado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2972694611261754997</id><published>2009-04-25T09:43:00.003-03:00</published><updated>2009-04-25T09:59:58.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>O que resta ao orante</title><content type='html'>&lt;a href="http://tectec.files.wordpress.com/2007/10/ratatouille06.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 486px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://tectec.files.wordpress.com/2007/10/ratatouille06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;screver é uma arte que nos exige a alma. É muito mais que mera transcrição: é um olhar depoente sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Rubem Alves ignore a coincidência do exemplo, mas um bom chefe de cozinha é um sujeito chato por excelência – o chato é por minha conta. Acorda antes do sol e vai à feira. Permite-se absorver pelas cores. Pergunta. Apalpa. Cheira. Degusta. Calcula: a confiável couve do seu Armando, ligeiramente amarelada, ou a exuberante porém desgostosa couve da dona Amália?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã vai alta quando enfim as especiarias mais apetitosas terminam de escolhê-lo. Munido, enfim, dos ingredientes mais frescos, fecha-se em seu templo para celebrar. O quê? Celebrar o sabor. Celebrar o sabor é a sagrada linguagem do mestre-cuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é carregada de ritos. O chefe devota atenção paternal aos itens de sua dispensa. Desembrulha o repolho com desvelo; amacia os extremos do pepino para não lhe ter amargo; abre a couve [do seu Armando] em mil tiras sem largura; faz do tomate oito gomos precisos; descobre cada curva da alface sob a água corrente; trata a berinjela; declara-se à cebola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso, reúne sua prole dentro de relicários de metal em mística irreproduzível. O relógio confere: cozinha, cozinha, cozinha – e eis que se enche de aromas e sabores! As mágicas cotidianas invadem fronteiras para declarar que está na mesa aos homens de bom apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, só e sem chapéu, recolhe-se. Restam os restos. Pratos, travessas, colheres e tampas: escombros da ilusão matinal. Solidão inexorável. Ingrata missão essa que avassala a alma e que se lava dia-após-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã levantará antes do sol. Que ímpeto em recomeçar! Cozinhar também é uma arte que nos exige a alma. É muito mais que mera fervura: é um olhar temperado sobre a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2972694611261754997?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2972694611261754997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2972694611261754997' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2972694611261754997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2972694611261754997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/04/o-que-resta-ao-orante.html' title='O que resta ao orante'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7461089841136113305</id><published>2009-04-15T18:24:00.005-03:00</published><updated>2009-04-15T18:33:00.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Práticos e Racionais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SeZRr4exsmI/AAAAAAAAAEI/Enfs3Qzfxfo/s1600-h/imagem2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 167px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SeZRr4exsmI/AAAAAAAAAEI/Enfs3Qzfxfo/s320/imagem2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325033423749886562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;s homens são práticos e racionais, calculistas, por natureza. É o que dizem por aí. Acho que é só uma dessas mentirinhas que se vinculam a um dos sexos. O cocotidiano oferece os mais variados argumentos contra a idéia de serem esses seres de barba e amantes do futebol – o esteriótipo as vezes vem bem a calhar - os mais práticos e racionais de todos. E afinal, se fosse verdade, não teria muito mérito... além de homem, mulher e aqueles perdidos entre os termos, o que resta? Ser o melhor de 'três' não seria lá algo para se gabar, mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos práticos e racionais, dizem eles entre uma cerveja aqui e uma carne sangrando ali. Mas eu não vejo muita praticidade em certas coisas que fazem... o cidadão vê uma mulher de formas provocadoras – eufemismos para os olhos mais cristãos – e, dentro do seu carro ou em cima de uma moto, põe-se a buzinar freneticamente para a mulher; alguns inovam, sofisticam, tentando imitar um coiote, cachorro ou outro animal qualquer entre uivos e ganidos*. Céus, algum homem já conseguiu algo fazendo isso? Qual a taxa de aproveitamento, se é que existe? Quantas são as mulheres que, ao receberem uma buzina, sorriem alegremente de volta e gritam seu telefone no meio da rua mais movimentada da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso acho que esse papo de homem racional, homem prático, é mentirinha. As mulheres contam que gostam de homens inteligentes, legais e que dinheiro pouco importa, e em troca os homens contam que são práticos e racionais. Mentira por mentira, digamos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as vezes até nos confundimos dada a vasta gama de artifícios que se vestem os homens, e tudo para camuflar a sua não-praticidade. Vejamos um caso hipotético de dois homens que discutem e rompem relações – vale ressaltar que briga entre eles, extremamente racionais e práticos, geralmente é por que o ego racional e prático de um não é aceito pelo ego racional e prático do outro; uma dinâmica estritamente racional e prática.. Um dia eles se encontram novamente, e tentam fazer as pazes. Não como as mulheres que tentam discutir a relação e por os pingos nos “is”; não, os homens não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa, e aí, cara.&lt;br /&gt;- E aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;seguido do silêncio pós-cumprimento, o primeiro ensaia da um abraço enquanto o segundo vinha com um aperto de mão, mas quando um nota a intenção do outro, sem jeito, imitam à ela, o que acaba criando mais confusão ainda; o primeiro vai com um aperto de mão enquanto o segundo vem agora com um abraço. Mas confusão por confusão, ficam no tapinha nas costas. Coisa de quem é racional e prático&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jogaço o de ontem, hein! - assuntos fugazes são próprios para a ocasião de paz.&lt;br /&gt;- Sinistro mesmo. Com gol no último minuto.&lt;br /&gt;-E o filme depois?&lt;br /&gt;-Sinistro! Já viu a continuação?&lt;br /&gt;- Sim, com aquela 'mulher de formas provocadoras', né? - mantenhamos o respeito aos olhos cristãos.&lt;br /&gt;- Isso. 'Mulher de formas provocadoras' demais!&lt;br /&gt;- Maneiro.&lt;br /&gt;- Pode crer... - sentem que se o gelo não foi quebrado, pelo menos ficou de lado.&lt;br /&gt;- Então, topa um churrasco final de semana?&lt;br /&gt;- Fechou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a amizade volta a existir. Não importa se a briga tivesse sido gigantescamente séria, ou infimamente besta, as coisas se resolvem assim. Se bobear, no caminho do churrasco do final de semana, estarão juntos no carro que buzinará para as mulheres e imitarão para elas seus respectivos animais interiores – mas em constante manifestação exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia um leitor distraído ver nisso o máximo da prática e da racionalidade, mas é obvio que não. O que podemos notar aqui é a enorme, latente, e sempre pesada, incapacidade de falarem essas coisas do coração – coisas essas que até hoje, os únicos homens que conseguiram falar, foi Los Hermanos, Roberto Carlos, e(levanta uma voz no fundo da sala) Taiguara. O resto, pobres são os barbudos perdidos entre as dores do viver, e a obrigação de fingir-se racional e prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Para alguns, imitar animais é bem mais fácil, e vemos imitações dignas de confusão: é um homem ou um animal?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;na procura de uma foto boa para este texto, digitei 'homens' no Google Imagens, o que me faz uma pessoa apta a dar um sábio conselho: aqueles que não quiserem ver fotos de homens sarados, abraçados, ou limpando o chão com toda a sua musculatura peitoral a vista, não repitam este ato inocente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7461089841136113305?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7461089841136113305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7461089841136113305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7461089841136113305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7461089841136113305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/04/o-s-homens-sao-praticos-e-racionais.html' title='Práticos e Racionais'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SeZRr4exsmI/AAAAAAAAAEI/Enfs3Qzfxfo/s72-c/imagem2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7373689003535015757</id><published>2009-04-07T21:30:00.004-03:00</published><updated>2009-04-07T21:33:20.589-03:00</updated><title type='text'>Amizades de novo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zsg-zkTE5Xw/R-7F1RWeTdI/AAAAAAAAAyA/c7eh5jeOxvk/s320/57.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zsg-zkTE5Xw/R-7F1RWeTdI/AAAAAAAAAyA/c7eh5jeOxvk/s320/57.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; De vez em quando me admiro que as pessoas realmente leiam este blog. Inclusive desconfio que o contador de visitantes esteja errado (César). Enfim já que estamos aqui analisemos algo palpável: seriam as amizades como as reações químicas, no sentido de atingir um ápice em determinado momento e depois morrer as minguas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por quê está reflexão? Provavelmente você leitor, assim como eu, em um dado momento se sentiu muito feliz em um grupo de amigos, e de repente nota que ele nunca mais atingirá aquele ponto. E você pode fazer de tudo para  tentar reaver aquele momento, mas ele nunca é igual. E obviamente não seria. A vida é dinâmica (ouvir dizer que até a continuidade é um tipo específico de mudança*), as pessoas mudam, não só de lugar mas de caráter e você também muda. Bobeira é achar que tudo será igual um dia, se serve de consolo, nunca sabemos se o zênite da relação já chegou....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Juntei algumas frases só pra não deixar esta velha catedral (blog) às moscas (textos repetidos). Proponho um brinde a todos os CAROS AMIGOS, nesta pequena CARTA CAPITAL que escrevo para que você VEJA que não está sozinho, ISTO É: as relações de amizade em grupo podem ser menores ou maiores dependendo do dia, mas os CARAS que estão com você nunca deixarão de ser seus amigos, e sempre ouvirão seus TI TI TIS independente deles serem SUPER INTERESSANTES ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *Ou vice versa, não lembro, não li o texto inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; **Já escrevi um texto com tema similar, mas todos os bons autores ficam repetindo o que dizem (veja o Foucault, ou os Bee Gees que tocam a mesma música a trinta anos por exemplo) por que não poderia um autor ruinzinho fazer o mesmo.?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7373689003535015757?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7373689003535015757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7373689003535015757' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7373689003535015757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7373689003535015757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/04/amizades-de-novo.html' title='Amizades de novo'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zsg-zkTE5Xw/R-7F1RWeTdI/AAAAAAAAAyA/c7eh5jeOxvk/s72-c/57.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2888196722027433170</id><published>2009-03-03T22:40:00.002-03:00</published><updated>2009-03-03T22:48:30.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Mágico de Boz- tá bom...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cinema.ufscar.br/cinesaoroque/dezembro/magico_oz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 420px; height: 326px;" src="http://www.cinema.ufscar.br/cinesaoroque/dezembro/magico_oz.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Era uma vez três amigos. À um deles faltava coragem, para lhe dar com as mulheres, ao outro coração, para vencer o objetivismo, e ao outro faltava o cérebro, para conseguir completar as idéias. Quando alcançaram idade suficiente para se dar conta disso resolveram ir atrás de um tal mágico milagroso, a quem se atribuía as maiores maravilhas e poderes de cura, e isso que ele nem tinha um canal de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No caminho até esse mago, encontraram uma tal de Alice ou Aline não se sabe ao certo. O fato era a semelhança de suas roupas com o personagem Wally, que ninguém sabe a este ponto, ao certo, onde está. Outro fato certo é que ela havia vindo de outra história (ou curso), alguma coisa sobre um país das maravilhas, que era de fato onde ela sempre estava com a cabeça. Chega de fatos e cacofonias. O último fato, perdoem-me os leitores, é que ela, sem convite prévio certo, vejam bem, ingressou no grupo, o que foi bom porque ela não deixava o sem coração andar sozinho na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por fim alcançaram o mago, ao pedirem-lhe os favores ele os mandou escrever um blog por algum tempo, e que ao fim de um período eles teriam uma surpresa. &lt;br /&gt; Depois de árduos textos, versando sobre os assuntos mais diversos, e alguns sobre o nada, eles voltaram a falar com o mágico. Ele perguntou ao sem coração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sobre o que você escreveu majoritariamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sobre coisas afetivas, formigas, família, saudades, ruas, beijos...- respondeu ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago dirigiu-se então ao sem coragem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Após seus textos, quantos comentários de meninas, depoimentos, e recados você recebeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Inúmeros – Respondeu ele sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por fim perguntou a mim, digo ao último:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você leu todos os textos?&lt;br /&gt; - Praticamente.&lt;br /&gt; - Entendeu-os?&lt;br /&gt; - Não, a maioria não pelo menos, não entendia as palavras e o objetivo.&lt;br /&gt; - Sobre o que foi o seu último texto postado?&lt;br /&gt; - Uma analogia entre uma história pseudo-infantil e a vida real, utilizando personagens desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pois bem, você já tem um cérebro! Só com ele você poderia criar uma narrativa tão brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E quanto a vocês – dirigiu-se aos outros dois – Vocês também já tem o que queriam! Sob uma carapuça de objetivismo e cientificismo escondia-se o seu coração meu caro. E você sempre teve a coragem para as garotas, mas você usa-a de outro modo, mais intimista, alguns diriam até gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E quanto a você...- dirigiu-se à menina-...o que você queria mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os meninos sabiamente puxaram-na para fora antes que ela começasse a falar alguma coisa sobre a amiga de direita (ou do direito) dele, e assim aborrecesse o mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E assim acaba a nossa história, os quatro foram saltitando de volta para casa, ao som de Somewhere Over The Rainbown (a versão do Eric Clapton, é claro) cientes que bons tempos como estes não voltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps.:Minhas Excusas à:&lt;br /&gt;- Os leitores (pela minha demora em postar um novo texto, o que acarretou no fato de vocês terem de ler textos de fontes não confiavéis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alice ( Acho que exagerei dessa vez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amiga da Alice (Malz aí)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carlos ( foi o césar que pediu retaliação pq vc sempre zoa a gente nos textos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aos leitores (por escrever coisa que poucos vão entender, ou que muitos farão pouco caso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mim mesmo ( porque ngm merece ficar se excusando por tudo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2888196722027433170?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2888196722027433170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2888196722027433170' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2888196722027433170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2888196722027433170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/03/magico-de-boz-ta-bom.html' title='Mágico de Boz- tá bom...'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4440489081013357120</id><published>2009-02-28T11:46:00.005-03:00</published><updated>2009-02-28T11:54:41.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Romeu e Julieta: hoje.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SalPDq9KeRI/AAAAAAAAACk/nvFqi8C87mA/s1600-h/romeu+e+julieta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SalPDq9KeRI/AAAAAAAAACk/nvFqi8C87mA/s320/romeu+e+julieta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307860560321870098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-size:180%;" &gt;É&lt;/span&gt; uma história, no mínimo, boa. Um bom estilo trágico que para melhorar só se descobrissem que Romeu era irmão de Julieta e que, dado essa escapada marota da Senhora Capuleto, a intriga entre as famílias tornou-se histórica. Claro que isso não consta, e claro que não estou tentando desmerecer aquilo que persiste há séculos como um clássico histórico, mas o fato é que persistir na história não é o mesmo que resistir ao desenrolar dela(reflexão pseudo-filosófica digna de um café com pão-de-queijo em alguma padaria qualquer).&lt;br /&gt;   Fizeram até um filme versão moderna da história, e é curioso assistir para ver como a tragédia seria na modernidade; carros, armas de fogo, TV. Tudo muito bom, mas acho que foi a ultima versão moderna viável de ser feita. Por que? Pensem só como seria um Romeu e Julieta mais moderno(talvez pós-moderno!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Para começo de história, Romeu e Julieta teriam Orkut, o que ia complicar as coisas... Julieta teria no seu perfil alguma comunidade de família, tão em moda. ‘Família Capuleto’, e outra semelhante ‘Odeio os Montecchios!’; isso provavelmente já acabaria com o drama logo no primeiro ato pois saberiam quem é quem.&lt;br /&gt;   No Orkut do Romeu teria um depoimento todo apaixonado de Rosalina(para quem não lembra, é a ‘outra’, aquela que sacaneia ele), e teria ainda fotos de rosto colado com a moça e legendas do tipo ‘És tu minha razão de viver tão sombrias horas orvalhadas’. Julieta ia ver isso e daria pulos de raiva que se converteriam em recadinhos atravessados na página de Romeu, o que também está em moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Quando se separassem após jurarem amor eterno, sequer sofreriam de tantas saudades. Cada qual com seus celulares iam mandar torpedinhos apaixonados e abreviados. Iam telefonar e passar horas a fio no telefone, o que suspeito que desse um fim ao drama no segundo ato, pois ao contrário da história original, iriam se conhecer bem e logo Julieta ia sacar o galinha que era Romeu(lembrem-se de Rosalina), e Romeu se assustaria com a dramaticidade da moça(fingir-se de morta não é lá muito razoável).&lt;br /&gt;      Caso a coisa toda continuasse após os percalços da maravilhosa era da comunicação instantânea, onipresente e que corta todo o barato romântico, eles oficializariam sua condição de casal. No MSN os dois teriam coraçõezinhos em seus Nicks, algo tipo Ro (coração) Ju, e vice-versa, mas é claro que bloqueariam todos aqueles primos chatos inconvenientes que ficam se matando só por que uns são Montecchios e outros Capuletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      E se o drama chegar até o ultimo ato, quando ocorre o mais famoso mal-entendido das histórias, é claro que não será por que uma carta extraviou-se. Quem, hoje em dia, usaria de papel e caneta(!!!) para se comunicar? Que nada. É muito provável que a porcaria toda ia se dar via e-mail. Iam mandar um e-mail a Romeu avisando do plano e da falsa morte de Julieta, mas o servidor de e-mail dele iria estar off-line, hackeado, ou em manutenção, o que impossibilitaria a história ter um final feliz. Romeu vendo Julieta ‘morta’ se mataria, e em seguida, quando ela retornasse de seu mórbido sono, Julieta veria seu amado morto e morreria também(desta vez de verdade).&lt;br /&gt;      Claro que hoje em dia isso tudo seria uma grande baboseira, até por que todo mundo sabe que esse tipo de drama ta fora de moda; quem vai ficar dando pelota tamanha pra uma ficada ocasional em uma festa a fantasia? Ninguém, quanto mais morrer por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Enfim, "Jamais história alguma houve mais dolorosa / Do que a de Julieta e a do seu Romeu.". Não mesmo, mas só por que não aconteceu nos dias de hoje...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4440489081013357120?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4440489081013357120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4440489081013357120' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4440489081013357120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4440489081013357120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/02/romeu-e-julieta-hoje.html' title='Romeu e Julieta: hoje.'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SalPDq9KeRI/AAAAAAAAACk/nvFqi8C87mA/s72-c/romeu+e+julieta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1256121041549219003</id><published>2009-02-22T01:02:00.006-03:00</published><updated>2009-02-22T11:08:30.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Pasquinismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://adsl.esb3-fernaomagalhaes.edu.pt/trabalhos/2006-2007/racismo_e_xenofobia/images/i_regis[1].jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 116px; CURSOR: hand; HEIGHT: 101px" alt="" src="http://adsl.esb3-fernaomagalhaes.edu.pt/trabalhos/2006-2007/racismo_e_xenofobia/images/i_regis%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cccccc;"&gt;A opressão da mídia gorda sobre os movimentos sociais, cuja corresponsabilidade por tal usurpação democrática paira sobre certos blogueiros provincianos no aniversário de vinte anos da nossa Carta Magna: a influência em um jornal ilibado de dois filhotes do sistema, aspirantes à colunistas de vida pacata e de boemia matutina a serem custeadas pelas ratazanas da imprensa marrom.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ndependentemente do posicionamento político-partidário que cada um nutra a partir de convicções íntimas [desde que se seja requianista], é sabido que a História se constrói a partir das relações de poder - a saber, a partir da perpetuação dessas relações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essas relações de poder têm implicantes sociais bastante importantes. Não à toa, o governo federal no últimos anos encontrou no sistema de cotas uma forma paleativa de contemplar os afrodescendentes e os estudantes da rede pública no acesso ao Ensino Superior. [Importante: no Estado Democrático de Direito em que vivemos, recheados de clichês como esse, é vital que se possa opinar a respeito de políticas compensatórias em mesas de bar sem assédio moral de militantes xiitas, estudantes de antropologia ou sínteses desse casamento].&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Novamente, independentemente do posicionamento ideológico que se possa sustentar acerca da validade dessas políticas públicas, é necessário admitir que se trata de uma vitória dos movimentos sociais ligados às causas socioeconômica e etnocultural. São movimentos orgânicos que nascem como antítese natural da dinâmica social - e sua existência é tão legítima quanto a existência do Rotary Club, da Rede Globo, da Daslu e suas respectivas esferas valorativas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No Estado Democrático de Direito em que vivemos - insisto no jargão tão comum nesse último ano, em que a CF88 completou vinte primaveras -, mais que uma possibilidade, constitui desejável manifestação da orientação ideológica pertencer a nichos como os citados acima [exclua-se o engajamento antropológico]. É salutar para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária [já riria o Rei: como é grande o meu amor por clichês] esses vínculos institucionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelas razões aqui levantadas, não se pode admitir sem interrogações críticas que passam pela função social do jornalismo que um veículo impresso, entre os dez mais lidos do país, traga [pasmem!] no seu &lt;strong&gt;editorial&lt;/strong&gt; mensagens como a seguinte: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;"O Fórum Social sempre chamou mais a atenção do público pelas presenças inusitadas. Ora são grupos indígenas fazendo seus exóticos rituais em praça pública, ora são movimentos anarquistas envolvendo a população em debochados jogos lúdicos."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; [Gazeta do Povo, 31/01/2009]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SaFbmM13peI/AAAAAAAAAMk/wkh38K0Af3k/s1600-h/maraca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305622547859482082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SaFbmM13peI/AAAAAAAAAMk/wkh38K0Af3k/s400/maraca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para um jornal que está entre os dez mais respeitados do país, é uma pena que não haja uma cobertura inteligente e ampla sobre o Fórum Social Mundial. É de se estranhar, aliás. É uma pena também que façam tão marginal e monocromática a pluralidade dos movimentos sociais. E é lastimável, principalmente, que ainda considerem a cultura ameríndia 'exótica', mesmo depois de quinhentos anos de convivência compulsória, razoavelmente amena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A dúvida persiste: apenas jornalistas podem escrever em jornais? Maus exemplos como esse podem derrubar o argumento da exclusividade profissional do jornalista. Mas isso é papo pra outro papo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por ora, se for-me permitida uma conclusão, devo dizer que, após muita análise, asseguro que um jornal idôneo como é a Gazeta só pode ter sido corrompido no íntimo por uma dupla de estudantezinhos dignos de Sessão da Tarde. A práxis jornalística dessa maculada instituição, quase centenária, está seriamente comprometida graças à contramilitância contracultural de dois lobinhos reitorianos blogueiros. Tudo bem, fazem Sociais, mas passaram dos limites. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, aproveito o megafone para me posicionar em defesa dos movimentos sociais, seja eles quais forem, como forem, quem forem, para quem forem e por quanto forem; contra o aumento da passagem [passe livre para os homens de bem!]; em defesa do jornalismo objetivo, imparcial, neutro e utópico; contra o terceiro mandato; a favor do Requião...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1256121041549219003?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1256121041549219003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1256121041549219003' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1256121041549219003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1256121041549219003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/02/pasquinismo.html' title='Pasquinismo'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SaFbmM13peI/AAAAAAAAAMk/wkh38K0Af3k/s72-c/maraca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-5977921307022113046</id><published>2009-01-22T10:55:00.004-02:00</published><updated>2009-01-22T11:00:29.210-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Lá iam as formiguinhas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SXhtHtoBcpI/AAAAAAAAACU/N5EpMKDDogc/s1600-h/formig3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294101341247992466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SXhtHtoBcpI/AAAAAAAAACU/N5EpMKDDogc/s320/formig3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão, isso não é uma daquelas historinhas de fundo moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No parque, domingo a tarde, uma longa fila de formigas atravessava o chão perto dos banquinhos. Um guri, naquela fase detestável dos ‘por ques’, ia testando a paciência de seus pais perguntando sobre as coisas mais aleatórias. “Por que os peixes não comem barro?”(sic!). Quando viu a fila dupla de formigas – uma carregava folhas e restos de comida que o pessoal que vinha ao parque deixava, e a outra fila, rente a primeira, iam as formigas em sentido contrário, indo buscar mais folhas e restos de comida – o guri se agachou com aquele entusiasmo curioso que se perde conforme vamos passando pela escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso, mãe?&lt;br /&gt;- Ué, isso é formiga filho.&lt;br /&gt;- Por que elas tão assim?&lt;br /&gt;- É o caminho que elas tem que fazer.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Por que elas querem.&lt;br /&gt;- E por que essa daqui ta fora da fila? – apontou para uma formiga que não ia em fila nenhuma.&lt;br /&gt;- Ela se perdeu. Ta vendo aquela outra ali, ó? É a mãe dela preocupada e procurando por ela.&lt;br /&gt;- Cadê o pai?&lt;br /&gt;- Aaah, hoje é domingo, o pai-formiga não ta, ele foi passear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(breve silêncio do guri, mas como é sabido, silêncio de criança só quer dizer que ela está prestes a aprontar alguma)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Posso matar elas!?&lt;br /&gt;- Ai, filho. Deixa disso. Elas não estão fazendo mal algum, além do que...&lt;br /&gt;- Toma! Tap, tap, tap - mais ou menos esse o barulho das chineladas que o moleque deu.&lt;br /&gt;- Ah, filho! Não precisava fazer isso.&lt;br /&gt;- Hehehe, tap, tap, tap - chineladas de novo... criança é um treco maldoso.&lt;br /&gt;- Olha lá! Ta vendo aquela formiga? É mãe também, e agora ta chorando por que você matou os filhos dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(surge no garoto uma expressão de espanto, seria remorso se ele soubesse o que é isso e se não fosse criança)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mãe... por que elas não se mexem mais?&lt;br /&gt;- Você matou elas, estão mortas. Mó-rreu. Babau. Agora não tem mais jeito.&lt;br /&gt;- Mas elas não vão embora?&lt;br /&gt;- Não filho, você matou todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o guri, quieto, ainda tentou empurrar as formigas mortas para ver se surtia algum efeito, quem sabe elas voltariam a andar, mas diante do fracasso desistiu de tentar de novo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Manheee... – todo choroso.&lt;br /&gt;- O que foi filho?&lt;br /&gt;- Quero ir embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse vira militante do Greenpeace quando crescer, só para dar vazão ao arrependimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-5977921307022113046?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/5977921307022113046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=5977921307022113046' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5977921307022113046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5977921307022113046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/01/l-iam-as-formiguinhas.html' title='Lá iam as formiguinhas.'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SXhtHtoBcpI/AAAAAAAAACU/N5EpMKDDogc/s72-c/formig3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7501591177807793536</id><published>2009-01-03T21:48:00.003-02:00</published><updated>2009-01-03T21:56:27.171-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Simpatia pra começar 2009 com tudo: como fas/</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira introdução babaca do ano, a ver pelo tiopês. Sobre a primeira introdução babaca do ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;espire fundo. Beba uma boa dose de coragem sem gelo. Repita cem vezes: “És um monstro, ó besta! Mereces o fim!” A passos determinados, vá para a frente do espelho. Encare o dinossauro cara-a-cara a no máximo 15 centímetros de distância. Ignore o mau cheiro – é apenas mofo, quem sabe um pouco de mau hálito. Provoque o cascudo até que ele rosne. Permita que ele babe e sue, até o vidro embaçar completamente.&lt;br /&gt;Aproveite esse momento e espalhe maquiagem corretiva em toda superfície do crânio do animal. Você poderá sentir no ar, gradativamente, o hipotético aroma de menta! Sinta o frescor e a leveza da propaganda de Kolinos – água, jetesquis, garotas seminuas! Rapidamente, treine um semblante feliz e satisfeito.¹&lt;br /&gt;Lembra da posição de Lótus, própria para relaxar, deixar o pensamento fluir e as energias positivas tomarem conta do seu eu? Esqueça. Ela é extremamente dolorida para os não-iniciados nas práticas ioguísticas. Ninguém que fuja de sua consciência agüenta a dor nas costas. Imagine-se, isso sim, sentado com as costas no sofá mole da sua avó vendo televisão num final de semana indolente, com a cabeça totalmente vazia – sugiro os Pequenos Talentos do Raul Gil.²&lt;br /&gt;Feche os olhos. Saque um ral de cereja do bolso e espere as papilas gustativas entrarem em movimento harmônico. Desperte em sua mente uma música que lhe dê prazer. Sugiro a sonata para piano em ré maior K576, II Adágio, de Mozart. Se conhecer algum mantra tibetano, entoe. Eu, particularmente, aprecio o OM AH HUNG VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUNG.³ Evite o transe, todavia.&lt;br /&gt;Experimente! Você verá a diferença logo na primeira aplicação! É melhor que Activea. Expõe você a aquilo que habita no seu reflexo, é bem verdade. Mas fique tranqüilo: sua saúde retocologastrointestinal continuará no limiar da privacidade. Nada de vender seu “reloginho”.4&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SV_6JeU0eoI/AAAAAAAAAMM/VApy_Ez2Ez8/s1600-h/ano-novo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287219528222407298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 351px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SV_6JeU0eoI/AAAAAAAAAMM/VApy_Ez2Ez8/s200/ano-novo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Feito esse ritual de purificação pessoal, você estará pronto para entrar no Ano Novo sem maculá-lo. Assim, já pode se preocupar com os rituais socialmente normatizados para o reveiom.&lt;br /&gt;A urucubaca mais querida pelo senso comum é o significado das cores das roupas. Passar a virada5 de branco atrai paz. Amarelo traz dinheiro. Verde, esperança. Vermelho é a cor da paixão. Azul, do Cruzeiro. E assim por diante.&lt;br /&gt;No campo da culinária, existem milhares de simpatias. Milhares de razões para milhões de pessoas prometerem ao Ano que chega que emagrecerão bilhões de quilos. Podemos citar o hábito de comer porco, porque fuça para frente, e lentilha, por crescer ao ser cozida – hábito realmente comum nessa época.&lt;br /&gt;Enfim, poderíamos citar listas imensas de costumes e práticas que se perpetuam ao longo de décadas, ainda que a cultura de comunicação de massa, a globalização, o advento da tecnologia, os clichês subcríticos, o Tio Sam, a racionalidade e, convenhamos, o bom-senso ofereçam resistência. Trata-se de um fenômeno sociológico fantástico! É formidável observar como as relações matrilineares de poder no seio familiar estabelecem as mães, tias, as avós e as tias-avós como detentoras do sistema de condução desses ritos coletivos de passagem!6&lt;br /&gt;Longe de esgotar o tema7, espero ter contribuído, ainda que a posteriori, para um começo de ano alto astral!&lt;br /&gt;Em tempo, faço votos de que uma das metas do leitor para 2009 seja a fidelidade ao Cocotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹Sabe aquela Kolinos amarela?&lt;br /&gt;²Longe de considerar o baluarte dos cholmens domingueiros ou os novos expoentes da Música Popular Brasileira desinteressantes.&lt;br /&gt;³Existem duas interpretações correntes. Em uma delas, o mantra significa: “Possamos nós receber a transmissão completa das bênçãos do corpo, da palavra e do espírito do Mestre de Diamante!”.&lt;br /&gt;4Espero que sirva de consolo.&lt;br /&gt;5...&lt;br /&gt;6Sociológico, eu disse.&lt;br /&gt;7Um dos clichês de predileção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7501591177807793536?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7501591177807793536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7501591177807793536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7501591177807793536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7501591177807793536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2009/01/simpatia-pra-comear-2009-com-tudo-como.html' title='Simpatia pra começar 2009 com tudo: como fas/'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SV_6JeU0eoI/AAAAAAAAAMM/VApy_Ez2Ez8/s72-c/ano-novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4367435591008493931</id><published>2008-12-24T12:54:00.004-02:00</published><updated>2008-12-24T17:32:03.318-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Feliz Natal!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SVJNLRYPZII/AAAAAAAAABY/tXWeR3jP72Y/s1600-h/Natal_2520_2520__252077.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 315px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SVJNLRYPZII/AAAAAAAAABY/tXWeR3jP72Y/s320/Natal_2520_2520__252077.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283370168897987714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente minhas congratulações e felicitações a todos os leitores por esta data tão especial! Congratulo-os no dia 24 pois este sempre me foi mais natal que o dia 25 propriamente dito. Toda a emoção da espera, os preparativos da ceia, os amigos secretos, até que finalmente vem a queima de fogos e os presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de, com a permissão do leitor, fazer uma breve explanação dos natais que vivi até aqui. Nasci em 88 (não consegui calcular ao certo quantos natais houveram nesse meio tempo), e todos os natais foram passados da mesma forma: na casa da minha avó materna, com todos os tios, primos e etc (até meus avós paternos vem). Como o César bem explicou no último texto deste blog, obviamente isto tras alguns problemas, mas hoje gostaria de focar nas coisas boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me lembro as coisas são bem iguais, primeiro vem o papai noel (antigamente na época da vacas gordas era contratado, hoje em dia é algum dos tios), depois a ceia, depois o amigo secreto  então saimos pra ver os fogos, voltamos e as vezes fazem uma ou outra brincadeira ou sorteio. Como vocês podem imaginar a festa dá trabalho, e os preparativos são longos, como moro bem perto da minha vó sempre há aquela ansiedade que a preparação de alguma coisa causa. Com o tempo, os netos cresceram e os adultos quiseram tirar o papai noel, lutamos e conseguimos manter esta tradição para alegrar os netos mais novos que vão chegando. Sempre foi uma festa bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, quando cheguei à adolescencia não consegui me sentir diferente no natal, parecia que aquela magia havia se perdido (nem a coca fazia a propagando dos caminhões mais, "o natal vem vindo, vem vindo o natal.."). Comecei a me preocupar, eu sempre soube que o natal não era sobre os presentes, mas sim sobre o nascimento de Jesus, afinal sempre frequentei a igreja. E isso começou a me preocupar, por que eu não mais sentia uma emoção especial no natal? Assim se passaram alguns anos, uns melhores outros piores, até que um dia me vejo escrevendo um texto para o blog em plena véspera de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra, acho ótimo. Mas acho que preciso explicar algo que me aconteceu esta semana. Saí ontem ou antes para comprar alguns presentes que faltavam, e fui abordado por um vendedor de doces na rua, ele era paralítico. Comprei os doces, mas não para ajuda-lo e sim porque gostava daquela bala. Depois refletindo no assunto comecei a me sentir mal. Não sei porque as vezes fico deprimido porque numa época tão feliz como essa sempre me foi (ao menos na infancia) tem tanta gente sofrendo, sem condição de sequer torcer por uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi então que aquela felicidade incoente da infancia não mais voltará, afinal agora jamais consigo ignorar o fato de que enquanto comemos e bebemos bem, há outras pessoas que por vezes sequer comem. Não sei se algum dia aquela antiga sensação voltará, acho que não. Interessante que nem na igreja senti algo diferente no natal, é estranho falarem tanto do nascimento de Jesus e se esquecerem do verdadeiro motivo porque Ele veio, o amor. Jesus afirma que todos os mandamento podem ser resumidos em "Amar a Deus sobre todas as coisas, e o próximo como a si mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dificil amar alguém, e mais dificil ainda é fazer os que você ama felizes. Acho que no fim o natal será isso: um alerta de que nada adiante as luzes coloridas, os enfeites, os presente e a comida, de nada adianta um discurso cristão vazio se nao lutarmos pelo amor. E creio que o primeiro passo para amar a todos é começar a não fechar os olhos para os que estão a nossa volta, principalmnte os que sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Minhas excusas se o texto ficou 'sem pé nem cabeça', isto provavelmente se deve ao fato de eu ter voltado ao velho hábito de escrever sem esquematizar o texto antes. Desejo a todos um feliz natal e um próspero ano novo, com muita incomodação na consciencia daqueles que se conformarem com o mundo do jeito que ele esta).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4367435591008493931?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4367435591008493931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4367435591008493931' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4367435591008493931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4367435591008493931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/inicialmente-minhas-congratulaes-e.html' title='Feliz Natal!'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SVJNLRYPZII/AAAAAAAAABY/tXWeR3jP72Y/s72-c/Natal_2520_2520__252077.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2292127910266784323</id><published>2008-12-21T11:57:00.004-02:00</published><updated>2008-12-21T12:06:27.370-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Introdução ao natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SU5LvWZa-oI/AAAAAAAAAB8/U0l6R4S0_GA/s1600-h/guns_christmas_creative_gifts_ads_advertisement.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282242689790311042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SU5LvWZa-oI/AAAAAAAAAB8/U0l6R4S0_GA/s320/guns_christmas_creative_gifts_ads_advertisement.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;... estejamos preparados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;rimeiramente deixo aqui claras minhas limitações para falar de qualquer coisa referente ao natal. Creio que os outros dois cavaleiros cocotidinistas cibernéticos deste blog poderiam fazer uma empreitada literária mais natalina, afinal, ambos tem um lado espiritual que eu, pagão que só, não tenho. Porém fica aqui minha contribuição para a semana de natal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos livros de história, há uma expressão máxima quando se fala da primeira(ou seria segunda?) guerra mundial: a Europa era um barril de pólvora prestes a explodir. Peço toda licença a aqueles que acreditam que natal é tempo de paz, alegria e confraternização, para dizer que tal metáfora sobre a segunda(ou seria primeira?) guerra mundial se enquadra perfeitamente ao natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que? Bem, reunir tios, primos, avós, irmãos e todo tipo de agregado, sempre é fácil dar problema. Até porque sempre tem um infeliz que dá a infeliz idéia de juntar, na mesma mesa, duas pessoas que não se bicam, só para que elas façam as pazes aproveitando ‘o espírito do natal’. Inocência tal qual a dos comunistas deste mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato ainda é que nenhuma família é tão perfeita a ponto de não haver questões em aberto entre seus membros – um eufemismo sempre vai bem no natal. Tais questões podem vir a tona por motivos bobos em um natal, e sempre acaba com alguém em lágrimas dizendo que a culpa da desgraça da sua vida é por que quando tinha 5 anos seu irmão furou a bola que ganhou de natal. Essa é a nostalgia do natal, lembrar das velhos e adoráveis traumas que surgem no seio familiar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro até que para o próximo passo evolutivo da espécie humana, as famílias venham com um prazo de validade para convivência e coabitação impresso na embalagem: Não permanecer reunida por mais de 3 dias, podendo causar lesões físicas e psicológicas. Acho que aqueles de sangue italiano teriam um prazo bem reduzido(experiência própria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes que, prosseguindo nas metáforas, alguém mate Ferdinando ou invada a Polônia, o natal até que é legal. Além do que, briga em natal quando a família se reúne é algo pressuposto, senão, o que será prometido para o ano que vem vindo? Junto das promessas impossíveis – afinal, ninguém prometeria se estivesse realmente a fim de cumprir o prometido – está a utópica paz e reconciliação familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, aproveitemos o espírito natalino, época mágica em que podemos lavar os pratos sujos e usar logo em seguida o réveillon para desfazer o que foi feito durante a ceia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2292127910266784323?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2292127910266784323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2292127910266784323' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2292127910266784323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2292127910266784323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/preldio-de-natal.html' title='Introdução ao natal'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/SU5LvWZa-oI/AAAAAAAAAB8/U0l6R4S0_GA/s72-c/guns_christmas_creative_gifts_ads_advertisement.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7487117529755674849</id><published>2008-12-17T14:47:00.002-02:00</published><updated>2008-12-17T14:51:59.663-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conjecturas metafísicas'/><title type='text'>Da Conspiração</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; Ensaio etnográfico&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; sobre as relações conjecturais ocultas matrilineares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oi publicada no jornal Gazeta do Povo – esse gigante da comunicação provinciana, extensão da Democracia sobre a qual edificaram conhecimento dois escritores malfadados de blogues fenixianos –, há pouco mais de um mês, uma matéria bastante interessante a respeito de John Maynard Keynes [ver retrato capturado durante um recreio].&lt;br /&gt;Além da versatilidade profissional do aparentemente disposto senhor [que, além de economista e professor universitário, foi também fundador de uma escola], chamava a atenção na matéria uma caricatura feita do mesmo, que ocupava uma página inteira do jornal, muito mais rica em detalhes do que a ofertada por este modesto blogue. O Sr. Keynes, se não me engano com bigode, fora retratado com um colete social, jovial e leve, que lhe permitia movimentos largos – quem lida com crianças precisa, de fato, dessa liberdade e bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SUktyFuwEGI/AAAAAAAAAL8/WLjHuraCAzo/s1600-h/Landis5_keynes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280802376623591522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SUktyFuwEGI/AAAAAAAAAL8/WLjHuraCAzo/s200/Landis5_keynes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Observe-se o quão ecologicamente sustentável – eu ouvi ISO? – é escrever “colete social, jovial e leve”, e não “colete social, leve e jovial”. Hoje em dia, com o advento da crise, em um blogue cada vez mais globalizado, poupa-se até cacofonia.&lt;br /&gt;Chamo a atenção para o fato de que, não obstante o Sr. Keynes mereça análise mais pormenorizada acerca de sua contribuição para a macroeconomia mundial e seus implicantes na área da política e da sociologia, não entraremos nesse mérito. Este apanhado tem por objetivo expô-lo a uma observação crítica e racional, a partir do viés pseudo-semiótico, baseado na famigerada página intermediária do caderno de Economia em que foi encontrado. Afinal, desde que a neoliberal Margaret Thatcher mostrou não saber organizar sua própria Bolsa, em meados desse ano, os holofotes do mundo modista se voltaram para Keynes, forte tendência para os outonos que estão por vir.&lt;br /&gt;Por rigor metodológico, desconsideraremos algumas interferências, ainda que oportunas. Entre elas, o fato de o Sr. Keynes ter como segundo nome “Maynard”, alcunha análoga ao colunista responsável pelo fim da Revista Veja. Além disso, forças ocultas fizeram com que o Sr. Keynes em nada contribuísse para a nobre área da Antropologia, o que nos poupa esse desgaste. Feito os adendos, continuemos nossa abordagem do ponto de vista seriamente científico.&lt;br /&gt;A respeito do traje em que Keynes foi representado nas célebres páginas da independência midiática, destaco o depoimento de Carlos Augusto Pegurski, 20 anos:&lt;br /&gt;“- Meu, o cara tava desenhado todo na beca, tooooooooodo meninão! Vai pôr tudo a baixo!”&lt;br /&gt;O discurso do jovem Carlos, embora se mostre no decorrer da entrevista de um requianismo judaico-critão-ocidental excessivamente fundamentalista, é capaz de traduzir com inexplicável perspicácia e clareza os objetivos político-conspiracionais do Sr. Keynes e do berço da católica Ordem Liberal, ao publicá-lo sob determinada imagem.&lt;br /&gt;O Sr. Keynes faleceu no inverno de 1976. Ou seja, 25 anos antes do ataque ao World Trade Center. Caso não lembrem os senhores, 25 é o número de legenda do DEMO [que não permitiremos que perca a majestade de PFL, nem de filho da Thatcher]. E caso não notem os senhores, que essas ligações são por demais subliminares, o Demo é nome vulgar por que é chamado o Tinhoso, político de centro bastante hábil.&lt;br /&gt;Não precisaríamos de maiores evidências, mas as verdades científicas não podem deixar que o bom senso simplesmente considere razoável o argumento plausível. É preciso mais. É necessária a prova dos nove: a cabala.&lt;br /&gt;“John Maynard Keynes Ama de Paixão a Gazeta do Povo”, traduzido para o russo – por que russo? – e colocado para rodar ao contrário em um vinil de junho de 1966, resulta em “ез перевода, а не установка”. Isso mesmo senhores. Que fiquem os empiristas bem enterrados, mas os olhos não enganam a esse ponto. É mesmo assustador.&lt;br /&gt;Porém, o que argumento que considero mais forte está na música Desenho no Jornal [em clara homenagem à matéria que viria a posteriori], do trio Sá, Rodrix &amp;amp; Guarabira. No sétimo verso da música, eles cantam:&lt;br /&gt;“Eu vou te encontrar nas torres de 130 andares”.&lt;br /&gt;Para conferência, no caso de julgar o blogue insuficiente, dar uma olhadela em &lt;a href="http://letras.terra.com.br/sa-rodrix-guarabyra/470142/"&gt;http://letras.terra.com.br/sa-rodrix-guarabyra/470142/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Encerro por aqui meu relato. Que os fatos falem por si e provem o que há de obscuro. Espero não provocar tamanho reboliço científico trazendo a verdade à luz da verdade como fez Freud, ao dizer que as crianças tinham impulsos sexuais. Pretendo apenas desvendar as ligações implícitas que costuram a história mundial e, no limite, homenagear as instituições que nos fomentam o limiar da insensatez sobre a imaginação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7487117529755674849?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7487117529755674849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7487117529755674849' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7487117529755674849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7487117529755674849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/da-conspirao.html' title='Da Conspiração'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/SUktyFuwEGI/AAAAAAAAAL8/WLjHuraCAzo/s72-c/Landis5_keynes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2165237277468573036</id><published>2008-12-12T23:50:00.001-02:00</published><updated>2008-12-12T23:55:01.767-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Academias - Para uma aproximação ao objeto de Estudo</title><content type='html'>(Dedico este texto à Vitória do Carlos em busca da Ipanema do Bonfim)&lt;br /&gt;É com grande prazer que volto a escrever para este pequeno espaço antes subversivo, hoje sabe-lá-oque. Faz tempo que gostaria de analisar o espaço de uma academia mais profundamente, e agora com a volta do blog vejo um momento oportuno pra tal. &lt;br /&gt; Farei de modo como acho mais prazeroso, porque durante todo este semestre tive que fazer trabalhos sob o rigor ‘científico’. Iniciarei com uma analise das personagens envolvidas neste contexto, Cita-las-ei: ratos de academia, ‘posers’, senhoras velhas e gordas e nerds, por hora.&lt;br /&gt; Ratos de academia identificam-se facilmente, camisas regatas, shorts ou calças de uniforme, e com uma garrafinha, que contém proteínas (“não é bomba, é natural” todos eles afirmam, inclusive com a ‘natureza’ lhes proporciona péssimo efeitos colaterais bem conhecidos.) A motivação deles é variada, mas não muito, ficar bombado obviamente para fins de procriação, ou pelo menos ganho de status na hierarquização social de machos alfa, o que passa pelo número de meninas que consegue pegar na balada. Ou pelo para ficar saudável, conceito que certamente não escapa muito do anterior, visto que saúde hoje em dia é sinônimo de tanquinhos!&lt;br /&gt; Os ‘posers’ puxam o saco dos ratos, é normal ver 3 ou 4 deles em volta de um rato, querendo aparecer, ironicamente, preferem aparecer mais para os ratos do que para as meninas. Motivação é a mesma dos agente anteriores, mas sem toda a dedicação que estes tem pelo hipertrofismo. De qualquer modo, julgo-os patéticos.&lt;br /&gt; Nerds (incluo-me aqui) são facilmente reconhecíveis. Roupas que não se encaixam no ambiente, anti-sociais, e com medo extremo de pagar mico, o que geralmente faz com que paguem assim mesmo, pelo humor negro do universo.  A motivação é geralmente médica, afinal os hábitos da leitura e da computação trazem seus males, gordura localizada e problemas na coluna (o leitor que se preocupe).&lt;br /&gt; Quanto às senhoras, pouco tenho a dizer. A motivação também parece-me médica, importante notar que elas tem um grupo próprio, que com seus olhares julgadores oprimem a todos, inclusive os ratos.  Seus papos: novela, família, doença e morte.&lt;br /&gt; Estes são as personagens básicas deste contexto. Claro que em ambos os gêneros, só coloquei as senhoras no feminino porque é mais raro ver senhores na academia. Visto estes personagens, uma coisa que muito me intriga é o tipo de música tocada na academia. Por quê Hip-hop?  Que tenha que ser algo repetitivo é de se entender, mas porque techno?  Por quê não algo com bateria e instrumentos de verdade no lugar daquelas programações ridículas?&lt;br /&gt; Feito meu desabafo, só gostaria de concluir dizendo que se algum dia eu chegar a ter dinheiro, farei uma academia em casa para evitar  freqüentar esse tipo de lugar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2165237277468573036?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2165237277468573036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2165237277468573036' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2165237277468573036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2165237277468573036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/academias-para-uma-aproximao-ao-objeto.html' title='Academias - Para uma aproximação ao objeto de Estudo'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8156889903010679549</id><published>2008-12-08T21:03:00.004-02:00</published><updated>2008-12-08T21:12:39.635-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivências cocotidianescas'/><title type='text'>Casos de família - parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/ST2pdMsgY8I/AAAAAAAAAB0/YhdE70HWX1c/s1600-h/inquisicao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277560657437287362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/ST2pdMsgY8I/AAAAAAAAAB0/YhdE70HWX1c/s320/inquisicao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;... a inexorável necessidade do caçula des-brochar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;udo começa com uma mãe, solene e nostálgica, lembrando de como eram os filhos. Aí o pai, tomando o mesmo barco, cita um fato familiar histórico aqui, outro fato familiar histórico acolá, e ficam todos os dois com seus sorrisos bobos no rosto. Aos filhos, como agentes de tais fatos familiares históricos – posição essa que implica em constrangimentos/arrependimentos/futuras terapias psico-químicas com profissionais capacitados -, resta a tácita vontade de mudar de assunto. Contudo, a mesa de jantar – também tida como um ritual cerimonial de provação, julgamento e coroação – é território dos pais, e só estes podem guiar a direção dos assuntos, o que nos leva novamente à mãe solene e nostálgica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Meus filhos estão crescendo. Esse ano todos tomaram um rumo na vida, isso faz uma mãe tão feliz!&lt;br /&gt;- Ai, mãe! Para com isso. – o filho mais velho é sempre o mais não-nostálgico.&lt;br /&gt;- Ah, eu to feliz, filho. Você professor, formado, se sustentando. Teu irmão com trabalho garantido, tentando um negócio próprio. E o César... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;silêncio na mesa, todos os olhos se voltam por um instante para o caçula de futuro incerto calado no outro lado da mesa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Bem – continua a mãe fingindo que só tinha tido dois filhos - logo virão os netos, né? Vai ser tão bom.&lt;br /&gt;- E só vai faltar o César, certo!? – diz o pai, garantindo que o caçula não vai sair limpo dessa história.&lt;br /&gt;- O César é o mais novo, e ele também ta indo no seu caminho, ta virando homem e... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;risadas irrompem na mesa, menos naquele que está recebendo as risadas pois, por algum motivo, ‘César’ e ‘homem’ na mesma frase sempre foi motivo de riso&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Ele é um patinho feio ainda, mas um dia vai ser um cisne bonito e vistoso – continua a mãe com toda sua bagagem metafórica suspeita.&lt;br /&gt;- Caramba, que papo é esse, mãe!?&lt;br /&gt;- Ah, César. Você sabe... Você ainda tem que desabrochar, igual a uma flor. – nunca a inocência materna beirou tanto a maldade materna. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;risadas novamente&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, não sei se percebeu, mas você não tá ajudando muito...&lt;br /&gt;- Que nada, César! Ela ta certa... só falta você DES-brochar. Entendeu, né? DES-brochar! – irmão mais velho além de não nostálgico tem o dom de sacanear o caçula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais um série de gargalhadas na mesa, gargalhadas essas que o caçula – a saber, eu – não compartilhou, o santa inquisição no seio familiar se deu por encerrada. Veredicto? Fogueira moral para este pecador que vos fala. ‘Queima! Queima! Queima!’, gritava a multidão ensandecida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8156889903010679549?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8156889903010679549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8156889903010679549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8156889903010679549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8156889903010679549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/casos-de-famlia-parte-1.html' title='Casos de família - parte 1'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XbLKovSGkGI/ST2pdMsgY8I/AAAAAAAAAB0/YhdE70HWX1c/s72-c/inquisicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-9056647720934134670</id><published>2008-12-06T15:53:00.004-02:00</published><updated>2008-12-06T15:59:21.202-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Teoria da Dualidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Minuta de tese de pós-doutorado, valendo um milhão de exemplares rendidos e a cadeira do imortal Paulo Coelho tão logo sofra eufemismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276737425344128754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/STq8uyKlZvI/AAAAAAAAALs/g0ukA7Rmg4M/s200/coelho30b.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oma: você lembra dos nomes do primeiro triunvirato? E do segundo? Não? Pois é. Três dá cagada. É fatal até pra memória. Como dizem, três é demais. Não foi por acaso que a Itália virou no que virou. Tudo culpa do Tito Lívio e daqueles outros dois. Graças a eles, a Itália virou expert em máfias, salames e ditaduras clericais seculares. Custava eleger um macho-alfa, como a Aline, pra por ordem na bagaça? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sigamos. Como diz o título, tudo é uma dicotomia. Veremos com profunda seriedade a seguir algumas evidências empíricas que servirão de subsídio para sustentarmos a Teoria da Dualidade.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;O um precede o zero em seqüências incomensuráveis, compondo binariamente o mundo em que vivemos. Times e arial. Negrito e itálico. Clique ou não clique. Ligue ou desligue. Dentro de um carro ou de 1024 caracteres, pode-se acessar [ou não] um globo inteiro. Ou sim, ou não. O homem conseguiu sintetizar as teses e as antíteses de uma vida em outra, virtual, programada e resolutiva. A máquina é a pronta-resposta, o contra-comando. É o complemento do homem, e sua negação, por princípio. Rodas dentadas e bocas vazias agitadas mecanicamente. Sistemática perfeito, correto? Quase. No lugar da relação dialética da ferramenta e do produtor, colocou-se outro homem – o amante –, que não é nem um, nem outro. Ao invés disso, é humano, e tem fome. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;O pão engendra o circo em seqüências históricas, compondo visceralmente o mundo em que vivemos. Desde o insight de Gutemberg e das marselhesetes, têm-se multiplicado a impressão de impressões causais sobre esse fenômeno. Maslow, para a complexa cadeia de necessidades, anseios e estruturas cognitivas humanas, criou uma pirâmidade. Pirâmides têm três lados, as mais famosas são três. Batata. O que era uma teoria da motivação [minúsculo proposital] entrou na Academia com força total e hoje em dia, com o advento dos clichês tecnológicos, a superficialidade crítica impera. Para Maslow, o ser humano passa fases como em um jogo de vídeo-game. Aos etíopes, jogadores iniciantes, restam duas saídas: 1) os div&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/STq9KYj1miI/AAAAAAAAAL0/fNAZrVCWTgc/s1600-h/ft0gugu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276737899507063330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/STq9KYj1miI/AAAAAAAAAL0/fNAZrVCWTgc/s200/ft0gugu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ersos resets e revezes históricos; 2) comprar o histórico password com os jogadores mais experientes. Em tal barganha, os colaboradores da hierarquia humana ganham comida e, em troca, um horizonte. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Igualmente, cerveja e futebol compõem existencialmente o mundo em que nós, homens, vivemos. Cerveja e futebol. Cerveja e futebol. Cerveja e futebol. Cerveja e futebol. Não existe nada que atrapalhe esse casamento perfeito. Correto? Errado. A oposição está atenta. Pasmem os senhores: as mulheres, proprietárias dos meios de reprodução, colocam a tevê ao uso do Gugu. Sim, senhores, do Gugu. Hostilidade que só se explica por corporativismo de gênero. Ou você nunca notou pelo jeitinho do Gugu que ele é uma terceira [!!!] categoria?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-9056647720934134670?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/9056647720934134670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=9056647720934134670' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9056647720934134670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9056647720934134670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/12/teoria-da-dualidade.html' title='Teoria da Dualidade'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N6TjIUK7Ji4/STq8uyKlZvI/AAAAAAAAALs/g0ukA7Rmg4M/s72-c/coelho30b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1359816896106560228</id><published>2008-08-16T12:30:00.004-03:00</published><updated>2008-08-16T13:58:06.827-03:00</updated><title type='text'>Vampirização (Saindo do Limbo)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://fantasy.webcindario.com/terror/IMAGENES%20VAMPIROS/vampiro%20004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://fantasy.webcindario.com/terror/IMAGENES%20VAMPIROS/vampiro%20004.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(antes de partir para o relato da vez, discuto metablogisticamente acerca do objetivo do blog, se estiver muito chato pulem para o terceiro parágrafo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog foi inicialmente idealizado para ser um espaço de crônicas satirizando situações cotidianas. Em algum momento a subjetividade dos autores começou a se sobrepor e deixar de lado aquele clima de piadas. Foram textos de amores impossíveis, criticas a crimes hediondos, criticas a falta de textos. Mas me pergunto: “Quem hoje em dia tem algum interesse em ler isso?” O mundo simplesmente quer dar risadas e esquecer das atrocidades lá de fora, e quando querem saber dessas procuram a imprensa marrom (que alias de trás pra frente significa ‘morram’) não um blog sem qualquer base jornalística*. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim proponho que repensemos o nosso papel nesse mundo cibernético e passemos novamente a problematizar humoristicamente o cocotidiano. Retomarei este principal objetivo narrando umas historia real que aconteceu com membros e um(a) leitor(a) do blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fins de preservar a privacidade dos envolvidos chamarei as personagens de ‘A’, ‘Ca’, ‘Ce’ e ‘T’, porque X, Y e Z é muito matematicaizante*. ‘Ce’ adoeceu. Como ele sempre preservou poucas amizades e era novo na cidade, os seus amigos mais próximos resolveram lhe prestar uma visita levando comida e alguns remédios (caseiros diga-se de passagem). Acontece que ‘Ce’ odiava (e até onde me consta, ainda odeia) visitas, principalmente as de surpresa, como aquela que nossos protagonistas planejavam. Antes de chegarmos ao acontecimento propriamente dito devo narrar o que aconteceu no caminho que inclusive originou o título deste manuscrito*.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;‘Ca’, ‘A’ e ‘T’ encontraram-se em um ponto da cidade para ir a casa de ‘Ce’, porque ‘A’ não sabia o caminho. O encontro foi como sempre, ‘Ca’ estava lendo O Grande Mentecapto do mestre supremo da literatura brasileira Fernando Sabino (alias ‘CA’ tem o estranho costume de comprar vários exemplares deste livro e não dar para quem realmente precisa, como eu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘T’ e ‘Ca’  esperaram ‘A’ por algum tempo, ‘A’ sempre se atrasa, mas é fácil reconhecê-la, basta achar alguém com camisa de ‘Onde Está o Wally?’ ou com uma calça curta demais que pode ser confundido com um calção (se é que ainda usam este termo) muito longo. Enfim Avistaram-na facilmente na praça Tiradentes. Como Curitiba já é uma cidade assaz Europeizante ninguém reparou nas três figuras singulares que por lá transitavam: Uma delas com roupas em tom quase francês, um nerd lendo um livro enquanto andava pela rua XV a mais movimentada da cidade, e outro que de tão tímido não conseguia andar sem fitar o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nossos heróis passaram em frente à praça Santos Andrade aconteceu o inimaginável, o que Maurício de Souza chamou de o Além do obvio ululante que pupula nas mentes humanas*. ‘A’ estava à esquerda (de quem vinha por trás) ‘T’ no meio e ‘Ca’ à direita (infelizmente nestes últimos tempos ‘Ca’ sempre está à direita). De modo que ‘T’ e ‘Ca’ viram claramente uma figura. Para mim (confesso ‘T’ sou eu) ele (a figura era de um homem, ou mais que isso) estava de blusa amarela, mas ‘Ca’ contesta até hoje dizendo que ele estava nu! Enfim, essa “figura” agarrou ‘A’ pelas costas e vampirizou-a. Passemos a análise deste termo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprego o verbo vampirizar (neologismo, visto que o Word não reconhece esta palavra) para afirmar, o que vi com meus próprios olhos, ele agarrou-a por trás e fez alguma coisa com seu pescoço, o que exatamente não pude ver, já que suas costas largas cobriam meu campo de visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele acabou saiu correndo eu e ‘Ca’ com toda nossa coragem achamos melhor não ir atrás dele e ficar simplesmente tentando entender situação, depois de trocarmos olhares daqueles de quem não sabe o que fazer. ‘A’ estava no chão, ofegante, levantou-se desconcertada e suando e disse num misto de gozo, medo e vergonha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era meu ex!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou para eu e Carlos (o ‘Ca’) cairmos na gargalhada, ficamos imaginando o que teria acontecido se eles ainda estivessem juntos, provavelmente a vampirização passaria a uma sodomização e talvez até fossemos presos só por sermos amigos de seres que tem aquelas práticas em pleno século XXI.&lt;br /&gt;Demorei-me demais na narração do fato, encurtarei a história visto que em um blog os leitores estão mais interessados em cortes de cabelo e quem ficou com quem do que uma epopéia mítica-religiosa com rituais quase satânicos. &lt;br /&gt;O fato é que encontramos ‘Ce’ saindo de casa, o que até foi bom porque suspeito pela sua cara que se o encontrássemos em casa ele nos mataria com uma pá! Ele obviamente não quis nos receber alegando que sua casa estava muito bagunçada e suja (não entrarei no mérito da discussão). Fomos tomar café, ‘A’ (que ainda estava e suspeito que até agora meses após o ocorrido ainda está desgrenhada pelo ocorrido) ficou de cara com ‘Ce’, pois ele recusou a cesta básica que incluía leite, remédios, bolo de laranja e ervas medicinais (‘A’ sempre andava com ervas medicinais para o caso de ser atacada na rua). Ele não aceitou provavelmente, pois estava curtindo sua independência. Não o culpo eu provavelmente faria o mesmo. Para piorar ainda fomos parados por um empregado do censo (censor?) que fez as perguntas mais enfadonhas sobre a vida e o cosmos para ‘Ce’, que só respondia negativamente, o que é inerente ao seu ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ce’ e ‘A’ ficaram um tempo sem se falar, isso é normal na relação deles pelo que tenho visto, mas depois de alguns dias, como todo bom curitibano, passaram a agir como se nada tivesse acontecido. Depois descobri que ‘A’ estava tão brava por ter de assaltar a venda da própria mãe para conseguir o leite e o bolo de laranja, o que acabou num episodio muito singular (que poderia certamente render outra crônica) envolvendo o alarme, o leiteiro e a mãe de ‘A’*. &lt;br /&gt;Eu e Carlos rimos muito da situação, e espero que este pequeno relato de como vi os fatos sirva pra imortalizar um momento em que nada podia quebrar a amizade do nosso grupo: nem trabalhadores do censo, nem o mau humor interiorano, nem vampiros nus e afins!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Minto ao dizer “Sem qualquer base jornalística” pois dois dos idealizadores do blog fizeram estágio em um grande jornal de direita do Paraná, que o nosso governador e Comandante Mor R.Requião chamou de mentiroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Termo auto-explicativo, qualquer dúvida: cacoelias@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Título: o que está escrito lá no alto. Talvez aqui coubesse uma analise metodológica de porque colocar o título referindo-se a um acontecimento secundário na história, mas chega de metodologia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Li isso em um gibi de uma turminha que este autor concebeu, não sei se citá-los aqui quebra algum tipo de direitos autores, por isso é melhor não tocar muito no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Minhas lembranças a D. Zuléide.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1359816896106560228?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1359816896106560228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1359816896106560228' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1359816896106560228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1359816896106560228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/08/vampirizao-saindo-do-limbo.html' title='Vampirização (Saindo do Limbo)'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4091560424062113183</id><published>2008-08-03T23:48:00.003-03:00</published><updated>2008-08-09T21:49:08.459-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Agora vai</title><content type='html'>Um texto curto. Pra ver se alguém comenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4091560424062113183?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4091560424062113183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4091560424062113183' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4091560424062113183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4091560424062113183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/08/carta-criana.html' title='Agora vai'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1669384781618418814</id><published>2008-07-26T01:18:00.004-03:00</published><updated>2008-07-26T01:22:09.224-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Teriam sido um feliz casal</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SIqmEibZTaI/AAAAAAAAABY/eP7r9awaflg/s1600-h/rene-magritte-os%20amantes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227172914408279458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SIqmEibZTaI/AAAAAAAAABY/eP7r9awaflg/s320/rene-magritte-os%2520amantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Dos amores desconhecidos e mortos no cocotidiano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eram perfeitos um para o outro. Suas idades eram as mesmas e os dois preferiam ficar com gente da mesma idade. ‘Só assim dá pra se entender’, diziam por aí sem saber que havia uma outra pessoa na face da terra dizendo a mesma coisa e tão perto, logo ali na esquina. Ela preferia caras de cabelos grandes o suficiente para serem puxados e serem vítimas de um carinhoso cafuné; já ele, preferia os longos cabelos pretos a passar dos ombros e a encobrir a superfície lisa das costas. Também nisso se completavam em desejos. Até a pinta que ela tinha no pescoço ele gostaria, e mesmo ele, com seu jeito atrapalhado, agradaria a ela que gostava tanto de mãos perdidas em bolsos e sorrisos desconsertados. Mesmo sem se conhecerem desejavam um ao outro, tinham seus ideais correspondidos e equilibrados; eram dois desconhecidos que estavam querendo ser conhecidos um pelo outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seus costumes eram incrivelmente semelhantes; tantas tardes passariam juntos a olhar o movimento descompromissado de quem passa pela rua ou de um pássaro a voar com destino desconhecido. Finalmente iriam encontrar uma companhia para assistirem a lua cheia prateando a noite de inverno; alguém para dividir a bebida e comer tudo aquilo que antes, sozinhos com seus pratos cheios de solidão, sobrava pela mesa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele imaginava cada presente que daria nas datas importantes: flores que não fossem rosas, bombons e um porta-retratos personalizado para exibir na mesinha do computador a felicidade de um momento a partir de então eternizado. Ele assumia que isso não era lá muito criativo, mas ela gostaria mesmo assim; já tinha até imaginado o lugar onde poria o porta-retratos, as flores que não rosas e iria para sempre guardar a embalagem de cada bombom. Ela sabia também como apreciaria a foto em noites que sentisse saudades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela não queria um cara pastel e bobo, mas nem por isso deixava de desejar que ele escrevesse rimas ou versos livres, desde que falasse do amor entre ambos. Ansiava receber cartas, bilhetes ou folhas de papel rabiscadas com palavras doces só para, um dia, mostrar a filhos e quem sabe netos. Ele já tinha um arsenal de poesias, ainda sem nome, mas que fariam mais sentido ainda depois que tomasse conhecimento da existência dela, a garota que queria o que ele tinha a oferecer; eram poesias sem título, mas de forma alguma sem alvo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah! Se tivessem um amigo em comum, ficaria claro para este mediador como eram perfeitos um para o outro. Mesmo que não houvesse espírito e fosse só carne – tecidos, ossos e órgãos -, eram dois universos que complementavam-se perfeitamente, numa coordenação suave, em movimentos potenciais de plena consonância. Não haveria musica clássica para superá-los em questão de harmonia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Moravam na mesma quadra, ele em uma esquina, e ela no meio da quadra. Mas se eram perfeitos em tantas coisas, seus horários nunca permitiam um encontro casual devido as ocupações de cada um, exceto nos finais de semana onde, por serem tão iguais um ao outro, pouco saíam de casa e não poderiam então se ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De escolhas em escolhas, sempre bobas e pequenas, foram adiando um possível encontro com um possível grande amor. Se ele passeava por aí de noite, ela ia de dia; se ele preferia as ruas paralelas, ela ia só pelas cruzadas; se ele escolhia sempre buscar pães na padaria do Zé, ela escolhia sempre os pães do Pedro. Algumas coisas na vida parecem conspirar para acontecer, já nesse caso, tudo encaixava de modo a impedir um acontecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Passaram os meses e mudaram-se, ambos, daquela parte da cidade. Certo dia cruzaram pela rua sem que seus olhares se tocassem; ela ia pela vertical, ele pela horizontal. Continuavam perfeitos um para o outro, porém eram mais anônimos do que nunca; o acaso chegou fora de hora. Não que tivessem sua satisfação amorosa amarrada um ao outro, mas pena não terem tido a sorte de se conhecerem. Teriam sido um feliz casal, assim como você e aquela pessoa que deixou de conhecer hoje só por que preferiu ficar 15 minutos a mais no computador lendo este blog. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1669384781618418814?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1669384781618418814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1669384781618418814' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1669384781618418814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1669384781618418814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/07/dos-amores-desconhecidos-e-mortos-no.html' title='Teriam sido um feliz casal'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SIqmEibZTaI/AAAAAAAAABY/eP7r9awaflg/s72-c/rene-magritte-os%2520amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3764048053152322708</id><published>2008-07-09T08:15:00.003-03:00</published><updated>2008-07-09T08:18:57.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>O Papa não poupa ninguém</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;Mimese fajuta da prostração sabinista sobre a singela mentecapcidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão bastasse acordar 5h30 da madrugada todo sábado pra trabalhar num posto de saúde, tem dia que ainda se acha no direito de te reservar xingamentos, reclamações e chuvisco.&lt;br /&gt;Mas tem dia que vale a pena. Tem dia que dá até pra rir. Esse sábado foi assim.&lt;br /&gt;Diz que lá pelas tantas – garanto a veracidade do relato, não obstante a introdução tão comum em anedotas – me chega o cidadão:&lt;br /&gt;- Tem médico hoje?&lt;br /&gt;- Não, senhor. Hoje estamos abertos apenas para trabalho administrativo. – menti eu. Que não tinha médico, não tinha mesmo. Mas havia procedimentos de enfermagem. Optei por convencionar o ‘apenas administrativo’ como orientação geral dado o trabalho que tive com uma senhora idosa bastante simpática que insistia em passar por exame de aptidão dermatológica para sessões de hidroterapia sem nenhuma necessidade. Continuei:&lt;br /&gt;- Caso precise de atendimento médico hoje, o senhor deve procurar um Posto 24 Horas [que hoje leva o nome pomposo e desconhecido de Centro Municipal de Urgências Médicas].&lt;br /&gt;- E qual o mais perto?&lt;br /&gt;- Perto mesmo não tem. Mas o mais fácil para o senhor ir é o 24 Horas do Fazendinha. – expliquei com bastante calma. – O senhor pega nesse ponto ali [apontei com o dedo diretamente para o ponto de ônibus, muito pedagogicamente] o ônibus Fazendinha. Desce no terminal do Fazendinha. – falei devagar. - Ao lado do terminal do Fazendinha, fica o 24 Horas do Fazendinha.&lt;br /&gt;- Pode anotar, moço?&lt;br /&gt;Anotei, tanto mais pedagogicamente. Cuidei da caligrafia.&lt;br /&gt;- O senhor sabe que eu tenho um prédio?&lt;br /&gt;- Como? – perguntei perplexo. O senhor que aparentava morar na rua estava com a barba a la meu-nome-é-enéas. Carregava um saco de pano, provavelmente com roupas. Boné de candidato a parlamentar.&lt;br /&gt;- Eu tinha, na verdade. Um prédio de dezoito andar. Só eu tinha nove. Dei tudo prum rapazinho mais ou menos da tua idade. Escritura e tudo. Macredita que esqueci pra quem é que dei?&lt;br /&gt;- Nossa, que coisa! – recompus a seriedade.&lt;br /&gt;- Mas importa é Deus. Nós não somos nada. Naaaada. Nada mesmo. Deus é tudo, acima de qualquer coisa.&lt;br /&gt;Concordei.&lt;br /&gt;Lamento dizer que os próximos dois minutos de explanação do caro amigo aqui citado foram ininteligíveis. Algo como cobradores de ônibus, construção civil e novamente um rapazinho quase da minha idade. Na dúvida, concordei com tudo. Parecia surtir efeito. Em determinado momento, voltou ao português:&lt;br /&gt;- ...e eu viajei o mundo inteiro. Fui pra todos os país. Só não fui pra Rússia, que lá eles tavam em guerra e não quiseram parar a guerra pra eu ir.&lt;br /&gt;Não consegui conter a admiração pelo homem. Ri francamente, solícito.&lt;br /&gt;Ele seguiu deliberando cuidadoso, franzindo a testa, muito fiel que era às lembranças:&lt;br /&gt;- E uma vez os americanos me pegaram...&lt;br /&gt;Tomo a liberdade de dar um breque no relato do nosso saqueiro viajante contemporâneo. Não lhes dou o direito de achar coerência no fato de os americanos o levarem, porque toda a epopéia é digna de credibilidade. Não imagina o leitor a espontaneidade do amistoso camarada.&lt;br /&gt;- E uma vez os americanos me pegaram. Me levaram de avião. E eu doente! Pensei que dali mesmo eles me despachavam. Mas não. Me levaram de avião pro lugar onde nasce o sol. E era quente! Ra-paz! Era quente!&lt;br /&gt;O meu muito amigo Viramundo me olhou bem nos olhos. Riu gostosamente. Sentenciou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SHSeSjQPtkI/AAAAAAAAAHw/u0YWz3k_ldM/s1600-h/196615.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220971909567460930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" height="273" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SHSeSjQPtkI/AAAAAAAAAHw/u0YWz3k_ldM/s320/196615.jpg" width="251" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- E tive com o papa João Paulo II pouco tempo antes dele morrer. Ele me disse que já sentia. Já sentia que ia morrer. E eu fiquei a distância. Por respeito. E o Papa me pulou e me pegou pelo meio! O Papa me pulou e me pegou assim, pelo meio mesmo. Pelo meio.&lt;br /&gt;Confidenciou em voz baixa, como quem só contasse porque era seu amigo de infância, mas que não era de bom tom falar assim da Sua Santidade, não fosse pela certeza da discrição da minha parte.&lt;br /&gt;Visivelmente sentindo pelo falecimento do Pontífice, argumentou, bastante solene:&lt;br /&gt;- Homem de Deus, que coisa... mas deixa ele. Um homem bom. Ih! Um homem bom mesmo. Que Deus o tenha, né.&lt;br /&gt;Verdade. Deixa ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3764048053152322708?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3764048053152322708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3764048053152322708' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3764048053152322708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3764048053152322708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/07/o-papa-no-poupa-ningum.html' title='O Papa não poupa ninguém'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SHSeSjQPtkI/AAAAAAAAAHw/u0YWz3k_ldM/s72-c/196615.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-576833020384911815</id><published>2008-07-05T11:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-05T11:55:47.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Amizades</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SG-LHtyqwhI/AAAAAAAAABI/5lP-QiccT4k/s1600-h/amigos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SG-LHtyqwhI/AAAAAAAAABI/5lP-QiccT4k/s320/amigos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219543457813152274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CThiago%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CThiago%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Creio não correr o risco de incumbir em nenhum erro ao afirmar que todos já tiveram um melhor amigo, ou um grande amigo, por algum tempo e de repente esta pessoa, que outrora fora tão importante na sua vida, simplesmente desapareceu do seu convívio. Por ser uma proposição com que nos identificamos tão facilmente acho que merece ser o centro da nossa análise cotidiana de hoje: as amizades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Provavelmente você já teve a oportunidade de ir ao mercado com seus pais, e ver um deles reencontrar um velho amigo. As conversas sempre são estranhas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- E aí como vai a esposa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Me separei, a safada levou quase tudo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ou do tipo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Opa -saudação comumente usada pelo fato de ter esquecido o nome o amigo em comum – como vai a empresa que você montou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Faliu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ou trazendo para casos mais próximos, dos jovens leitores deste blog, é como aquele grupinho de amigos que era tão unido no segundo grau e que durante a faculdade faz algum esforço para se encontrar, mas poucas reuniões depois todos percebem que as coisas já não são as mesmas e nunca mais se encontram (exclusas do nunca mais as exceções dos encontros nos mercados, alias parece que os mercados têm algum tipo que imã para fazer velhos amigos se reencontrarem). E o pior é que o mais vagabundo do grupo sempre se torna o mais bem sucedido e que viajou a Europa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Enfim, as razões pela perda de interesse nas amizades parecem ser obvias, perde-se o laço que unia as pessoas rotineiramente, seja o trabalho, seja o emprego, seja a moradia. O que me faz pensar que as amizades verdadeiras são pouquíssimas, apesar de haver várias pessoas que você considera amigos nos seus círculos sociais (igreja, faculdade, clube de ajuda a populações carentes) uma vez cortado o pressuposto do pertencimento a estas instituições perde-se a própria essência do que unia estes amigos. E logo os papos tornam-se superficiais, simplesmente relembrando o passado, enfeitando as histórias. É até bom reunir os velhos amigos às vezes, mas quando você percebe que todos os encontros cheiram a naftalina é sinal de que a amizade não vai muito bem!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E é isso que me assusta com relação ao presente. Imagino daqui algum tempo quando o César se tornar um grande sociólogo, ou apenas um gênio literato incompreendido, e quando o Carlos se tornar colunista da Folha de São Paulo (censurado, jornal de direita) ou melhor Caros Amigos ou Carta Capital, ou até quem sabe o novo Fernando Sabino e um dia quando o Wal-Mart tiver comprado todos os mercados sem exceções nos encontraremos no estacionamento! Eles com carros zero e eu com o carrinho usado de um poeta ou músico frustrado ou um professor de sociologia! Então virão as perguntas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-César, encontrou um amor inocente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Sim, casei com ela! Depois separei e ela levou tudo, inclusive as crianças!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Carlos, achou a maleta de dinheiro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Olha meu caro companheiro, você nem imagina o que encontrei nesse jogo da política! (Pra quem não sabe o Carlos tem profundas ligações com um grande partido do Paraná).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas talvez se até lá essa mania de fazer compras pela Internet já tenha se popularizado evitemos esse tipo de constrangimento e passemos para outro tipo, conversa com velhos amigos via MSN. Pelo menos os silêncios no MSN são menos chatos dos que o na vida real!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-576833020384911815?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/576833020384911815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=576833020384911815' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/576833020384911815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/576833020384911815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/07/amizades.html' title='Amizades'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SG-LHtyqwhI/AAAAAAAAABI/5lP-QiccT4k/s72-c/amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7530640587583466305</id><published>2008-06-28T01:15:00.007-03:00</published><updated>2008-06-28T01:25:48.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Um amor inocente, por favor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SGW7l0WDR8I/AAAAAAAAABQ/s6vB_CPOHsM/s1600-h/maos+dadas.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SGW7l0WDR8I/AAAAAAAAABQ/s6vB_CPOHsM/s320/maos+dadas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216782001759274946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);font-size:85%;" &gt;Perdoem tamanha subjetividade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era sexta-feira, final de semana e final de semestre. Cabeça a mil, coração perdido numa noite típica de quem só faz estudar. 21 horas e vou até a padaria comer algo depois da aula. Por mais incomum que isso seja de acontecer no dito estabelecimento(que aliás, merece um parentese já que foi lá onde, de um certo modo, este blog começou), um atendente chegou até mim e perguntou o que é que eu queria. Me contive e pedi alguma coisa para comer, mas que vontade de dizer  polidamente 'um amor inocente, por favor'. Quem sabe tenha um doce com esse nome, mas provavelmente ele ficaria me olhando com cara de passado.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;    O que eu queria, de verdade, era um amor inocente, como aqueles que deixam de fabricar a uma certa altura da vida da pessoa. Eu queria, mas é um pedido para a coletividade, já que todos precisam dele. Minha teoria é que os quarentões que saem a caça das menininhas são só o resultado do confuso desejo desse amor inocente. O primeiro amor é o que fica não só por ser o primeiro, mas por que geralmente nasce com cheiro de vergonha, pudor, preocupação. As mãos suam, as orelhas ficam vermelhas e logo a vermelhidão vai para a cara toda. Os mais clarinhos sempre se dão mal nesse história.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;   Digo até que primeiro amor não tem que dar certo, basta que seja inocente. Não importa a idade em que o primeiro amor chegue, pois a inocência não se perde com os anos, mas sim com os amores que vem e vão. Estou falando do amor que não cabe em rígidas demarcações e conceitos; falo do amor que a gente toma por paixão e surge num olhar perdido e súbito. É o amor mais gostoso, por que nele só cabe a vontade pura e sem maldade. Dane-se a coerência, dane-se o sentido.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;   Não acho que amor tem que ser explicado, e a tendência de algum leitor perguntar 'mas afinal, o que é amor inocente?' só revela a falta que ele faz. Ele existe em relações que se concretizam, mas a concretude não é requisito; o amor inocente existe no beijo, mas existe muito mais no ruborizar; ele pode existir em adultos, mas insistimos em infantiliza-lo. Ele paira no ar pedindo para ser relembrado, mas que estúpidos somos nós em descarta-lo tão logo quanto podemos.    &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;   Há quem consiga prolongar esse tipo de amor até uma certa fase da vida, mas a duras penas. Talvez nossos pais e avós tenham conseguido extender isso por mais tempo, mas nós, alvos da mídia promíscua que nos dá namoro, casamento e divórcio, tudo na TV e no mesmo programa, estamos cada vez mais sendo convencidos a largar de canto o amor inocente.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;   Acho que o amor burocratizou e disso perdeu-se a inocência. Ninguém acredita mais nele senão houver coisas palpáveis ou factíveis. É todo um processo, longo e desgastante, até que o amor possa ser citado. Quero de volta o amor que surge do inexplicável, que não requer histórico nem prognósticos. Por isso defendo amor a primeira vista e até o amor virtual; creio serem os últimos redutos do amor inocente.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;   Dá dó desses garotos de hoje em dia. Na verdade sempre foram assim, mas acho que tá ficando pior. São todos vítimas da queda do amor inocente. Talvez sejam também as garotas, afinal, se até minha mãe fala do bumbum dos atores, o que dirão as garotas de hoje em dia. Dá medo. Mas são todos uns coitados, dignos de pena. Nunca sentirão o prazer de sentir a euforia que só o amor inocente proporciona quando se pega na mão da pessoa querida; hoje querem pegar logo tudo de uma vez, só para se gabar.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ah, não queria ser saudoso ou nostálgico de tempos passados; nem parecer com esses hippies bobões que substancializam demais o amor. Mas que falta do amor inocente. A racionalidade nos toma, queremos experimentar tudo, nos deixamos influenciar por todos. Quando vê se foram as séries da escola e agora... tudo é instrumentalizado demais, chato demais. Ama-se não mais para você, e sim para os outros. O amor inocente talvez deva ser perdido para que possamos crescer e encarar melhor o mundo sem amor aí fora, mas que pena que dá ao vê-lo perdido em tão jovens casais.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;     &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;    &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7530640587583466305?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7530640587583466305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7530640587583466305' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7530640587583466305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7530640587583466305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/um-amor-inocente-por-favor.html' title='Um amor inocente, por favor'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SGW7l0WDR8I/AAAAAAAAABQ/s6vB_CPOHsM/s72-c/maos+dadas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3602898011361915759</id><published>2008-06-19T01:44:00.004-03:00</published><updated>2008-06-19T08:27:56.180-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>E o Verbo se fez Carne</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;E a carne devolveu a regência ao Verbo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213449522779247650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SFnkuAuv1CI/AAAAAAAAAHQ/5x_ttnpMTII/s320/hvmn.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;onvencionou qualquer coisa de inteligível, aprendeu a grafar, passou a viver em comunidades fixas, aprendeu a domesticar animais e a plantar seu pão e a dividi-lo e a explicar a natureza através de mitos. Terceirizou-se.&lt;br /&gt;Ridicularizou o mítico, questionou a si mesmo, perguntou do mundo, pôs em cheque o visível, adivinhou o invisível, duvidou da existência, deu o Causal ao Altíssimo. Terceirizou-se.&lt;br /&gt;Cantou aos céus, deitou-se às bússolas e astrolábios, imprimiu o sagrado com sangue, romanceou o opaco, rogou insurreições, ignorou verdades, incendiou as virtudes, dizimou espécies, reinventou a roda em anti-horário, quadriculou o Supremo, abraçou morais estranhas, crucificou oferendas. Terceirizou-se.&lt;br /&gt;Gozou com o rígido, confeccionou nova ordem, entregou-se ao progresso, escreveu e leu e rezou e marchou em línguas tantas, manufaturou quitutes, desconheceu a ponta do nó, suou a vida e a morte, expurgou natos nus, ajoelhou em terras improdutivas, ordenhou enteléquias frias, robotizou a argila, postulou seus complexos, lutou pelo terço do dia, fugiu de casa a foguete, militou pela inveja, elegeu conjunturas, compreendeu-se só, arquivou o homem auto-suficiente. Terceirizou-se.&lt;br /&gt;Esqueceu a função, competiu com a sombra, não viu Marte ao olho-nu, engarrafou o escapismo, quixoteou a ética, culpou o gem, enovelou o linear, casou com a virgem dos olhos de vidro, trapaceou o espelho, comprovou renda para adquirir liberdade sem limite disponível, indicou um psicotrópico, julgou-se máquina-bicho, injetou no ramo sintético. Terceirizou-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3602898011361915759?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3602898011361915759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3602898011361915759' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3602898011361915759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3602898011361915759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/e-o-verbo-se-fez-carne.html' title='E o Verbo se fez Carne'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SFnkuAuv1CI/AAAAAAAAAHQ/5x_ttnpMTII/s72-c/hvmn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-210108169939190015</id><published>2008-06-13T12:29:00.002-03:00</published><updated>2008-06-13T12:32:29.910-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>O Espírito Esportivo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;        Os presentes na sala não poderiam estar mais assustados. O único que mantinha a calma (ou a pose) era o padre, que estava há quase três horas tentando realizar o exorcismo. A possessa gritava com uma voz quase duas oitavas mais grave que a de um homem comum, e os tios e o pai que a seguravam quase não agüentavam. Na sala estava ainda a mãe da moça que disparava ave-marias e pai-nossos quase que mecanicamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;De repente o padre parou com as falas rituais e olhou para a mãe com um olhar de quem descobre a solução para um problema que o incomoda há tempos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Para expulsar o demônio preciso saber quem ele é, conte-me como começaram as possessões!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;- Ela começou a passar mal sempre que assistíamos jogos de futebol no final do ano passado – a resposta estava na ponta da língua da mãe, que acompanhava a filha dia após dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Campeonato Brasileiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- É.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Vocês têm tv a cabo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Não - respondeu a mãe sem entender a relevância daquilo, mas continuou – aqui só pega a globo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Aham. Então eram jogos do Corinthians.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nesse momento a menina/demônio ficou quieta e procurava com os olhos alguma coisa. O padre chamou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Demônio Corinthians?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O demônio virou a cabeça para o padre (numa volta de 360 graus só pra assustar o povo e mostrar que aquilo não era exclusividade de Hollywood), olhou com um sorriso inocente de bêbado que acha o caminho de casa e falou num tom calmo e sereno, reiterado pela voz grave:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Pois não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- O que vossa demonecência quer no corpo desta menininha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Pera lá – falou como se defendendo de uma acusação implícita- não é nada do que vocês estão pensando, eu só quero saber como vai o timão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todos os presentes na sala fizeram um “vixi” sabendo que a situação pioraria quando ele soubesse da campanha do Corinthians. O padre só pode ser sincero:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- O Corinthians está na segundona...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aqui a fala foi interrompida por um terrível grito de dor do orgulho do capetinha, um grito tão forte que quebraria os vidros da casa, caso a mãe já não tivesse os quebrado no mês anterior num distúrbio hormonal comum na menopausa. O padre continuou aos berros:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- E perdeu a copa do Brasil pro Sport!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Ah, não acredito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- É meu caro –respondeu o padre- existem muito mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe sua vã filosofia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Só – concordou a besta com um linguajar descolado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Mas que mal lhe pergunte, por quê você escolheu essa garotinha para possuir e conseguir informações do Corinthians?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Na verdade eu não escolhi – começou o diabinho tomando a xícara de café que estava no bidê nas mãos e reclinando-se preparando para narrar uma longa história- Como sabia que a Globo só transmitia jogos do timão fui para a central deles, mas fui capturado pelas ondas televisivas e quando vi estava aqui no meio do nada. De repente ouvi o Galvão gritando e fui correndo ver quanto estava o jogo, mas tropecei naquela tábua solta ali ó – apontou para a tábua em questão – e cai no corpo dela. E vou te dizer hein, é uma zona ali dentro, não dá pra entender nada, só pensando em meninos, roupas, opinião das amigas, auto-estima baixa...&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Sei, entendo as mulheres –afirmou o padre, o que fez com que todos lhe olhassem de forma estranha e mais tarde perdesse a batina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Enfim não conseguia ver o jogo, aí comecei a gritar feio doido. Será que o senhor pode me tirar daqui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Posso sim, mas devido a todo trabalho que você me deu vai com um castigo junto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Pega leve aí tio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Vá de retro satanás!&lt;/p&gt;-----------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a sugestão de título à companheira Aline.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-210108169939190015?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/210108169939190015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=210108169939190015' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/210108169939190015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/210108169939190015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/o-esprito-esportivo.html' title='O Espírito Esportivo'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7248965223245451832</id><published>2008-06-11T23:49:00.003-03:00</published><updated>2008-06-11T23:55:25.436-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>O lápis quer ser caneta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SFCP6fHcEhI/AAAAAAAAABA/jmqtLlXku_U/s1600-h/lapis2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SFCP6fHcEhI/AAAAAAAAABA/jmqtLlXku_U/s320/lapis2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210823003815547410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   O lápis queria, do fundo de seu grafite, ser uma caneta. Cansara-se de tanto escrever, rabiscar, riscar, para que depois viesse a implacável borracha e lhe apagasse. Queria que todas suas anotações fossem tidas como sérias e que uma vez escritas, nunca seriam reformuladas. Nem borradas!  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Toda vez que se colocava de lado para que a caneta, toda prepotente, fizesse uma rubrica ou passasse a limpo tudo o que ele, o lápis, tinha feito, sentia-se nada mais do que isso: uma coisa que ao tornar-se inapagável teria de abandonar sua escrita original. Não tinha outro jeito, o lápis tinha que se tornar caneta.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Estava saturado de gastar seu grafite em poemas apaixonados e fórmulas exatas. Todas as palavras que tinha delineado para dar forma literária ao amor só tinham validade quando caneta passava-lhe sobre. Tudo o que conseguia calcular precisamente, de nada valia se não fosse em azul ou preto; o cinza, perecível a borracha, de nada valia. Quando retirava-se para dormir em seu modesto penal de colegial, perguntava-se por que de tamanha má sorte, por que de ter sido fabricado como um lápis e não como uma caneta.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Não gostava de escrever isso, mas sentia inveja da caneta; ela estava sempre pronta para o que desse e viesse, vivia mais, servia mais, vendia mais, era forte em várias superfícies e mais forte que o lápis justamente nas superfícies na qual eram sua especialidade. Um caderno em branco sempre daria mais notoriedade para uma caneta; até o sistema favorecia a caneta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   E não era só isso. Olhar-se num espelho perdido na mochila era sentir ainda mais inútil por ser um lápis; não vivia sem um apontador por perto, e quando estava sendo utilizado por uma das mãos, a outra sempre segurava uma borracha. Uma condição de existência estressante, além do que, a caneta vive muito bem sem qualquer apontador, ela é independente e inapagável. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   A pior crise que o lápis teve, e que foi também a primeira vez que quis ser uma caneta, foi quando sobre uma folha em branco, a serviço de um apaixonado errante, escreveu numa linha coisas sobre o amor, a paixão, o futuro brilhante e a felicidade prometida, mas um ou dois dias depois, escreveram por cima dele com caneta, sem dó nem piedade, coisas sobre ódio, desilusão, passado frustrante e uma infelicidade constante. Só depois lhe apagaram e lá ficou, forte como sempre, as letras da caneta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Por fim, o lápis cansara-se de seu ser-objeto. No fim daquele bimestre, quando chegara o seu fim e não lhe restavam mais do que alguns poucos centímetros de vida, olhou para todas as páginas que escrevera e que foram viradas displicentemente. O que seriam de todos seus verbos passados? Estava esgotado e sem ânimo para mais nada, estava para perder a ponta.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Como ultimo ato, quis fazer as pazes com a borracha. Falou-lhe de seus dramas existenciais, e a borracha, flexível como sempre, pediu desculpas sinceras e, tentando confortar o lápis, disse-lhe que deveria estar feliz por que de tudo o que fazia, pelo menos algo era visível -ou poderia ser-, ao contrario da borracha que só fazia apagar e nunca teria notoriedade nenhuma, nunca deixaria algo 'escrito' no caderno.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Ficou pensativo. Resolveu falar com o seu próprio coveiro, o apontador. Explicou-lhe dos seus problemas e queixou-se da condição de lápis. O apontador, frio em seu misto de plastico e lâmina, só disse que o lápis era um bobo, pois todos sabiam que se queixava de boca cheia; quem era aquele que dava os primeiros passos para a construção final, mesmo que ela fosse feita pela caneta? O lápis! O apontador finalizou dizendo que ele sim tinha motivos mais verdadeiros para se queixar, pois tudo o que fazia era uma pequena participação, e rara, em qualquer texto que fosse.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;  O lápis ficou confuso com o que ouvira, mas ainda estava certo de sua condição. Se a borracha era triste por não deixar nada escrito, o lápis achou-se mais triste por que tudo o que deixaria escrito um dia se apagaria ou seria ofuscado por uma caneta. Se o apontador achava-se triste por deixar uma pequena atuação na obra geral, o lápis sabia que sua participação seria sempre o meio termo, o chove não molha, o escreve e apaga.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;   Não adiantava, o lápis cansara-se de seu grafite e de sua sempre cinzenta presença. Antes de seguir para seus centímetros finais, imaginou por aulas inteiras realizando uma escrita colorida, inapagável, última, essencialmente com o pé na eternidade e fugindo da triste história de tudo que é efêmero perante uma borracha.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7248965223245451832?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7248965223245451832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7248965223245451832' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7248965223245451832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7248965223245451832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/o-lpis-quer-ser-caneta.html' title='O lápis quer ser caneta.'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SFCP6fHcEhI/AAAAAAAAABA/jmqtLlXku_U/s72-c/lapis2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8964842798022093767</id><published>2008-06-08T22:12:00.004-03:00</published><updated>2008-06-08T22:21:53.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SEyEXHGUCpI/AAAAAAAAAGQ/TfIcsiMLMas/s1600-h/mala+dinheiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209684401538206354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" height="227" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SEyEXHGUCpI/AAAAAAAAAGQ/TfIcsiMLMas/s320/mala+dinheiro.jpg" width="195" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ozes alteradas. Polêmica em frente à televisão:&lt;br /&gt;- Se eu achasse uma mala com dinheiro, eu só devolveria se soubesse quem foi que perdeu. Ou se tivesse medo que o dinheiro fosse sujo, de máfia, essas coisas. Se não, não. Vou dar pra polícia? Nunca!&lt;br /&gt;- Ah, eu só devolveria se tivesse algum grau de afinidade com a pessoa.&lt;br /&gt;- Ah, não. Se eu soubesse quem é o dono, mesmo que não tivesse afinidade, devolveria.&lt;br /&gt;- Eu não. Quem me garante que se eu perdesse meu dinheiro alguém me devolveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Leitores amigos [arrisco serem amigos porque apenas esses aturariam esses o blogue], paira acima o espectro do pensamento mais obtuso que ronda o novo e o velho mundo: o pensamento egoísta.&lt;br /&gt;A primeira criatura, receando que a polícia fizesse apropriação indevida do dinheiro alheio, resolve fazê-lo ela mesma. A segunda criatura não faz aos demais aquilo que espera para si mesma.&lt;br /&gt;O diálogo dinheirista explicita as diferentes éticas professadas por diferentes pessoas. Na certa o mesmo ocorre com os leitores amigos e suas motivações. Por isso, vou chamá-los a duas reflexões: a subjetiva e a objetiva – embora eu creia que são faces complementares.&lt;br /&gt;A ordem subjetiva de que falo é aquela análise psicológica movida pela abstração empática e fraterna comumente condicionada por valores religiosos que recaem na ética do trabalho. Ora, os recursos materiais são conseqüência de merecimento e são dados ao homem para fazer uso responsável e conseqüente, para si e para outrem. Não é sensato crer que malas de dinheiro caem do céu. Se se acha uma mala, antes de pensarmos na necessidade a ser suprida ou nas condições em que ela caiu em nosso colo [que na certa nos parecerão mágicas o suficiente para legitimar nossa sanha mercantil], precisa-se pensar que ela não é nossa. Simples: não é meu, não pego. Se pegar, devolvo. Se não tiver pra quem devolver, vai pra Polícia. Porque a verdadeira paixão cristã, tomando-a por exemplo, é renunciante. Assim imagino o Thiago.&lt;br /&gt;E se alguém quiser doar o dinheiro pra instituições de caridade, oferecê-lo a pessoas amigas, deixar um agrado para a mulher do pão, fazer filantropia de toda sorte, contemplar o porteiro, presentear qualquer pessoa sorridente da rua, complicar a declaração de imposto de renda de algumas dúzias de pessoas, conhecidas ou não? Não, não sou tão ranzinza: é claro que não esqueço dos libertos! E é para eles que abro esse parágrafo especial. Aquele que consegue registrar coelhos fofinhos no céu e espeta morangos nos dedos para comê-los em fila podem dar o fabuloso destino descrito acima ao dinheiro sem preocupações com a legitimidade. Seria altruísta o suficiente para receber aval do Todo Poderoso e estaria de acordo com a perspectiva objetiva.&lt;br /&gt;Por sua vez, essa perspectiva objetiva vem a ser uma análise social conduzida pela razão do sujeito histórico – a imanência pode ser suficientemente moral. Aqui imagino o César. Basta recriarmos uma tipologização dicotomizada entre a extrema solidariedade e entre o extremo egoísmo [algo como Durkheim ou os conceitos de apolíneo e dionisíaco]: a sociedade apolínea ou a mais solidária e coesa na certa são mais sustentáveis. Basta essa premissa para que tenhamos uma moral mais reta, mesmo que a consciência não remeta a nada mais transcendente.&lt;br /&gt;No entanto, não é necessária qualquer forma de pensamento mais elaborado. A ética cristã está difusa no senso comum e determina com segurança a não apropriação da propriedade alheia. Não faça ao próximo aquilo que não quer que lhe seja feito, recomenda.&lt;br /&gt;Assim, com largo espaço para as diferentes motivações que orientam os leitores amigos, é possível concluir que deixar malas com dinheiro perto do César ou do Thiago provavelmente seja mais seguro que guardar o dinheiro na cueca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8964842798022093767?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8964842798022093767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8964842798022093767' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8964842798022093767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8964842798022093767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/eu-mato-eu-mato-quem-roubou-minha-cueca.html' title='Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SEyEXHGUCpI/AAAAAAAAAGQ/TfIcsiMLMas/s72-c/mala+dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-721024653334609441</id><published>2008-06-06T22:46:00.000-03:00</published><updated>2008-06-06T23:13:34.561-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Tua vez de postar um texto Thiago!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tua vez de postar um texto Thiago! O blog está às moscas! - Ordenavam os companheiros idealizadores deste espaço e alguns dos poucos leitores assíduos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que dizer? Indagava a mim mesmo, este era inicialmente para ser um espaço para tratar comicamente sobre o cotidiano, ou melhor, o cocotidiano, mas o que dizer quando as preocupações do meu ser excedem tanto os limites da normalidade que certamente transparecerão em qualquer coisa que eu escreva, afastando assim o caráter cômico? A única solução que encontrei foi agir feito uma dessas adolescentes que tem blog e escrevem sobre sua vida pessoal, portanto esforçar-me-ei em tal tarefa, e caso mal sucedida pelo menos o blog não está bombando de leitores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pra dizer a verdade minha vida nunca esteve melhor, estou feliz pra caramba, mas como então consigo fazer uma introdução tão psico-patologizante? Não sei, e é isso que me aflige. O problema é simples: crise de adolescência tardia. Fiz vinte anos recentemente e não faço a menor idéia de para onde minha vida está indo. Músico frustrado, poeta ainda pior, sociólogo que não agüenta mais ler e estagiário não remunerado. Precisa dizer mais alguma coisa? Precisa, eu preciso. Preciso dizer ao mundo que não quero ser mais um, não quero continuar perdendo o mundo por estar me preocupando em entrar em alguma lógica sistêmica. Não quero ser normal e ponto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Então esses dias eu vivi um momento mágico! Em baixo de uma linda arvore, num lindo bosque atrás de um lindo museu, troquei juras de amor eterno com a mais linda dentre todas as moças e só de pensar nesse momento percebo que não preciso me preocupar. Não é o fato de ter que trabalhar ou não que me impedia de ser feliz, mas simplesmente o fato de eu não ter conhecido o amor. Agora tudo mudou, comecei escrevendo este texto preocupado demais, por várias coisas que acontecem na vida, mas a vida é assim. Momentos vem e vão, mas amar alguém, de modo tão profundo que faz todas as outras coisas perderem o sentido é o que faz valer a pena. Nem tenho mais certeza do que estou escrevendo, minha cabeça está nas nuvens e devo minhas desculpas aos leitores que se aventuraram a ler este pequeno surto de subjetividade de um sociólogo medíocre. Mas aconselho a todos, se alguém depois de ler um texto desses ainda confiar em mim, a buscar o amor porque ele é a única coisa que faz sentido sem fazer sentido, sem ter lógica. Não é simplesmente amar o amor, mas amar tanto uma pessoa ao ponto de poder dizer que ela é maior que o próprio amor. Ou sei lá, vocês entenderão quando viverem isso!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-721024653334609441?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/721024653334609441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=721024653334609441' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/721024653334609441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/721024653334609441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/06/tua-vez-de-postar-um-texto-thiago.html' title='Tua vez de postar um texto Thiago!'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8121110990544781293</id><published>2008-05-30T14:48:00.006-03:00</published><updated>2008-05-30T15:12:16.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Cocotidiano Hipócrita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SEBAC8ShZ5I/AAAAAAAAAA4/cUpvjAavVH8/s1600-h/arton1322106d43sx7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SEBAC8ShZ5I/AAAAAAAAAA4/cUpvjAavVH8/s320/arton1322106d43sx7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206231588528023442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-size:85%;" &gt;Um pequeno manifesto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Era uma aula sobre essa coisinha chamada cultura cívica, que quando os europeus colonizadores e imigrantes vieram para cá, esqueceram de trazer. O lance principal da aula, tirando as histórias sempre engraçadas da única professora de nível superior a usar all star, era colocar em choque o interesse pessoal contra o interesse coletivo. Se todos sabemos que o melhor seria agirmos em conjunto para evitarmos um punhado de problemas, por que só nos preocupamos em tirar o nosso da reta? Mais ou menos isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;O exemplo que a professora deu foi o tal do dilema do prisioneiro: dois presos cúmplices estão incomunicáveis; se um sacanear o outro e resolver dedurar, este se livra da pena quando aponta seu cumplice como culpado; mas se este ficar em silêncio e aquele outro dedurar, vai receber uma pena pesada pois foi dedurado; e se os dois ficarem em silêncio, ambos recebem uma pena leve pois ninguém dedou ninguém. “E aí, o que vocês fazem?” pergunta a professora. Me pareceu aquele tipo de situação que a gente vive pelo menos uma vez na escola – você e um colega meliante sob o carcere da diretora -  ou então em casa – você e seu irmão sob o carcere paterno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Depois de algum silêncio a professora explica que a moral da história é que confiança é uma via de mão dupla: você tem que confiar no outro e saber que o outro confia em ti para fazer a escolha mais proveitosa para ambos. Pena que meus colegas da oitava série não tiveram essa aula e não hesitaram em apontar quem iniciou a grande segunda guerra com tubos de caneta bic e papel mastigado, bem no meio da aula de geografia - ninguém valoriza um espírito guerreiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Enfim, toda a aula passava meio que em branco – uma sensação típica do curso – pois eram coisas um tanto vagas e idealizadas, e isso ficou mais forte quando surgiu o tema da reciprocidade: dar sabendo que vai receber. Há quem dê e acabe não recebendo nada de volta, e isso em vários sentidos – é o que dizem mas me isento de testemunhar qualquer prática pessoal sobre isso. Enquanto tentava entender o assunto, surge o burburinho na carteira atrás de mim e que eu teria ignorado se não fosse a carteira do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bon vivant&lt;/span&gt; desse blog, a saber, Thiago:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- O  que você acha disso, Marechal?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;- &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Do  que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Da  reciprocidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- Se  eu acho que é viável? Claro que é, e... - ia  continuar seu pensamento em uma breve digressão séria  sobre o assunto, mas é interrompido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- Me  dá 20 centavos então.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- Hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- 20  centavos para o RU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Diante do silêncio desconsertado do Marechal, e da posterior enrolação até emprestar os 20  centavos, entendi melhor o problema da reciprocidade na prática. Dar e receber é complicado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Mas algo ainda pairava no ar, pedindo para ser explicado também na prática. A aula acabara e, tirando o pequeno episódio dos 20 centavos, só tinha sobrado teoria pura e vazia. Mas eis que a chamada começa, e logo a tensão típica de uma ultima aula de sexta-feira começa: conversas altas, risadas, arrastar de carteiras, fechar de zíperes. Ninguém podia conter-se para responder a chamada e ir embora, contudo ninguém podia ouvir seu nome sendo chamado. Quem respondia um 'presente!', bem gritado por sinal, se ainda não estava conversando começava a conversar e contribuía para a poluição sonora; como ouvir seu nome em meio a tanto barulho? Alguns alunos ainda faziam um 'shhhh' na esperança de que o silêncio fosse reestabelecido e a chamada feita com paz e ordem. Mas tudo em vão. Aqueles que respondiam a chamada já não tinham mais compromisso moral algum; o de letra A estava cagando e andando para o de letra V e desatava a dificultar a chamada. Foi aí que entendi na prática o que é a falta de cultura cívica, o que é você tirar somente o seu da reta e não ligar para mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;     &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Ninguém podia suprimir sua vontade individual, expressa no conversar típico de colegiais eufóricos, para o bem coletivo, expresso na chamada. Mas ainda bem que são só universitários e que eles serão somente a futura classe a ocupar postos que exigem uma certa carga de conhecimentos científicos e morais. Bem, pelo menos não sou o único a não aprender muito bem o que se passa na faculdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;      &lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Para finalizar, nada melhor do que, mais uma vez, a piada de fundo político feito pela nossa querida e simpática – também ligada na moda dos all stars- professora de política:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;- Se  na Alemanha uma pessoa cai em um buraco, ninguém faz nada,  afinal, lá existe um Estado forte que vai ajudar a pessoa e  tomar todas as providências necessárias para quem caiu  no buraco. Se nos EUA (sempre eles) alguém cair no buraco,  logo forma-se um grupo de pessoas, todas fazendo de tudo para tirar  essa pessoa do buraco e tomar as medidas necessárias; uma  Sociedade toda ajudando um membro seu. Já no Brasil, se  alguém cai no buraco, ninguém faz nada pois sabe que  aqui não tem Estado nem Sociedade para ajudar, ou seja, não  precisa fazer nada por que sabe que ninguém vai fazer mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS,sans-serif;"&gt;Acho que isso finaliza bem o texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8121110990544781293?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8121110990544781293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8121110990544781293' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8121110990544781293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8121110990544781293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/cocotidiano-hipcrita.html' title='Cocotidiano Hipócrita'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SEBAC8ShZ5I/AAAAAAAAAA4/cUpvjAavVH8/s72-c/arton1322106d43sx7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4143107462050281909</id><published>2008-05-28T22:49:00.000-03:00</published><updated>2008-05-28T22:50:41.562-03:00</updated><title type='text'>Pássaros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pássaros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre gostei de observar animais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Principalmente os humanos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o mais interessante &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A comparação que estes fazem com o resto da bicharada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tomemos o pássaro por exemplo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos que se comparam com ele&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dizem querer ter asas pra voar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas eu nunca consegui deixar de pensar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que se eu fosse um pássaro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Além da asa muito mais determinante&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria a cloaca&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Thiago Elias&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4143107462050281909?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4143107462050281909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4143107462050281909' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4143107462050281909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4143107462050281909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/pssaros.html' title='Pássaros'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-8240135873468503162</id><published>2008-05-24T22:16:00.004-03:00</published><updated>2008-05-24T22:26:35.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Aos amigos de Comores</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;"&gt;Em especial àqueles que são humanos e o demonstram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;onhece Comores?&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204119844983252690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDi_bSjJptI/AAAAAAAAAE4/P1D1oYDpCss/s320/mapa014Comores.jpg" border="0" /&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Comores é um discreto arquipélago ao sudeste do continente africano. Lá pelos idos de mil trezentos e bala Zequinha foi ocupada pelos árabes, o que determinou sua formação cultural e religiosa. No Século XVI, portugueses invadiram as ilhas – que ficam a caminho das Índias –, promoveram saques e destruíram a economia local. Desde então esteve sob domínio árabe e francês, até a proclamação da república. Uma das ilhas ainda se encontra sob domínio francês. As demais contam com sistema presidencialista – vitalício, praticamente. Além da instabilidade política, os comorenses sofrem com analfabetismo, desnutrição infantil, entre outros problemas.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, 24 de maio de 2008, comemora-se 30 anos da proclamação da República Islâmica de Comores.&lt;br /&gt;E daí? Aí que está: daí que Comores somos nós e nossos badulaques, atabaques, luso-saques. Somos nós mesmos, senão por ofertarmos meia dúzia de itens específicos da lista de mercado da Coroa: ouro pro mês, uns troncos de pau-brasil, oportunidade territorial ímpar, um punhado de prata; e não esquecer daquela promoção barata de mão-de-obra.&lt;br /&gt;E daí que pouco importa se eram muçulmanos, se eram cristãos, se não eram nada disso – aliás, hoje, o cristianismo é proibido em Comores. Pouco importa se eram vermelhos, pretos ou amarelos, antes dos sucessivos estupros pálidos. Pouco importa se caçavam, pescavam e colhiam desbravando o seu quintal cuidado pelos deuses ou se comiam à sorte da rede e de Alá. Pouco importa se éramos nós, se foi o nosso sangue que caiu, qual bandeira flamejava orgulhosa. Era gente, de carne, osso e um pouco mais, que conheceu a mais covarde selvageria. Criaturas vivas na rota da civilização que em um dia perdido foram o meio justificado pelo fim estrangeiro. Seres íntegros sucumbindo perante titãs com porretes de ferro. Pessoas, agentes transcendentes, atores históricos sentindo a essência da carne dilacerada por risos, urros, guinchos superficiais e ininteligíveis. Existências apagadas por monstros humanóides, viajantes em ilhas móveis empurradas por pano imensamente desenhado com cruzes púrpuras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDi_uCjJpuI/AAAAAAAAAFA/fI4fYU856mk/s1600-h/Comores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204120167105799906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDi_uCjJpuI/AAAAAAAAAFA/fI4fYU856mk/s320/Comores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É evidente que a proclamação da república por si só em nada representa a libertação do povo comorense. Nós mesmos continuamos cerceados, subjulgados, espremidos entre dedos nortistas apontados em riste para nós. Seria ingênuo se felicitar e esperar reformas radicais a partir disso. Entretanto, a História nos prova seguidamente que as mudanças são graduais, que bem-estar social não se baixa por decreto – tampouco por revolução*. O processo de uma efetiva independência se constrói pouco a pouco, antes ao tempo do lápis [e da borracha] que ao tempo da caneta.&lt;br /&gt;Os votos que faço a Comores no trigésimo são os mesmos que faço a nós. Que são os mesmos que faço aos estadunidenses, errantes conscientes; aos franceses, que teimam na gafe; aos portugueses, que nada são além do século XVIII; aos cubanos, que erram ineditamente; aos chineses, que prometem errar. E que são os mesmos que faço aos muçulmanos, que já são a maioria de errantes; aos cristãos, errantes seculares; às boas e más pessoas, ainda errantes.&lt;br /&gt;Navegar é preciso. Ser empático também é preciso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Dedico a presente nota à Aline: ambos questionamos a&lt;br /&gt;educação que forma médicos em pencas mas não permitiria que eu publicasse esse&lt;br /&gt;mesmo texto por a internete não ser liberada para domicílios.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-8240135873468503162?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/8240135873468503162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=8240135873468503162' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8240135873468503162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/8240135873468503162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/aos-amigos-de-comores.html' title='Aos amigos de Comores'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDi_bSjJptI/AAAAAAAAAE4/P1D1oYDpCss/s72-c/mapa014Comores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-4373408384707688482</id><published>2008-05-22T22:40:00.002-03:00</published><updated>2008-05-22T22:44:43.068-03:00</updated><title type='text'>Corpus Christi – O Feriado (22 de maio - este ano)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;        Em qualquer outra quinta feira normal eu estaria preocupado, afinal não tem choro, nem vela, nem fita amarela escrita com o nome dela&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(1)&lt;/span&gt;, amanhã é &lt;span style=""&gt;imprescindivelmente&lt;/span&gt; sexta-feira. Mas hoje, 22 de maio do ano do nosso Senhor 2008 dediquei-me ao ócio e a arte da sociabilidade via MSN o dia inteiro, e como estamos no Brasil, chego à noite sem preocupações porque nenhum professor universitário ousaria não emendar o feriado. Nestas incursões cibernéticas fui indagado sobre o significado deste feriado, não pude responder, devido obviamente a minha ignorância (que, diga-se de passagem, só faz aumentar). O fato muito estarreceu quem me perguntava pois ele bem sabe que sou cristão assíduo, em seguida fiquei com vergonha por ser cristão e não saber o que significa um feriado que tem Christi no nome.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Por isso aqui estou fazendo uma análise deste feriado. Recorri obviamente ao instrumento de pesquisa de todo o adolescente de hoje em dia uma enciclopédia virtual que tomarei o cuidado de não citar por questões autorais (afinal uma mega empresa poderia acabar com este pequeno espaço subversivo e subjetivo a ponto de me deixar sem calças até a segunda geração, ou segunda ordem). Enfim aprendi que a data de Corpus Christi é uma festa que deve ocorrer necessariamente na quinta-feira após a festa da Trindade, que por sua vez ocorre no domingo seguinte à festa de pentecostes. Antes que o leitor ache que o mês de maio é algum tipo de férias coletivas do pessoal lá de cima devido ao número de festas, onde provavelmente não se trabalha com tanta assiduidade como nos outros dias, repare que as festas instituídas pelos homens ( A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264) coincidentemente não caíram em nenhum domingo, como aconteceu com a data de pentecostes que ocorreu quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus, e portanto foi dada por uma vontade superior. Este é o meu primeiro ponto, quando deixam os homens fazerem os feriados eles fazem num dia que possam emendar a folga no dia seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Certo, o que significa esta celebração mesmo? A data foi instituída, segundo as minhas fontes (ou a minha fonte), pois a igreja católica sentiu a necessidade de reiterar a presença real e substancial de Cristo na eucaristia. Eucarie..o quê...? Eucaristia, segundo a igreja católica durante a Santa Ceia (ato de comer o pão e beber o vinho assim como fez Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na sua última refeição, para lembrar do seu corpo partido por nós e por seu sangue derramado para o perdão dos nossos pecados) o pão transforma-se no corpo de Cristo e o vinho em seu sangue através do milagre da Transubstanciação. Aí percebo porque eu desconhecia esta data, os protestantes (ou evangélicos) crêem que a Santa Ceia é apenas um ato simbólico, portanto para lembrar do sacrifício de Cristo, como professo esta fé não faria sentido celebrar a presença substancial de Cristo na Eucaristia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Obviamente não travarei nenhum embate teológico neste blog, só espero que este “testículo”&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(2)&lt;/span&gt; seja útil para mostrar aos leitores o que significa este feriado, em que provavelmente pouca gente sequer parou para pensar em Deus, ou em Jesus ou mesmo para refletir na própria vida, e tudo o que fizeram foi dar graças (a Deus ou não) por não precisar ir ao trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(1)- Velho deitado, digo, velho ditado muito útil e belo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(2)- Diminutivo de texto, na falta de algum melhor.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-4373408384707688482?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/4373408384707688482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=4373408384707688482' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4373408384707688482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/4373408384707688482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/corpus-christi-o-feriado-22-de-maio.html' title='Corpus Christi – O Feriado (22 de maio - este ano)'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-439033139800142094</id><published>2008-05-21T08:09:00.006-03:00</published><updated>2008-05-22T20:35:21.557-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><title type='text'>Análise do vestuário da professora feminista</title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Etnografia empático-crítico-hermenêutica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Propondo-me a fazer uma análise de ocasião [resolvi neste momento por ímpeto intuitivo fazer ciência e não tomar café], lancei-me a campo como quem entra em uma sala de aula estranha – pois foi justamente o que fiz, sob o olhar legítimo ainda que enfadonho da transcrição etnográfica comentada.&lt;br /&gt;O ambiente me foi receptivo. Adentrei entre os presentes sem nenhum tipo de olhar de estranhamento etnocêntrico. Mais tarde vim a saber que isso se deu por não ser uma aula de antropologia.&lt;br /&gt;Já sentado, fiz cara de nativo e, sob essa máscara, soube que se tratava de uma aula de sociologia &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;feminista&lt;/span&gt;. Não percebi, entretanto, qual sociologia deveria estar sendo discutida de acordo com o cronograma curricular. Ignoro este elemento e atenho-me àquele, empírico. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDQErTtGiiI/AAAAAAAAAEI/UKobdl5cqpQ/s1600-h/prof.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202788611590097442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDQErTtGiiI/AAAAAAAAAEI/UKobdl5cqpQ/s320/prof.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tendo em mãos diversos elementos de compreensão [já sabia então do que se tratava, por que eu caí ali, quem participava da panfletagem e, obviamente, conhecia as referências temporais e espaciais], faltava-me ainda um elo, um tema de diálogo. Faltava-me o como.&lt;br /&gt;Não saberia o leitor o quão tenaz foi minha busca introspectiva no sentido de compreender empaticamente as motivações residentes na práxis cocotidiana, lar-doce-lar do objeto feminista. E, não tendo eu &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;sociological blues&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; suficiente para dar conta do simbólico, fixo-me na estética, que acaba por responder meus questionamentos mais hermenêuticos. Assim, cri na análise do vestuário para objeto destas linhas carcomidas por preconceitos de gênero conscientes.&lt;br /&gt;Em se tratando a aula de um processo ritual, ainda que cocotidiano, para melhor compreendê-lo eu opto por um agente envolvido. Escolhi a professora por ser quem dá o tom da ritualística, por determinar seu clímax [dando o ritual por encerrado], quem está em pé – o que evidencia o objeto cosmético: ela –, além de contar com um irritante sotaque estadunidense que na certa merece um castigo como esse.&lt;br /&gt;A professora está – começando pela cabeça, como sugere o intercurso antifeminista – com um óculos preto, discreto, quase charmoso. O pescoço está desnudo, mas não observei estranhamento dos presentes. Ela usa [pasmem!] uma camisa &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;rosa&lt;/span&gt; e uma jaqueta &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vermelha&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;o que não combina nem aqui nem na China. Nem nos esteites.¹&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Dando seqüência à nossa discussão superficial e linear-vertical da vestuarística, tenho o pesar em dizer que sobre isso vai ainda um casaco preto: a moldura infame do conjunto demodê supracitado. Descendo em nosso nível epistemológico, a respeito das peças íntimas não posso dizer nada; nem se vai coberta por uma langerri, já que a professora veste uma calça dins cigarrete² &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;azul&lt;/span&gt; que se afunila da delgada cintura até o sapato &lt;span style="color:#663300;"&gt;marrom&lt;/span&gt; de cadarços &lt;span style="color:#cc9933;"&gt;caramelos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Lembro ao leitor que em nosso exercício de análise não convém considerá-la uma aberração. Há de ter sentido funcional no meio que em que vive. E agora me veio na cabeça a função da burca...&lt;br /&gt;Os alunos, como são chamados os demais atores do ritual, fazem-se absolutamente passivos. Alguns entraram em transe e mantinham-se acordados por pouco tempo. Um deles, especialmente absorto, disse-me algo como ‘a matéria é obrigatória’. Pareceu-me algo como uma carga horária compulsória onde dever-se-ia aprender coisas úteis como a mesóclise, mas usa-se de tortura e chantagem para impor condições de manutenção social naquela comunidade.³&lt;br /&gt;Continuando nossa vereda estética-hermenêutica, detenho-me enfim nas expressões corporais do nosso objeto docente. Embora tenha ajeitado a franja uma ou duas vezes, não a encaixo no clã emo4 por ter cabelo crespo [a classificação, me parece, é biologizante, meramente]. O olhar é sempre baixo e fixo, quase psicopatológico, o que deve estar relacionado às vestes ligeiramente comentadas. O mesmo deve ainda justificar a ocorrência do posicionamento dos braços como um tiranossauro reques.&lt;br /&gt;Concluo este pequeno e mui objetivo olhar sobre a professora, que nos possibilitou eficaz compreensão do ethos feminista. Seguramente, nem o tema abordado nem o presente clichê estão esgotados. Na certa, há ainda amplo guarda-roupa a ser matizado por essa corrente de impacto cosmético, de fundamental importância para a compreensão sociovirtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹PEGURSKI, Carlos A., &lt;strong&gt;Tratado Antropológico Universal das Vestes Sobreutilitaristas&lt;/strong&gt;, Ed. Bohemia, 2008.&lt;br /&gt;²Grato à amiga Wemily por me explicar o que é uma cigarrete, isso lá pelos idos de mil novecentos e bala zequinha.&lt;br /&gt;³Precisaria ir mais à faculdade para assegurar esse fato.&lt;br /&gt;4Sobre os emos, consultar FRANCO, César B., &lt;strong&gt;Diário de um Adolescente Interiorano&lt;/strong&gt;, Ed. Miguximpresso, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-439033139800142094?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/439033139800142094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=439033139800142094' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/439033139800142094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/439033139800142094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/anlise-do-vesturio-da-professora.html' title='Análise do vestuário da professora feminista'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SDQErTtGiiI/AAAAAAAAAEI/UKobdl5cqpQ/s72-c/prof.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-477012518574848337</id><published>2008-05-18T02:20:00.017-03:00</published><updated>2008-05-18T03:30:23.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Rua da Saudade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SC-9ztvz73I/AAAAAAAAAAw/hWQ4v53dklg/s1600-h/266168217_c59c1b49d3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SC-9ztvz73I/AAAAAAAAAAw/hWQ4v53dklg/s320/266168217_c59c1b49d3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201584790787321714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(255, 204, 102);font-family:arial;"&gt;                                                             &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cidade pequena...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(255, 204, 102);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-size:85%;" &gt;.&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;..e suas ruas da saudade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Cidade pequena tem muita coisa para a infância-juventude de uma pessoa que só quem lá mora pode entender. O grande prazer de morar num lugar assim, de tímidos prédios a surgir no horizonte – que tem como fundo o campo -  e de ruas centrais de faixa única, não é o fato de você conhecer grande parte das pessoas. Na verdade, isso é o pior da cidade pequena; sente-se observado o tempo todo e sabe, que o que fizer em público e até no privado, vai ser realmente público no dia seguinte. O bom de morar num pequeno aglomerado urbano de interior é saber que por mais que não haja necessidade de saber o nome das ruas - afinal, a melhor referência é o banco, a loja ou o mercado – você pode nomear cada uma delas de acordo com acontecimentos de sua vida.  Quando pela noite anda-se por ruas que te remetem a sua própria história, isso sim é a verdadeira intimidade do interior; não uma relação íntima entre você e um outro, mas entre você e aquela cidade que para sempre levará um pouco de ti.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em algumas ruas você encontra o lugar das primeiras lições, a construção onde foi sua escola e que hoje você já não reconhece mais; mas lá ainda tem salas de aulas metamorfoseadas que guardam também uma essência de você, da manhã que tirou uma nota boa, da tarde que ficou no mesmo grupo da menina bonitinha que sentava a sua frente, da noite que achou no bolso um bilhetinho romântico. Talvez a cantina já não exista, mas a rua detrás da escola onde recebeste o primeiro 'oi' de sua paixão escolar sempre vai existir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Outras ruas, de arvores aladas e canteiros decorados, trazem as casas de quintais verdes, um campo para tantas partidas de futebol com amigos que hoje são estranhos. Trazem também as casas que, uma ou outra, um dia serviu de palco para festa de aniversário de 12 anos de seu colega, e que a partir daquele dia virou um grande companheiro. É a mesma rua que preserva a casa vazia desde sua partida; vazia de suas sujeiras, suas bagunça, mas sempre contendo – mesmo que seus futuros donos não saibam – as madrugadas de risos e confissões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tem as ruas das brigas e tensões que teve em sua vida até então curta. Mas a rua das palavras que voaram pelo ar só para ofender seu amigo é a mesma rua em que depois andaram juntos, conversando sobre os desenhos, planejando longas tardes de jogos de tabuleiro quando terminassem as tarefas escolares. A mesma rua que andaram lado a lado enquanto seus orgulhos permitiram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma das poucas avenidas contém algo de 3 anos, 36 meses, em que virou rotina fazer aquele caminho de bicicleta apostando corrida com seus pares a caminho da escola; por mais que hoje, quando eventualmente passar por lá você passe de carro, vai sempre lembrar dos dias especiais, de alguns tombos, das conversas ofegantes, dos dias frios em que se usava luva para aquecer os dedos; e você ainda vai lembrar o cheiro da luva, e o arder de seu rosto quente em encontro com o vento frio da ladeira em que as rodas da bicicleta giravam sem parar impulsionadas pelas suas pedaladas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas muitas ruas trazem as bicicletas e lembram ainda os finais de semana em que não tinha diversão igual a andar de bicicleta por aí. Coisa de cidade pequena talvez, coisa antes da invasão em massa da internet provavelmente. Aqueles que andavam do seu lado já estão em lugares desconhecidos hoje, a garota por quem você se apaixonou e também estava lá, hoje igualmente está perdida pela distância, mas a rua em que você caiu da bicicleta tentando impressiona-la ainda permanece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Muitas ruas poderiam tem nomes ligados a garotas. Não que sejas mulherengo ou coisa do tipo, mas por que aquelas ruas sempre conspiraram para te marcar sob um nome feminino. A via transversal, em frente a um consultório médico e atrás da quadra de esportes, seria a rua do primeiro beijo, tímido e desajeitado. O muro que serviu de apoio a mãos trêmulas ainda está lá. Há ruas que lembram pequenos e não menos importantes momentos de sua vida sentimental. A rua da praça em que, frente a ela, tinha lojinha onde comprou um anel, de pedras vermelhas e inocentemente baratas, para dar a sua primeira paixão. Você nunca deu o anel, a loja fechou, mas até hoje a rua lembra o nome de sua paixonite juvenil. Há até a rua que, por graça do acaso, conserva ainda o pé de manga onde depois de ter suas palavras de amor ignoradas, jogadas ao vento, deitou-se na calçada em uma madrugada e repetiu o nome da garota tantas vezes até que começou a não querer dize-lo nunca mais; mas o nome ainda está lá, junto da rua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin-bottom: 0cm;font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Talvez sejam ruas fascinantes por que presenciaram a maior parte de sua vida pré-responsabilidades. Mas teve também a rua do alistamento militar, a rua da biblioteca na qual passou horas estudando para o vestibular, a rua que perguntou-se dos grandes porquês do mundo e frustrou-se por  sequer entende-los. Houve a rua que olhou para o céu e pensou no colega falecido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Realmente não sabes o nome daquelas ruas, mas lembras de cada uma delas, e lembras tanto que com toda certeza o nome de algum figurão ou dito herói brasileiro não poderia jamais conter todo seu valor; até prefere não saber se eram ruas de príncipes, barões, estados ou países, gosta de lembrar delas por suas adjetivações e personificações. Por isso se um dia lá voltar, onde quer que vá, saberá que todas as ruas serão ruas suas e de mais ninguém; ruas pessoais e próprias de tua existência. Indo ao mercado ou a rodoviária, serão todas, sem exceção nenhuma, ruas com nome Saudade. Não foram só coisas boas que lá viveu, mas grande parte do que é hoje, tem suas raízes em ruas estreitas, pequenas e que quando unidas, essas pequenas ruelas dão corpo à uma pequena cidade interiorana. Dão corpo a ti mesmo.   &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;     &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;    &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;    &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-477012518574848337?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/477012518574848337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=477012518574848337' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/477012518574848337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/477012518574848337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/cidade-pequena.html' title='Rua da Saudade'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SC-9ztvz73I/AAAAAAAAAAw/hWQ4v53dklg/s72-c/266168217_c59c1b49d3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1085070444021185060</id><published>2008-05-14T15:21:00.002-03:00</published><updated>2008-05-14T15:24:42.836-03:00</updated><title type='text'>Contribuição para uma sociologia compreensiva dos comportamentos sociais nos  ônibus –especificamente os ônibus de Curitiba, e mais especificamente...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SCsuR0ix0RI/AAAAAAAAAAY/Kq-dRSkWqKs/s1600-h/porta%2Bonibus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SCsuR0ix0RI/AAAAAAAAAAY/Kq-dRSkWqKs/s320/porta%2Bonibus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200301078426538258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Contribuição para uma sociologia compreensiva dos comportamentos sociais nos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ônibus –especificamente os ônibus de Curitiba, e mais especificamente os alimentadores da região-, e para a tentativa de criar títulos mais cumpridos que o corpo de texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(ou Os Curitibanos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não é de hoje que o povo curitibano tem a fama de frio –diria a até frígido não fosse a conotação sexual do termo que não posso comprovar empiricamente, visto que para um estudo estatístico com alguma validade precisaria analisar ao menos 10% da população, coisa tal que minha realidade objetiva não permite-. Enfim fugi do assunto antes de introduzi-lo (se é que cabe o termo sem a conotação sexual tácita). Sou curitibano, frio, diria até frigido se soubesse com certeza o que este termo significa, mas esta pequena pesquisa (ou melhor, observação de um caso especifico –etnografia diriam alguns-) tenta provar que estes adjetivos não podem ser generalizados como explicativos do comportamento de todos os habitantes desta gloriosa cidade. E quem vive aqui bem sabe que não há lugar melhor para conhecer o âmago do curitibano se não nos ônibus (visto a falta de metros, trens e meios alternativos de transporte) e principalmente nos Alimentadores da Região.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ontem (07/06/2008 – sim demorei quase uma semana desde a concepção do texto até sua postagem devido principalmente a uma prova de antropologia e outras questões subjetivas de foro intimo que não cabem aqui explicitar), é fato, a porta do ônibus (alimentador – que conecta os bairros aos terminais, onde se podem fazer conexões com outros ônibus sem pagar nova tarifa) em que minha pessoa transitava, caiu. Simples desse jeito caiu pra fora (“E isso que a passagem custa $1.90” reclamaram alguns passageiros). Mas foi com este acontecimento pitoresco que meu olhar sociológico (e míope, sofrendo também de um descolamento do anel de Weiss e de vasculite em fase de retrocesso diga-se de passagem) voltou-se para perceber como o povo curitibano é, na sua essência, bom. Digo isso porque todos riram, não houve reclamações pelo atraso, até porque eram 14:00 e talvez ninguém tivesse nada de importante a fazer (além de mim que daria uma guinada em minha vida, não cabe falar agora o porque). Enfim duas pessoas se voluntariaram a segurar a porta, provavelmente eram do interior porque nenhum curitibano pode ser tão bom assim, mas isto fica pendente para ser abordado em discussão posterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Cheguei ao terminal (glorioso terminal do Hauer com sua não menos gloriosa venda de Creps Suíço de Cabelo) e encontro meu amigo, que já esperava por mim, conversando com uma senhora nesse meio tempo, o assunto? A porta do ônibus!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como podem afirmar que alguém que puxa papo ao ver a porta de um ônibus caída é frio? Ou frígido? Ou frio e frígido? Ou frigido e frio? Isso para mim mostra como o curitibano é aberto (no bom sentido: sul-sudeste) a conversar sim. Só não suportamos puxar assunto baseado em condições ou previsões metereológicas, especialmente no elevador. Há vezes em que o silêncio é melhor, não tenhamos vergonha de convir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enfim quero afirmar que se puséssemos o povo curitibano em uma escala de sociabilidade, ele ficaria num patamar onde o clima e suas analises e prerrogativas não bastam para começar uma boa conversa, mas a porta de um ônibus (ah, a aporta de um ônibus!) este pode ser sim, e com sorte sempre será uma prerrogativa para dar inicio aquelas belas conversas que se tornam, se praticadas com alguma freqüência, amizades ainda mais belas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Refletindo posteriormente não consigo lembrar se meu amigo é de Curitiba ou se é natural de Itajaí SC e mudou-se para cá quando criança, o que faria com que meu texto perdesse todo seu valor metodológico e portanto teórico e o tornaria o cúmulo da verborragisse, tautologia e prolixidade. Se isso acontecer pelo menos fica como marco daquele dia fantástico, em que tive a oportunidade de deitar à grama do belíssimo Jardim Botânico de Curitiba e simplesmente olhar as estrelas ao lado de alguém especial, que não era o meu amigo em questão, fato que se hipoteticamente pensado daria uma conotação homossexual a toda discussão).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1085070444021185060?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1085070444021185060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1085070444021185060' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1085070444021185060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1085070444021185060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/contribuio-para-uma-sociologia.html' title='Contribuição para uma sociologia compreensiva dos comportamentos sociais nos  ônibus –especificamente os ônibus de Curitiba, e mais especificamente...'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6Q7HJ5sA4M8/SCsuR0ix0RI/AAAAAAAAAAY/Kq-dRSkWqKs/s72-c/porta%2Bonibus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-5694458030079496840</id><published>2008-05-14T11:34:00.005-03:00</published><updated>2008-05-14T12:01:30.252-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Rrrrãc-pfu: beabá e blablablá</title><content type='html'>Certa vez, ainda no meu colégio de primeira quarta, ao formarmos fila, a diretora nos deu um sermão repreendendo o ato de cuspir na cara do coleguinha – o que havia ocorrido sem nenhum clima de coleguismo. Disse ela:&lt;br /&gt;- Foi isso que os soldados romanos fizeram pra Jesus. Eles cuspiram na cara de Jesus. Vejam como isso é feio!&lt;br /&gt;Alguns olhavam pra cima. Imagino que um procurava enxergar a diretora por cima do ombro do menino da frente, que, mais alto, foi posto ali por descuido da professora. Vai ver que uns mexiam nos bolsos. Outros se cutucavam.&lt;br /&gt;Eu pensava que se tudo isso fosse verdade, tivessem mesmo feito isso com ele e refeito na Escola Arapongas, Jesus devia estar muito triste conosco. E que ele devia sentir qualquer coisa de muito grande pela gente pra continuar gostando de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCr4qDtGigI/AAAAAAAAAD4/I2p-_1nSH7M/s1600-h/cuspe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200242121185331714" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCr4qDtGigI/AAAAAAAAAD4/I2p-_1nSH7M/s320/cuspe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E daí que do outro lado do mundo os chineses proibiram os dois terços restantes a cuspir durante a Olimpíada - papelão amarelo. Vai ver é preocupação ambiental.&lt;br /&gt;A infração é passível de multa que varia de acordo com a radioatividade do &lt;span style="color:#999900;"&gt;catarro&lt;/span&gt;. E de sermão em fila.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-5694458030079496840?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/5694458030079496840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=5694458030079496840' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5694458030079496840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5694458030079496840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/amor-de-cristo.html' title='Rrrrãc-pfu: beabá e blablablá'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCr4qDtGigI/AAAAAAAAAD4/I2p-_1nSH7M/s72-c/cuspe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-5141596342850894886</id><published>2008-05-06T10:27:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T10:32:49.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Etnografia de um sábado pela manhã</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCBdzJ3mDJI/AAAAAAAAADA/dhPW_gldv5g/s1600-h/flying-pig.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197257103389363346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="270" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCBdzJ3mDJI/AAAAAAAAADA/dhPW_gldv5g/s320/flying-pig.jpg" width="292" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;omeço pela etimologia. Em termos aurelianos, etnografia &lt;/span&gt;&lt;a name="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;[do Gr. éthnos, raça + graph, r. de graphein, descrever] significa “&lt;em&gt;ciência que estuda os povos, suas origens, suas línguas, religiões e costumes, a partir da forma como se vive o sábado pela manhã&lt;/em&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Porém, soube por outra fonte – um tanto menos confiável que a do pequeno-burguês radical grego, é verdade – que o termo etnografia significa “&lt;em&gt;puta leitura inútil, obsoleta que o diacho, mais chata que ata de reunião de condomínio&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Sobre tal contenda filológica eu não me atenho. Apostaria na segunda hipótese por razões empíricas, mas prefiro não levantar bandeira alguma. Meu ofício [&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;] é esmiuçar mesquinharias, não rejeitá-las tão facilmente, mesmo porque um dia elas hão de ser convenientes.&lt;br /&gt;E esse dia chegou: a partir do sábado de manhã de uma data escolhida a dedo, conceito gregoriano¹ [quiçá aristotélico], dissertarei acerca das construções sociais que simbolicamente permeiam o meio cultural² observado.&lt;br /&gt;O sábado em questão [a saber, três de maio] começou com o atraso do Elias – não confundir esse papo todo com antropologia. Elias é filho do meio, criado em métodos normais, de uma família equilibrada e sensata, imbuída do conceito de prosperidade, muito trabalhadora, além de ser neto de duas avós deveras capitalistas: enfim, Elias é a figura que foi classificada visionariamente por Weber como o protestante ideal. Aliás, deve ser mesmo ideal, uma vez que é claramente observável que dispõe de uma rede de contatos muito maior e melhor que os outros agentes desse relato. Houve momentos inclusive em que Elias provou ser o macho-alfa supremo no grupo usando de seu orcute³ para coerção das outras pessoas do grupo que, tamanha era a legitimidade transcendente que viam em Elias, submetiam-se a uma dominação tipologicamente carismática.&lt;br /&gt;Entre papos e sopapos, Elias e Pegurski [coadjuvante mimético] chegaram na casa de César. Nada de importante ocorreu lá, senão a descoberta, através de um telefonema, de que a Aline – o elemento xis: vem com açúcar, tempero e tudo o que há de bom4 – ainda estava dormindo.&lt;br /&gt;Abro um parágrafo para considerar que, sendo a etnografia uma literatura sem qualquer tipo de regulamentação da sensatez, permito-me dizer que essa comunidade lembra o conto dos três porquinhos. César, Pegurski e Elias são os ditos suínos. Suínos com muita graça e donaire. Já o lobo mal é o Marechal [ausente desta passagem por estar em curso, conta-se]. E a Aline é o vento que o lobo mal faz: não dá pra dizer que não existe, mas ninguém vê; só quem sabe quando ela vem ou não é o lobo mal; e aí por diante.&lt;br /&gt;Desamparados pela deslealdade do vento preguiçoso, saíram os heróis desta etnografia barata – dessa vez porcos, não índios – para tomar café. Por limitações da espécie, após muito correrem [o que embriagou César de nostalgia], acabaram no pátio em que são criados. Tiraram fotos: limitação da natureza de Elias. E almoçaram a lavagem cotidiana. E tomaram um café, após isso.&lt;br /&gt;Não rolaram na lama, mas foram estupidamente felizes.&lt;br /&gt;E não obstante isso, termino essa etnografia agora por diversas razões: em primeiro lugar, porque não tem mais nada pra contar; em segundo lugar, porque ela já foi propositiva em demasia, em se tratando de etnografia; e enfim, porque leitor nenhum, de blogue nenhum, de lugar nenhum, de curso nenhum, de natureza nenhuma teria saco de terminar a leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Em tempo: para ninguém ficar desorientado, joguei uma moeda pra cima e caiu cara. Ou seja, essa foi uma leitura funcionalista.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;¹ Gregoriano é sinônimo de grego, como se sabe. Não confundir com a técnica vocal demodê.&lt;br /&gt;² Social, não: cultural.&lt;br /&gt;³ Sítio amplamente utilizado no início do Séc. XXI. Ver: PEGURSKI, Carlos. &lt;strong&gt;As 10 Piores Manias do Homem Moderno Bitolado&lt;/strong&gt;. Ed. Bohemia, 2008.&lt;br /&gt;4 Ver http://br.youtube.com/watch?v=vqbliGBgsrE&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-5141596342850894886?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/5141596342850894886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=5141596342850894886' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5141596342850894886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/5141596342850894886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/05/etnografia-de-um-sbado-pela-manh.html' title='Etnografia de um sábado pela manhã'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SCBdzJ3mDJI/AAAAAAAAADA/dhPW_gldv5g/s72-c/flying-pig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3810381927084085269</id><published>2008-04-28T16:28:00.005-03:00</published><updated>2008-04-28T16:46:06.939-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Lamento, ele queimou.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SBYnAmxP-lI/AAAAAAAAAAg/zXwWgarfFpQ/s1600-h/seocontest-computer.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SBYnAmxP-lI/AAAAAAAAAAg/zXwWgarfFpQ/s320/seocontest-computer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194382111579044434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;De um nerd para seu computador. Que descanse em paz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  tragédia começou numa sexta-feira, semanas atrás. Num rompante a lá Ursulão - aquele urso do desenho animado que queria fazer tudo por contra própria, tipo instalar uma geladeira, e acabava derrubando a casa toda – eu resolvei dar fim no problema de cooler do meu computador, e acabei dando fim no computador todo. Mas vamos por partes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Vou até a loja de informática pronto para comprar um novo cooler e despreocupado pois é uma das coisas mais baratas do computador -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é só o ventiladorzinho que fica em cima do processador. Chego lá, a mulher, uma senhora indo pra lá da meia idade já, me pergunta o &lt;i style=""&gt;socket &lt;/i&gt;do meu processador. Eu ri por dentro e pensei comigo: “Há, não é com essa que você vai me pegar!”. Tão logo respondi ela me traz o cooler novo para o meu socket(ui), mas já prevendo a cagada que ia acontecer, ela ainda pergunta se eu não queria que eles instalassem para mim. Com meus longos anos de nerdice me ofendi com a pergunta e quase mandei ela ir ensinar o padre a rezar missa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;15 minutos depois que eu saí da loja pensando no que eu poderia ter dito para a atendente para mostrá-la que não sou um desses idiotas qualquer que mexem com computador – imagina... -, eu volto lá imaginando a cara ela faria ao me ver retornar com o computador debaixo dos braços. Foi uma cara de triunfo, é claro. “Hihihi, deu problema?”. Se eu não estivesse desesperado com o fato do meu computador não ligar mais depois de eu ter trocado o cooler, teria respondido a altura; porém me contentei e entreguei-o nas mãos de um técnico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ele levou o gabinete lá para dentro enquanto eu, aflito, espiava pela porta o que ele fazia. A atendente, para concretizar a vingança, ainda grita em bom som para todos que ali estavam escutarem “Ele deve ter queimado o processador quando trocou o cooler.”. Engoli o orgulho e assisti emocionado o técnico mexendo no meu computador todo aberto e fragilizado, ali naquela mesa fria, entre cadáveres eletrônicos. Eu me perguntava o que seria dele torcendo para que não tivesse chegado a sua hora. Eis então que o técnico levanta os olhos desapontados, balança a cabeça negativamente, larga suas ferramenta cirúrgicas e enxuga o suor da testa. Olha para mim tentando medir as palavras, mas não havia o que fazer ou o que dizer: o computador tinha queimado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O pior não era ele ter partido dessa para melhor, e sim o fato que fui eu, bancando o Ursulão, que inoculei nele a semente mortífera. A atendente chegou até mim – eu nem conseguia tirar os olhos do computador ainda aberto na minha frente -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e mandou “Hihihi, que prejuízo hein... parece até que eu tinha previsto isso quando te ofereci ajuda pra instalar.”. A ignorei. Pedi ao técnico que tirasses os restos da minha frente; eu não podia mais olhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Desde sua ida dessa para melhor, andei de lan em lan, buscando preencher o vazio que ele tinha deixado em mim; busquei em outros o que ele me dava, mas era tudo em vão; e ao chegar em casa, e ver o lugar vazio que ele costumava ter no meu quarto, só me dava um aperto enorme no coração. Meus dedos não tinham mais função, vagavam inertes no ar. E agora, depois de 2 anos com muitas histórias, de várias noites em claro quando ele era remédio para minha insônia, eu dou um adeus entristecido para aquele que só me fez feliz. &lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Mas ok. Aprendi a lição; não vou mais trocar cooler nenhum do meu computador novo. Vou ficar no lugar onde todo não-técnico deve ficar: atrás do mouse e do teclado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3810381927084085269?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3810381927084085269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3810381927084085269' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3810381927084085269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3810381927084085269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/de-um-nerd-para-seu-computador.html' title='Lamento, ele queimou.'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SBYnAmxP-lI/AAAAAAAAAAg/zXwWgarfFpQ/s72-c/seocontest-computer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-7006949545987604867</id><published>2008-04-24T13:24:00.000-03:00</published><updated>2008-04-24T13:25:42.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>"As árvores somos nozes"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ninguém escreveu nenhuma moção de repúdio. Não fizeram nenhum protesto ou manifestação. Os universitários, que em teoria sempre lutaram pelo meio ambiente em detrimento à modernização, simplesmente observaram calados a derrubada das árvores, outrora belas e imponentes, do pátio da universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Provavelmente sentiram, depois do ocorrido, aquele remorso que todos sentimos sabendo que deveríamos ter feito alguma coisa, seja lá o que! Mas eles simplesmente olharam. Alguns tristes e impotentes sem saber como impedir o progresso da “modernidade”, outros nem aí –praticando esportes ou azarando (se é que ainda cabe este termo) pelo pátio-, outros talvez até a favor da derrubada, para maior comodidade e espaço físico. Eu simplesmente sacudi a cabeça em desaprovação, tanto pela derrubada quanto pela falta de pulso dos alunos, que em outros tempos teriam feito uma manifestação nus ou algo do gênero (se o termo não for deveras psicologizante).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas não adianta chorar pelo leite derramado, chorais, pois por aquelas belas árvores que talvez fossem apreciadas por pouco, mas que testemunharam tantas brigas e declarações de amor no pátio, tantas demonstrações de amizade ou piadas pseudo-intelectuais. Enfim assim como as arvores os alunos não disseram nada contra a decisão imposta por órgãos superiores que o tempo da “natureza” havia chego ao fim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-7006949545987604867?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/7006949545987604867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=7006949545987604867' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7006949545987604867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/7006949545987604867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/as-rvores-somos-nozes.html' title='&quot;As árvores somos nozes&quot;'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1631580438377514915</id><published>2008-04-20T14:30:00.001-03:00</published><updated>2008-04-20T14:32:16.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Estrela cadente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SAt98l6mzjI/AAAAAAAAAB0/u9JxUJt7A1g/s1600-h/estrela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191381475398176306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SAt98l6mzjI/AAAAAAAAAB0/u9JxUJt7A1g/s320/estrela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ue se tome o céu por limite. Que se traga à luz da noite terrena os questionamentos sobre justiça – dos homens? de Deus? Que se lancem sobre a verdade todos os errantes de boa vontade para elucidá-la. Que se busque incessantemente a rede profana que tudo explica e não se pode conhecer.&lt;br /&gt;Que se tomem todas as precauções para preservar as redes. Mas não agora. Não é dessas redes que a pequena precisa. Não são essas redes que devem encerrá-la nos braços. Não são essas redes que sem corte devem figurá-la por trás da tela. Não é assim que se preserva o amanhã. Não é assim que se conhecem os demônios.&lt;br /&gt;Que se tomem os anjos com fé e peça-se que bem recepcionem a menina Isabella. Que se faça uma festa que ponha abaixo o céu! Que se celebre divinamente o dia em que o anjo muniu-se de fim e ingressou na eternidade. Que a tenham nos braços. Que a embalem dia após dia em cândida cantiga de bem viver. Que ofertem algodões-doces coloridos e pueris, mesmo que a chuva insista em derrubar a nuvem.&lt;br /&gt;Que se cobre de César o que é de César. Mas que deixem a pequena estrela elevar-se sublime ao Lúdico. Que deixemo-la acertar a angelitude.&lt;br /&gt;Que nos seguremos nós, que cá a gravidade e a saudade são sempre maiores. E que brilhe por nós.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1631580438377514915?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1631580438377514915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1631580438377514915' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1631580438377514915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1631580438377514915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/estrela-cadente.html' title='Estrela cadente'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/SAt98l6mzjI/AAAAAAAAAB0/u9JxUJt7A1g/s72-c/estrela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2973523845746345848</id><published>2008-04-16T18:49:00.001-03:00</published><updated>2008-04-16T18:51:16.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Amor, família, cotidiano</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O jantar estava à mesa, mas o clima pesado. A família se preparava para a refeição mas os filhos haviam acabado de presenciar um daqueles momentos que todos os filhos que vivem com os pais presenciam pelo menos uma vez, uma daquelas brigas que acabam com qualquer clima. O mais desatento acharia que começou por coisa boba, mas todo mundo que estava ali sabia que a coisa não andava boa há tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A filhinha, por volta dos 8, quase como sintetizando o momento perguntou inocentemente::&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Mamãe, o que é o amor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Houve um longo e desconfortável silêncio, o olhar do pai e da mãe se cruzaram rapidamente, e foram logo interrompidos pela risadinha sarcástica do irmão, mais velho que estava em plena puberdade:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Não existe amor, hoje é só pelo se... – a mãe o impediu de falar qualquer coisa que gerasse mais perguntas com um tapa de leve no braço e um olhar de reprovação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Amor filha – começou a mãe sem qualquer certeza – amor é se dar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O filho quase cuspiu o suco pelo nariz de tanto rir e falou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Se dar, só se as meninas...- O pai o impediu com tapa um pouco mais forte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Deixa ela falar! – exclamou o pai, colocando os talheres na mesa e se inclinando para ouvir a definição de amor de sua esposa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A mãe sentia todo o peso do mundo nas costas, como falar de algo para a filha que a desiludiu a vida inteira? Quando era jovem sentia tanto amor pelo esposo, mas agora sua vida conjugal tornara-se um peso. Sentia antes tanto amor pelo filho, mas agora havia um abismo enorme entre eles e ele só a causava problemas. A filhinha era a única por quem ainda sentia um amor incondicional, jamais mentiria para ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Amor é se dar filha,- continuou- deixar de se preocupar com você e colocar os outros como mais importantes! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Eu amei tanto minha família – disse quase em tom de arrependimento -que parei de trabalhar e estudar pra dar um lar pra vocês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O pai se irritou muito, poderia parecer coisa pouca, mas a situação não estava nada bem e esta história nunca tinha sido resolvida, ele sempre se sentiu culpado por ter mudado tanto a mulher que um dia amou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Vai falar que acabei com tua vida!- gritou o pai, batendo na mesa fazendo todos os talheres pularem e para além disso assustando os filhos. – Você acha que eu não abri mão de um monte de coisa nessa vida por vocês?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Não estou reclamando - tentou justificar a mãe com lágrimas nos olho, mas tomando coragem desabafou - eu só estou dizendo a verdade. Me doei pra vocês e ninguém valoriza nada do que eu faço, eu tinha uma carreira, estava na faculdade, ganhava mais que você e escolhi ficar aqui nessa casa infeliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Porra,- gritou o pai, os filhos jamais haviam visto isso – o que é que te fiz de errado? Eu trabalho todo dia pra pôr comida nessa mesa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- E depois se joga na frente da tv – revidou a mãe, já chorando muito – você prefere a vida das lindas da tv do que sua família! Você nunca deixou faltar nada de material nessa casa, mas nunca colocou amor nem carinho aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O pai levantou furioso e assustado com a essa nova mulher que agora o desafiava e começou a bater na mãe. O filho tentou impedir, mas foi jogado para longe, a filha começou a gritar. Os vizinhos, não acostumados com gritos naquela casa chegaram rápido, a tempo de impedir o pai de fazer algo pior. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Encontrando forças de algum lugar o filho levantou calmamente e abraçou apertado a irmãzinha que chorava amargamente (daqueles choros que apertam nossa garganta e o coração), chegou perto do seu ouvido e falou, num tom de segurança:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- Calminha, vai ficar tudo bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mesmo assim a família nunca mais foi a mesma: a mãe teve seus problemas psicológicos agravados e não pode mais ser responsável pelas crianças, o pai foi preso por um bom tempo (a justiça ainda funciona de vez em quando para a classe média). Os filhos ficaram um tempo com os tios, depois com uma avó, e acabaram na adolescência num orfanato com pouco contato com a família. A filha nunca conseguiu definir o amor, mas conhecia um sentimento de paz e segurança que o irmão lhe mostrou com ações e não com palavras.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2973523845746345848?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2973523845746345848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2973523845746345848' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2973523845746345848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2973523845746345848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/amor-famlia-cotidiano.html' title='Amor, família, cotidiano'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2192230689120024143</id><published>2008-04-13T23:33:00.004-03:00</published><updated>2008-04-13T23:46:10.684-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritos descompromissados'/><title type='text'>Fim de Domingo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SALDa9_ry7I/AAAAAAAAAAU/LyvGNrCmwis/s1600-h/Pablo_Picasso_The_Kiss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SALDa9_ry7I/AAAAAAAAAAU/LyvGNrCmwis/s320/Pablo_Picasso_The_Kiss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188924588769921970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segunda-feira é o pior dia da semana, indiscutivelmente. Mas domingo não fica longe não. Ainda mais quando acompanhado de uma chuvinha lá fora e de uma derrota roubada de seu time. E como se já não bastasse, hoje é o Dia do Beijo. Gente, existe data mais inútil do que essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dos Namorados até vai, afinal, os solteiros melancólicos precisam de uma data pra canalizar toda sua frustração, do mesmo jeito que os brigados precisam de uma data anual para fazerem as pazes e os já 'namorando' tem que ter mais um dia para gastar dinheiro. Mas Dia do Beijo? Duvido que alguém dê flores para alguém só por que hoje é dia disso que ninguém nem ao menos sabe como e quando começou. Aliás, aquela teoria da mãe zelosa que mastigava os alimentos e cuspia de volta na boca dos seus filhos nunca colou. Não dá para conceber a existência de filhos sem beijos – ai de mim se um antropólogo lê isso.  As outras teorias então... Talvez evolução de mordidas de ritos pré-sexuais dos macacos, ou ainda originário das lambidas em que os homens das cavernas davam uns nos outros em busca do sal na pele. Eca. Nada romântico, né? Acho que as verdades do beijo, assim como as do Papai Noel, são coisas que nunca deveriam ser encontradas pelo bem de nossas criancinhas. Mas isso não torna a data menos inútil, e nem o domingo menos pior.   &lt;/span&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   A coisa vai além da excelente programação televisiva, que oscila entre vários graus escatológicos porém sem nunca deixar de ser escatológica. É um dia tão irritante que você sai na rua e vê idosos com seus poodles irritantes que latem para tudo e vão fazer na calçada aquela coisinha que amanhã ou depois você pisa em um momento de desatenção. Tem ainda a pressão, muito bem escondida, de que domingo é dia para ser feliz e fazer o que gosta. Ser feliz e fazer o que gosta quando no outro dia é segunda? Há, me engana que eu gosto. Acho que o maior problema do domingo é que ele se fundamenta numa eterna contradição: ele é o ultimo suspiro de prazer que damos antes da execução semanal. Ao mesmo tempo que o queremos, também o tememos. Algo parecido com o Lula antes de ser eleito. Mas ok, chega de ser ranzinza antes dos 40.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   Até desejaria um feliz dia do beijo para quem ler isso, mas depois que li sobre o beijo, falar dele é imaginar dois homens da caverna, imundos e peludos, lambendo um ao outro num frenesi incessante; então melhor não ser hipócrita.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;   Boa semana a todos.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2192230689120024143?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2192230689120024143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2192230689120024143' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2192230689120024143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2192230689120024143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/fim-de-domingo.html' title='Fim de Domingo'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_XbLKovSGkGI/SALDa9_ry7I/AAAAAAAAAAU/LyvGNrCmwis/s72-c/Pablo_Picasso_The_Kiss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2865699775851760368</id><published>2008-04-08T22:31:00.003-03:00</published><updated>2008-04-08T22:35:02.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Desertor</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_wdFxx4IjI/AAAAAAAAABM/pxPkbR1Nyy4/s1600-h/cacto-carente_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187052855923057202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_wdFxx4IjI/AAAAAAAAABM/pxPkbR1Nyy4/s320/cacto-carente_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; cacto só no deserto&lt;br /&gt;Cansado de tanto sofrer&lt;br /&gt;Um dia avistou outro ser&lt;br /&gt;Ao longe, que chegou perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão seguro seu passo&lt;br /&gt;E vinha tão galante o rapaz&lt;br /&gt;Que sem saber o que faz&lt;br /&gt;O cacto ofereceu um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz, como se nada&lt;br /&gt;Tivesse ouvido, seguiu&lt;br /&gt;Obstinado a caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cacto triste não viu&lt;br /&gt;Que a imagem à sombra calada&lt;br /&gt;Era apenas miragem: seu rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2865699775851760368?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2865699775851760368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2865699775851760368' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2865699775851760368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2865699775851760368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/desertor.html' title='Desertor'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_wdFxx4IjI/AAAAAAAAABM/pxPkbR1Nyy4/s72-c/cacto-carente_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-3322734858300830454</id><published>2008-04-07T16:56:00.003-03:00</published><updated>2008-04-07T17:00:52.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><title type='text'>Pessoal II</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_p9Chx4IgI/AAAAAAAAAA0/nysCsawhVrs/s1600-h/volante.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186595403251327490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" height="200" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_p9Chx4IgI/AAAAAAAAAA0/nysCsawhVrs/s320/volante.JPG" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;Antítese capilar e reações estéticas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;emorou mas veio. O Dalton não deixou quieto.&lt;br /&gt;Dias atrás, após não conseguir convencê-lo de uma idéia proposta em sala, a professora encerrou a discussão dizendo que era melhor a discussão parar por ali antes que ele perdesse de vez os cabelos. [&lt;a href="http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/pessoal.html"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/pessoal.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Pois demorou mas veio. A professora hoje falava dos seminários feministas a partir dos anos 60 que discutiam o espaço da mulher na ciência:&lt;br /&gt;- Vocês sabiam que foi uma mulher quem inventou o pára-brisa? E que teve muita dificuldade em patenteá-lo porque os homens diziam que com aquele bracinho se mexendo os motoristas ficariam tontos?&lt;br /&gt;- Não seriam os limpadores de pára-brisa, professora? – interveio o Dalton.&lt;br /&gt;- Isso. Gafe minha. Perdoem.&lt;br /&gt;O Dalton não perdoou:&lt;br /&gt;- Se bem que não seria de se estranhar: o pára-brisa ajuda a não estragar o penteado.&lt;br /&gt;Burburinho. Repúdio das feministas escandalizadas.&lt;br /&gt;Dalton, meu querido, essa ficou pra história. Só o tempo dirá quais os louros que colherá por tamanha ousadia epistemológica, mas manifesto minha solidariedade. Essa foi bonita. E nada pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-3322734858300830454?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/3322734858300830454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=3322734858300830454' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3322734858300830454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/3322734858300830454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/pessoal-ii.html' title='Pessoal II'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_p9Chx4IgI/AAAAAAAAAA0/nysCsawhVrs/s72-c/volante.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-1137427160673398586</id><published>2008-04-04T14:01:00.005-03:00</published><updated>2008-04-04T14:20:08.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>O que é fazer Antropologia?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/R_ZhjA6FrbI/AAAAAAAAAAM/Smt3FoG4CnY/s1600-h/cat_42.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/R_ZhjA6FrbI/AAAAAAAAAAM/Smt3FoG4CnY/s320/cat_42.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185439275130662322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;'É estudar indiozinho né?'&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não necessariamente... Essa é uma daquelas perguntas que não é estranho encontrar um aluno de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;Ciências Sociais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, já no quinto período, que se enrole para responder; e para esclarecimentos, informo que um curso de Ciências Sociais se compõe em cima de Sociologia, Ciencia Politica e Antropologia como matérias chaves. Talvez culpa da enorme quantidade de teorias e métodos antropológicos, talvez a culpa seja da vadiagem ilimitada dos alunos, o fato é que é dificil saber o que é ela. Mas enfim, assumindo a presunçosa intenção de esclarecer a tão mal vista disciplina, me lanço numa empreitada utilizando-me de um pequeno exemplo do que é um trabalho de campo etnográfico, que é, afinal, a base da Antropologia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cheguei(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;sim, todos os textos da matéria são em primeira pessoa... isso é ciência!?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) no Restaurante Universitário – vulgo RU - para acompanhar mais um ritual do cotidiano acadêmico que é o almoço. A coisa se dá de modo simples: após enfrentar uma fila enorme, onde os nativos interagem aparentemente de forma intencional para demonstrar sua popularidade, paga-se o valor da refeição de acordo com seu status no meio acadêmico. É um grupo altamente hierarquizado e de privilégios subentendidos. Em seguida, pode-se ou não lavar as mãos; creio ser isto um reflexo do clima de liberalidade existente somente naquela aldeia(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Reitoria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;), sendo que a tribo como um todo (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;UFPR&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) não compartilha dessa liberdade na mesma medida. São vários clãs(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cursos&lt;/span&gt;) a participar deste ritual com fins alimentícios, sem aparente distinção de horários; é um enorme coletivo onde todos se confundem e confunde a todos(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;a Antropologia é mestre em jogos de palavra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porém, um bom antropólogo, com olhar externo e observador, consegue distinguir entre um clã e outro. A título de exemplo, cito um clã que como prerrogativa fura filas, são as chamadas pedagogas do clã Pedagogia – por razões ainda não avaliadas, há poucos homens nesse clã, sendo um mistério a sua reprodução. Há um outro clã, de certa facilidade para ser identificado, que é o História, com cabeleiras exuberantes e camisas de Heavy Metal. Poderia exemplificar mais, porém, quero me deter em um clã em especial com o qual tive maior contato(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;a Antropologia sempre se detém numa especificidade e diz que é algo científico... da para acreditar?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O clã em questão é o Direito, muito peculiar por sinal. Atendem também por juristas e, não sei muito bem por que, por alugados. A etnografia (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;coleta de dados a partir da observação da realidade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) nos permite deduzir um certo status diferenciado a esse clã – mesmo que haja um discurso geral proclamando a igualdade clãnica -, principalmente pelas suas vestimentas  e pelo seu jeito único de portar-se perante os outros clãs. Suas roupas trazem símbolos e aparatos que nos remetem a figuras míticas do mundo moderno, e também aos seus totens, como a Nike. O uso desses totens representa um forte poder simbólico de adesão ao clã. Usam tecidos impecáveis e quando comparados a certos clãs como o Ciências Sociais, parece se tratar de um outro povo, outra cultura. Seu comportamento exclusivo é característico por um constante ar de arrogância, onde fica tacitamente implícita a interação somente dentro do próprio clã; deduzo que são endogâmicos e exceções são anormalias estruturais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sua relação com outros clãs, mesmo que em teoria sejam iguais, transparece como já disse, uma diferença valorativa. No ambiente coletivo, principalmente no ritual que acontece diariamente no RU, sentam em mesas quase exclusivas e repudiam dividir o espaço com membros de outros clãs. Não se sabe ao certo se esse comportamento foi iniciado pelos juristas, mas o certo é que os outros clãs reagiram a isso devolvendo o repúdio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Posto isso, uma leve conceituação do clã do Direito em seu convívio coletivo, ou seja, com membros de outros clãs - mesmo que essa interação seja meramente virtual e obrigatória -, o próximo passo é descreve-lo em interação dentro do próprio clã. Entretanto, e contraditoriamente, o convívio dentro do clã é voltado para fora dele. Ou seja, mesmo quando conversam entre si, os alugados nunca deixam de fazer seu discurso tendo em vista que outros clãs podem estar ouvindo, e na verdade, eles querem ser ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Pelas mãos do acaso, enquanto eu me misturava antropologicamente entre os nativos e sentei-me a mesa coletiva do ritual, ao meu lado sentaram-se alguns membros do Direito. Mantendo meu olhar distanciado e objetivo(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;a antropologia acha que é objetiva... há!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) pude observar ações que justificam a fama de arrogantes que possuem. Primeiramente, sentaram-se e ocuparam uma cadeira a mais com o intuito de reserva-la a um outro membro do clã que logo chegaria; isso representa uma quebra na ordem ritualística pré-estabelecida do RU e que acaba comprometendo todo o funcionamento da instituição, mas uma das implicações nesse status silencioso dos juristas é poder quebrar certas normas coletivas sem qualquer repreensão. Logo em seguida, começaram a falar de seus próprios conceitos simbólicos(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;matérias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;), como constituição e código penal, de maneira alta e clara, pois acreditam que ao serem ouvidos receberão mais status ainda. Presenciei então toda uma conversação acerca de seus rituais intra-clãnicos e confesso pouco ter entendido, porém, graças a duas pequenas crises estruturais que ocorreram durante essa interação, pude entender melhor o universo dos alugados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A primeira crise a que me refiro, foi quando a discussão estava focada nos seus aparatos de vestuário, bem como o jeito também peculiar que eles possuem de cortar o cabelo – outros clãs dizem ser um corte pós-moderno(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hihi&lt;/span&gt;). Enquanto trocavam idéias e dicas, um deles, inocentemente, criticou o cabelo do outro, duvidando que o mesmo tinha sido cortado por um profissional. Pronto, a crise surgiu. Nesse ponto, percebe-se a importância dada a questão capilar. Aquele que ofendeu, assim que teceu sua crítica, sentiu-se envergonhado. O ofendido ficou vermelho, raivoso e constrangido. Os outros juristas que ali estavam, ficaram em silêncio. Todos sabiam o que havia acontecido e o que aquilo significava. Era um abalo na estrutura interna do clã, que só foi resolvida por intermédio da mudança drástica de assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A segunda crise, ainda mais reveladora sobre o comportamento do clã em questão, se deu graças a um provável recém iniciado naquele grupo. Os alugados agem em relação ao mundo a sua volta com uma vista típica de castas, ou seja, há certas atividades para certos grupos, uma estratificação bem definida. Pelo menos para eles. Porém, um membro descuidado e desavisado comentou ter trabalhado como caixa em uma loja, o que, obviamente, não esta no nível de atividades exercidas por um alugado! Os risos foram generalizados. Caçoaram de seu companheiro e fizeram comentários pejorativos. Ele ainda tentou se justificar, porém em vão. Seu lugar dentro do clã nunca mais seria o mesmo depois de ter assumido tamanha subversão da ordem interna. Trabalho é visto com sérias ressalvas dentro deste clã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Concluindo, dizemos então(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;os antropólogos mesmo escrevendo em primeira pessoa, também usam o plural... provavelmente por que seus egos são tão grandes que precisam ser citados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) que há todo um status que se manifesta traiçoeiramente nessa tribo. Reconhecemos aqui, de forma clara, que foram estudos inconclusivos e merecem investigações posteriores(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;pelo menos eles tem a humildade de reconhecer isso&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;). &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="georgia" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma leve introdução do estudo do 'outro' quanto ser cultural. É Antropologia... e  tem quem goste...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-1137427160673398586?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/1137427160673398586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=1137427160673398586' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1137427160673398586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/1137427160673398586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/o-que-fazer-antropologia.html' title='O que é fazer Antropologia?'/><author><name>César</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/--PAQ4Xjnu64/Tcfe9x47ccI/AAAAAAAAAJw/i-mDBRuFvJM/s220/P1010316-red-rec.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_XbLKovSGkGI/R_ZhjA6FrbI/AAAAAAAAAAM/Smt3FoG4CnY/s72-c/cat_42.gif' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-9133046042302320687</id><published>2008-04-03T21:41:00.007-03:00</published><updated>2008-04-03T22:05:01.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><title type='text'>Determinismo analítico</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a liberda determinada por fatalida determinada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; sala está em círculo, as mentes se alinham, forma-se um espírito monástico a ser compartilhado pela celebração: hoje é dia de seminário!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seminário, aos menos versados na última e bela flor do Lácio, pode significar o nome do mosteiro onde residem e estudam padres em formação. Pode ainda significar o “nário” pela metade – que nário? O primo do Mário. No caso, porém, o significado de seminário diz respeito a uma discussão teórica ministrada por uma ou mais pessoas aptas a tal explanação, tendo como público pessoas determinadas que procuraram esse determinado evento que discorre sobre determinada episteme.&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_V7eRx4IdI/AAAAAAAAAAc/0fIvEzG8VSI/s1600-h/Plateia%20lota%20auditorio%20do%20Portal%20de%20Gravata_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185186306085888466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" height="154" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_V7eRx4IdI/AAAAAAAAAAc/0fIvEzG8VSI/s320/Plateia%2520lota%2520auditorio%2520do%2520Portal%2520de%2520Gravata_jpg.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ritual de hoje é de sociologia – oh, curioso determinante. Apresenta-se (com muita determinação!) a idéia do sujeito no mundo, na modernidade, nos clichês enfim. Clichês determinados, a saber. E diria mais: predeterminados, uma vez que o tema, o palestrante e o assunto são conhecidos a priori.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para bem ilustrar ao que me referi – se é que minhas referências não foram demasiado indeterminadas – dou-me o trabalho de atualizá-los perante o andamento do seminário (que ainda mantém o significado de explanação prevista): questiona-se, relativiza-se, problematiza-se, enchicheza-se se o sujeito social sofre um determinismo social (oh, recorrência!) ou se, como sugere o conceito do autor, ele é sujeito ao seu jeito na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o seminário é – como já disse em um passado muito bem determinado – determinado, faz-se claramente definido: explana-se religiosamente como o previsto que o agente é móvel e goza de livre arbítrio, manifestação da subjetividade. Diz-se isso com uma determinação seminarista! E, realmente, os seminaristas (os aqui citados, por exemplo) reproduzem com estética bastante pessoal o discurso predeterminado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma boa saída (de um inegável sujeito social) para se romper com a determinação, a que com muito afinco e determinação me referi, é acabar essa explanação impressa antes da explanação oral – que perde-se no Indeterminado, irregistrada senão pela memória de determinadas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabo aqui, portanto, em tempo: antes de terminado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-9133046042302320687?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/9133046042302320687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=9133046042302320687' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9133046042302320687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/9133046042302320687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/determinismo-analtico.html' title='Determinismo analítico'/><author><name>Carlos Pegurski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_V7eRx4IdI/AAAAAAAAAAc/0fIvEzG8VSI/s72-c/Plateia%2520lota%2520auditorio%2520do%2520Portal%2520de%2520Gravata_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-2470675479128613107</id><published>2008-04-03T14:46:00.003-03:00</published><updated>2008-04-03T20:53:49.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises cotidianas'/><title type='text'>Choque</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_Vt4hx4IbI/AAAAAAAAAAM/7QwLnVPtVmE/s1600-h/x1pPHu2K6HCG6pI-v30D1t1rpoK7wjvJNMIjDJjWjEClNYmOX-cVr9Sjq9VgdL8RSWKZRnIF8rdvLEm6bGZ_8YCT9yQIucvWmIRSeoWCfR-iy8VpcoNjDDGBg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185171363894665650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" height="267" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_Vt4hx4IbI/AAAAAAAAAAM/7QwLnVPtVmE/s320/x1pPHu2K6HCG6pI-v30D1t1rpoK7wjvJNMIjDJjWjEClNYmOX-cVr9Sjq9VgdL8RSWKZRnIF8rdvLEm6bGZ_8YCT9yQIucvWmIRSeoWCfR-iy8VpcoNjDDGBg.jpg" width="282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Uma coisa legal do ser humano é que quando as pessoas estão juntas num lugar, não importa o seu passado ou suas condições, elas chegaram ao mesmo ponto. Pode ser um ônibus lotado onde uma pessoa que tem o dinheiro da passagem contado esbarra numa dondoca que deixou o seu carro de luxo no conserto e está indo tomar chá com suas “amigas”: pode ser um grupo de pessoas de classe media que saem para um projeto missionário e acabam conhecendo uma realidade muito diferente da sua. Enfim não importa a situação, quando mundos diferentes se encontram ocorre o choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;Podemos olhar para esse choque como o fator que traz mudança de opinião, tomemos como exemplo a viagem do Buda que o fez abdicar a posição monárquica por uma vida monástica. Quando o ser humano vê a diferença ele pode escolher ampliar seus horizontes e ver o mundo de outro ângulo, ou pode fazer como a maioria e fingir ignorar o outro.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;Portanto fica a dica pra vocês meus caros, a cada momento estejam atentos às pessoas que o compartilham com você. Pode ser que olhando para a realidade delas sua visão de mundo se altere, para um mundo maior ou mais mágico, ou simplesmente para ver o mundo de forma mais real.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-2470675479128613107?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/2470675479128613107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=2470675479128613107' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2470675479128613107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/2470675479128613107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/choque.html' title='Choque'/><author><name>Thiago Elias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09888385185482478022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6Q7HJ5sA4M8/SfpbSR5G8XI/AAAAAAAAACQ/6Qh4inldk94/S220/PC310095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N6TjIUK7Ji4/R_Vt4hx4IbI/AAAAAAAAAAM/7QwLnVPtVmE/s72-c/x1pPHu2K6HCG6pI-v30D1t1rpoK7wjvJNMIjDJjWjEClNYmOX-cVr9Sjq9VgdL8RSWKZRnIF8rdvLEm6bGZ_8YCT9yQIucvWmIRSeoWCfR-iy8VpcoNjDDGBg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-713074090985418962.post-857621067445263776</id><published>2008-04-02T12:40:00.004-03:00</published><updated>2008-04-03T20:48:19.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Causos academicos'/><title type='text'>Pessoal</title><content type='html'>- E me diga: quais os fatores condicionantes da identidade de gênero de um indivíduo que não são sociais, Dalton?&lt;br /&gt;A professora de sociologia ficara brava. Falava devagarinho, degustando as palavras, assumindo combate. Culpa do Dalton, que julgou que um transexual poderia fazer essa cirurgia por ímpeto sensacionalista, "capricho pessoal", para chocar. E, para ele, isso seria meramente psicológico. Para ela, meramente psicologizante:&lt;br /&gt;- Ainda que o que você inventou seja verdade, isso não é evidentemente social, Dalton?&lt;br /&gt;O Dalton estava convicto de que não: era psicológico. Ou melhor, psicopatológico.&lt;br /&gt;- Não, professora. Seria uma opção pessoal.&lt;br /&gt;Ela fez cara de 'paciência', muito impacientemente, e encerrou:&lt;br /&gt;- Vamos acabar com essa discussão antes que o Dalton termine de perder os cabelos.&lt;br /&gt;E um tanto satisfeita pelas risadas que brotaram, mentiu:&lt;br /&gt;- Não leve a mal Dalton. Nada pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/713074090985418962-857621067445263776?l=cocotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cocotidiano.blogspot.com/feeds/857621067445263776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=713074090985418962&amp;postID=857621067445263776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/857621067445263776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/713074090985418962/posts/default/857621067445263776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cocotidiano.blogspot.com/2008/04/pessoal.html' title='Pessoal'/><author><name>Blogueiros</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
